CARTAS
Syngenta
Parabéns, Requião. Mais duas mortes no campo que devem ser creditadas a sua inoperância em cumprir a lei e manter a ordem. A Via Campesina, MST e outros só agem com tamanha desfaçatez porque o governador declara que os ''ditos'' movimentos sociais são uma ''benção de Deus'' e os incentiva à invasão quando não reprime a destruição de propriedades privadas. Houve mortes dos dois lados e o que aconteceu? Somente seguranças da Syngenta foram presos, a polícia não desocupou a área e o comandante da PM do Interior disse que a política do Estado para os ''movimentos sociais'' não é de repressão. O cúmulo da hipocrisia ficou por conta dos sem-terra que afirmaram que não possuem armas e que o tiro que matou o segurança foi dado pelos próprios companheiros dele. Posso afirmar de cátedra que os sem-terra possuem um arsenal pesado e não hesitam em usá-lo. Em abril de 97 invadiram minha propriedade, destruíram minha lavoura, mataram meus animais e me mantiveram em cárcere privado por mais de duas horas com três armas encostadas na minha cabeça e várias foices em torno do pescoço. O produtor rural não merece isso.
MARCOS MENEZES PROCHET (produtor rural) - Londrina
Casa do Papai Noel
Não poderia deixar de agradecer o apoio da imprensa em relação à denúncia de abandono e transformação daquele bem público em um ''mocó''. Foi uma reação imediata que acelerou o processo e tudo indica que o final será o melhor possível. A destinação para a Polícia Militar foi de agrado de nossa comunidade. Neste caso ficou claro que a imprensa comprometida com as causas justas, comunidade sem medo de denunciar e o poder público com agilidade podem muito. Esperamos que dentro de poucos dias tudo seja transformado.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina
CPMF
A discussão em torno da aprovação ou não da CPMF pelo Senado é questão muito mais política do que técnica. O ideal seria manter a contribuição que é insonegável ou até mesmo elevar sua alíquota. Em troca, acabaria-se com uma série de outras contribuições (Cide, Cofins, etc.) e até mesmo de alguns impostos federais que tanto atormentam o empresariado brasileiro e o cidadão comum.
ARÃO MOREIRA SANTOS NETO (advogado) - Londrina
Eles estão voltando
Eles estão de volta com as mesmas promessas, mostrando suas caras em outdoor, feiras-livres e na mídia prometendo tudo aos londrinenses. Lamentavelmente, com os mesmos discursos. Eles têm certeza de que não lembramos mais nada das administrações pífias, das falcatruas e do discurso fácil. Depois, instalam o caos como o existente. O desespero é tão grande que se te prometerem o céu, não estranhe.
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina
Pirataria 1
Não podemos usar a desculpa de preço para cometer um crime. Qual o custo de um produto pirateado? Não tem custo, é material fruto de roubo. Se você compra produto pirata por causa de preço baixo, então compraria um remédio falsificado (pirateado) para seu filho por causa do preço? Precisamos ter consciência que se a pirataria de DVD continuar vai haver a extinção dos bons filmes, pois a principal renda dos estúdios são os DVD originais. O cinema só está presente em 7% das cidades.
CLAUDEMIR PANUCI (contador) - Maringá
Pirataria 2
Deveria ter um pouco de vergonha na cara quem diz que o comprador de DVDs piratas é tão ladrão dos direitos autorais quanto quem vende produtos piratas. Por que não culpam quem libera alvarás de licença para o comércio da pirataria? Por que não culpam as receitas Estadual e Federal por liberar incrições e CNPJ para que estas empresas possam comercializar? Não podemos esquecer que antes que qualquer comércio se estabeleça, as autoridades têm que emitir alvarás. Tais licenças custam dinheiro do cidadão que está querendo apenas trabalhar.
HÉLIO APARECIDO CORDON DELIBORIO (comerciante) - Londrina
Pirataria 3
A existência da pirataria é relativa ao excesso de tributos existente no país. Se a indústria nacional baixar os preços dos seus produtos - muito caros, diminui-se o número de consumidores de cópias ilegais. O mesmo se aplica aos impostos. A sonegação no Brasil é quase uma obrigação dos empresários que querem progredir. Taxando menos, se arrecada mais. Roubo de carros, de fios, de tampas de bueiros, de lápides de túmulos também acontecem porque existe a figura do receptador.
PARREIRAS RODRIGUES (servidor público) - Curitiba





