Pedágio
Usuário constante da rodovia Curitiba-Guaratuba, sinto que fui assaltado todas as vezes que passei por uma praça de pedágio. A comprovação ocorreu após o leilão de privatização dos novos trechos de rodovias federais cujos valores são infinitivamente menores do que os cobrados pelas concessionárias que exploram o chamado anel de integração criado pelo ex-governador Jaime Lerner e seus áulicos ‘‘liberais’’ (com nosso dinheiro, é claro). Como existem placar alertando para guardarmos os recibos de pagamento para posterior ressarcimento do que pagamos a mais, quem fez isso pode entrar na justiça para reaver o dinheiro? Isto deveria ser um direito adquirido. A discrepância de valores é tão grande que não precisamos provar nada. Sabemos que não é bem assim. As concessionárias já devem estar preparadas para defender seus direitos.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

‘Tropa’ sem vergonha
A matéria ‘‘Ex-parlamentares freqüentam corredores do Con-gresso’’ (Política, pág. 3, 15/10) dá a verdadeira dimensão de como é tratada a coisa pública no Brasil. Ex-parlamentares vagam como se fossem almas penadas pelos corredores do poder, recebendo polpudos salários pagos com os nossos inúmeros e sofridos tributos. Foram reprovados nas urnas, mas continuam freqüentando assiduamente a ilha do poder, se capitalizando para retornarem ao cenário político. É por estas e outras que querem e necessitam aprovar a prorrogação de CPMF: para ajudar no custeio das mordomias desse pulhas no poder. Um Congresso Nacional dispendioso, corrupto e inoperante a exemplo do nosso, é perfeitamente dispensável. A economia seria muito grande se não existisse. A idéia é perfeitamente aplicável para a maioria das Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores compostas por políticos carreiristas que fazem da política um meio para saquearem os cofres públicos.
LOURIVAL BARBOSA (estudante) - Londrina

Governo do imposto
O Brasil é o país da maior sobrecarga de impostos do mundo. O consumidor paga por exemplo 45,8% de imposto sobre energia elétrica, 33,63% do leite, farinha de trigo 34,47%, água mineral paga-se a catastrófica soma de 45,11%, daí por diante, ficando escravo dos impostos. A máquina governamental é devoradora, insaciável e esfaimada, coarctando o crescimento do país. Agora, vem os deputados com essa evidente falcatrua da necessidade de se prorrogar esse horrendo CPMF. E mais, quando se afirma que o Brasil é o campeão de impostos, não há a rigor nenhum exagero até porque, ao que se sabe, não há contrapartida beneficente à população como por exemplo: a saúde está falida; estradas razoáveis só com pedágios, a educação ineficiente. O Congresso? Este só cuida do caso Renan e os deputados estão de joelhos diante do poder para satisfazer seu desejo.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã

Raízes da corrupção
O Brasil vem perdendo posições no ranking mundial da corrupção. Este ano foram avaliados 163 países e ficamos com o 72º lugar, com a nota 3,5. A cada ano pioramos nossa classificação. Em 2001, ocupávamos o 46º lugar com nota 4,0. Só para se ter uma idéia, o país melhor classificado é a Nova Zelândia que ocupa a 1ªposição com a nota 9,6. A cada dia ficamos perplexos e indignados com as últimas notícias sobre os escândalos da política. Nos sentimos impotentes diante de tanta injustiça. Será que se tivéssemos a oportunidade que têm estes políticos não faríamos o mesmo? Para encontrarmos a resposta, nada melhor do que considerarmos o que Jesus, a verdade em pessoa, tem a dizer: ‘‘Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito’’ (Lucas 16:10). Agora analise a sua vida, você é uma pessoa honesta e justa a todo momento, é sempre transparente, sincero e verdadeiro nos seus relacionamentos de trabalho, com a família, e com os amigos. Se nestas pequenas atitudes você não é fiel, o que o faz pensar que seria fiel também em algo maior, como a política, por exemplo?
HILBERALDI CORREIA DE LIMA (comandante da 2ª Companhia Ambiental Força Verde) - Londrina

Bolsa-família
Criada no tempo de FHC, a CPMF teve renovada e aumentada a alíquota. Mas só que este dinheiro era para a saúde e já passaram dois mandatos e nada foi feito para os pobres deste país. As pessoas precisam conhecer mais a realidade e como vivem nossos irmãos brasileiros. Quando alguém fica doente e vai ao médico a primeira pergunta é como o indivíduo está se alimentando. Este ano os índios estão sendo cadastrados pelo governo e começam a melhorar a saúde porque recebem ajuda do bolsa-família. Então, quando vejo alguém comparar a roubalheira dos outros governantes com o de agora, fico imaginando que falta de memória e que saudade dos tempos dos agiotas que repassavam os cheques dos clientes para frente para não pagar a CPMF que é tão justo com a classe menos favorecida.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão

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