CARTAS
Pedágio 1
Infelizmente os novos níveis de preços que serão praticados pela empresa espanhola OHL, vencedora da maioria dos trechos licitados das rodovias federais, não irão mudar um centavo nas demais praças já exploradas pelas outras concessionárias. Parece haver uma competência jurídica a favor destas que não as demoverão da privilegada situação de explorar os ''caças-níqueis'' de nossas estradas. Tomara que eu esteja errado!
JOSÉ RENATO PACCA (engenheiro de logística) - Londrina
Pedágio 2
Excelente o editorial da FOLHA ''Novo pedágio cala voz das concessionárias'' (Opinião da Folha, pág. 2, 15/10). Vivo na estrada e acho um roubo o preço do pedágio. Matérias como esta deveriam sair no jornal todos os dias para ver se as autoridades competentes tomam providências e resolvam este absurdo. O brasileiro está muito manso. Faltam lideranças para que o povo pare de dizer amém a tudo.
CELSO PONTES DALAN (representante comercial) - Londrina
Pedágio 3
As ações movidas pelo Estado sempre tiveram o alvo errado: o preço do pedágio. Deveria ter movido ação por não-cumprimento de contrato. Não houve duplicação de rodovias, apenas de pequenos trechos. Caso estivesse mesmo interessado em acabar com o pedágio, o governo do Estado já teria conseguido. O problema maior se sobrepõe ao interesse do povo: quem iria financiar campanhas políticas caríssimas?
TARCISIO MARTINS (professor) - Londrina
Pedágio 4
Realmente não há como negar que o pedágio se trata de uma fábrica de dinheiro e uma exploração. Quando haverá justiça e o direito de ir e vir garantido na Constituição? Quem tem condições de pagar num único pedágio R$ 9,60 (carro) ou R$ 4,80 (moto)? Governador, é chegada a hora e tenha certeza que todo povo paranaense está do seu lado nesta briga.
ALBERTO BARISON (mecânico) - Londrina
Dia do Médico
Neste 18 de outubro comemoramos o Dia do Médico, sob inspiração da data que reverencia o seu patrono, São Lucas. Em que pesem as condições de trabalho muitas vezes desfavoráveis, seja no sistema público ou suplementar, e distorções no aparelho formador que ainda lança no mercado profissionais sem o preparo que a atividade exige, prevalece o entendimento de que os preceitos hipocráticos continuam presentes no seio médico. Não por acaso, sob amparo de conceituados organismos de pesquisa, o médico representa a instituição de maior confiabilidade no País, com índice médio de 85% e muito a frente de outras carreiras. No Paraná temos cerca de 16,5 mil médicos em atividade, praticamente a metade concentrada em Curitiba e Região Metropolitana. A eles a justa homenagem e que sejam guiados pelos ensinamentos sempre atuais de Hipócrates.
GERSON ZAFALON MARTINS (presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná) - Curitiba
Apagão da Copel
Moro numa região nobre e bem localizada de Londrina, o Jardim San Remo, próximo do Colégio Marista. Na última sexta-feira, por volta das 18 horas, houve interrupção de energia no nosso quarteirão e somente foi restabelecida às 4h30 de sábado. Neste período, além de ficarmos no escuro ficamos também sem nenhuma informação. O atendimento da Copel funciona em Curitiba e leva de 10 a 15 minutos para atender. Somos atendidos por um atendente frio e impessoal que além de não informar nada, se mostra alheio à situação. Neste período de 10 horas sem energia, ligamos em horários alternados (cinco vezes) e somente às 4 horas conseguimos uma informação mais objetiva sobre o horário que teríamos a luz de volta. Em nenhum momento foi explicado o motivo do apagão. E a Copel estava se propondo a administrar estradas!
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Festival de dança
Assisti à abertura do Festival de Dança de Londrina, terça-feira à noite, e saí do Teatro Ouro Verde em êxtase pela excelente apresentação do espetáculo ''Territórios'' da coreógrafa Esther Weitzman. Os seis bailarinos revelaram suas almas na apresentação. Outro destaque foi o clássico ''O Corsário''. Márcia Jaqueline simplesmente brilhava nas pontas dos pés e os belos saltos de Cícero Gomes que praticamente faziam voar em sua originalidade. Parabéns ao coordenador-geral do Festival, Leonardo Ramos, e toda sua equipe e ao público caloroso que lotou o Ouro Verde. Uma sugestão ao prefeito Nedson: que o próximo Festival de Dança já possa ser realizado no novo Teatro Municipal.
JEAN CARLOS DI ANGELO BRITO (estudante de Biblioteconomia) - Londrina





