Educação
A educação no Brasil é para poucos. Há uma divisão social e preconceituosa na educação: apenas os filhos da burguesia chegam a algum lugar. Os que não têm ''padrinho'', e que realmente almejam alguma coisa, precisam lutar muito. Infelizmente, é uma realidade nua e crua: nossos governantes não querem um brasileiro pensante. Se ele passar a pensar muito, porá em risco a carreira de muitos que estão aí na politicagem. Acho que as mudanças devem ocorrer em cada ser humano. Afinal, estamos todos dentro do círculo de formação e educação desde o nascimento. Se temos consciência dos erros, sabemos quais são, devemos fazer algo para mudar. É difícil, mas não custa tentar.
DEBORAH FARAH (jornalista) - Rio de Janeiro

Dia do Professor 1
É necessário um novo paradigma para a educação. É hora de abandonarmos a chamada ''educação bancária'' onde ''o conhecimento'' é depositado na mente do educando sem dar a ele a possibilidade de argumentação. Um novo e prazeroso processo dialógico-inquiridor deve surgir onde a relação aluno-conteúdo mediada pelo professor constitua o clímax da aprendizagem para o desenvolvimento do homem e da sociedade. É tarefa difícil, pois o professor deve passar de mero orquestrador da aprendizagem para um novo profissional ''multifacetado'', interdisciplinar, em constante evolução tecnológica, visto que suas aulas deverão ser dinâmicas, dialogais, inquisidoras. Isto permitirá que o verdadeiro conhecimento sobrevenha após exaustivas investigações, reflexões críticas e participação ativa na articulação entre os novos conteúdos e os já existentes. Esta é a nova tarefa do novo professor.
ESMERALDINO FRANCO (professor) - Londrina

Dia do Professor 2
Gostaríamos de agradecer as educadoras e aos educadores por nos ajudar a aprender a ler e a escrever e a conhecer mais o mundo. É o resgate do direito da leitura e da escrita que nos foi negado e assim podemos exercer nossa cidadania.
EDUCANDAS E EDUCANDOS DO PROGRAMA PARANÁ ALFABETIZADO DA IGREJA SANTA TEREZINHA - Londrina

Cada macaco...
O ditado popular ''cada macaco no seu galho'' é antigo, mas serve muito bem nos dias de hoje. É bem verdade também que uma empresa de grande porte, como a Copel, deve ter como principais metas o crescimento, a expansão e o desenvolvimento. A empresa participou do leilão de privatização de alguns trechos de rodovias federais e não obteve êxito. Ainda bem, pois entendo que uma empresa só deve se lançar para novos desafios se o seu principal objetivo esteja sendo alcançado de forma totalmente plena. Não é o caso na região onde moro. A energia é distribuída nos limites da capacidade, isto é, 127w e 254w, trazida por uma linha de distribuição que fica no meio do mato e sobre campos de plantações agrícolas, dificultado o trabalho dos agentes da empresa, quando ocorre alguma interrupção no fornecimento de energia. E notem que moro na Região Metropolitana de Londrina. Portanto, para que a Copel almeje abrir novos caminhos, é preciso que a mesma mantenha limpo o seu próprio caminho.
AMAURI CELSO SEIFERT (pipericultor) - Cambé

Família e a Bíblia
O homo sapiens está chegando à sua plenitude. Mudou costumes, posturas e conceitos. O que era errado na geração passada passou a ser aceito como correto. A família que é a célula mater da sociedade passou a ser banalizada e sente-se liberta dos grilhões da moralidade que lhe eram impostos há algumas décadas pela tradição. Ledo engano. Os pais não percebem que permitindo aos seus filhos extravasarem toda a irresponsabilidade e vigor da adolescência e juventude estão causando um grande mal ao filho, à sociedade e a si mesmos. Libertem-se pais, embora tardiamente, desta postura inconsequente que é imposta pelo poder econômico que procura dilacerar os bons costumes sociais e assim usufruir todos os benefícios de uma família acéfala. Derrota-se o inimigo pela força física ou pelo poder econômico. Procurem ler a Bíblia, e dentro dela o livro Eclesiastes, e então perceberão como algumas poucas páginas podem mudar radicalmente sua vida para melhor.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (aposentado) - Londrina

Ainda há esperança?
Sempre tive muito respeito e admiração pelas pessoas humildes que sobrevivem numa situação dificílima. Tudo lhes falta e, semi-analfabetos, atiram-se à luta sem temor às circunstâncias mais adversas. São gente de fibra, de caráter, exemplo de dignidade e muitos encontram-se hoje no meio artístico ou atuando em vários setores, todos realizados. Alguns em melhores condições de vida procuram ajudar os necessitados. É gente valorosa que honra este País. Quero referir-me a esse metalúrgico que, pela tenacidade e esforço, galgou o posto mais alto do País. A esse senhor que muito admirei pergunto: presidente Lula, ainda há esperança de extirpar o joio para o trigo florescer?
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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