CARTAS
Pedágio
O governo federal licitou 2.600 quilômetros de rodovias federais para privatização e cobrança de pedágio no Sudeste e Sul do País. As tarifas variam de R$ 0,99 a R$ 2,25 por praça. As concessionárias vencedoras investirão R$ 20 bilhões, ao longo do contrato de 25 anos, e ainda terão lucro, é obvio, cobrando esses preços. Agora, imaginem o tamanho do lucro das concessionárias aqui do Paraná cobrando, por baixo, seis vezes mais. É preciso abrir essa caixa preta do pedágio paranaense. Os contratos têm que ser revistos. As autoridades constituídas têm que agir seriamente. Não é possível continuarmos sendo extorquidos dessa maneira.
LUDINEI PICELLI (administrador de Empresas) - Londrina
Vergonha
Tirando tudo isso o que anda acontecendo em nosso mundo político-social, temos agora mais esse episódio histórico de os espanhóis faturarem a concorrência para os pedágios de nossas estradas. Qual o significado? É um atestado da mais total e absoluta incompetência em gerir as finanças públicas. Além de demonstração de que ainda não saímos do estágio de Colônia, mesmo depois de 500 anos de estradas esburacadas. Deveríamos ter as melhores estradas interestaduais do mundo, totalmente iluminadas a noite toda, com antenas de telefonia móvel pelo menos a cada dez quilômetros, assistência hospitalar e mecânica em lugares estratégicos dos trajetos e mais o que se puder imaginar. Estou arrancando o que me resta de cabelos de vergonha de ser brasileiro. Enquanto isso, vejo o Congresso, há décadas, se revirando em seu próprio umbigo.
NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW (advogado) - Curitiba
Vice-presidente
Você sabe quem é o vice-presidente do Brasil? Pois existe um! É que em uma República presidencialista é obrigatório ter um vice. Você sabe o que faz um vice-presidente? Você sabia que ele ganha quase igual ao presidente e tem cerca de 60 assessores pessoais? Sabia que é você quem paga tudo isso do seu salário? Você já viu o nome dele na imprensa com todo esse palavrório político que inundou o país? Voce já ouviu o nome dele pronunciado em algum jornal televisivo? Alguma vez neste governo, quando ''raramente'' o presidente se ausenta em viagem, você já viu o Lula passar o cargo ao vice? Não? Pois é assim que tem que ser. Mas, infelizmente, nós vivemos na única República presidencialista e democrática, que tem um vice ''fantasma'' e um presidente absolutista!
PAULO ANDRÉ CHENSO (médico e professor) - Londrina
Renato Russo
Hoje faz 11 anos que o Brasil perdeu o maior poeta e letrista de nossos tempos: Renato Russo. Ele vivenciou, criticou e sofreu por muitos problemas do nosso país, como a injustiça social, a corrupção desenfreada e a violência urbana. Renato falava nas suas canções coisas que todos nós queremos dizer, mas não temos coragem. Deixou-nos, em seu vasto legado, obras como a discografia da Banda Legião Urbana, da qual era líder e vocalista, nos apresentando seu mais puro dom de sentir e sonhar. Sentimentos e sonhos muitas vezes frustrados, mas teve coragem para falar de temas que fãs até hoje se auto-reconhecem neles. A diferença de Renato para outros ídolos do rock é que ele era um mito, e tinha plena consciência disso. Talvez, por isso, ele possa ser entendido, simbolicamente, como um daqueles homens do futuro de Clarisse Lispector: ''Aqueles que não morrem. Nunca''.
ALESSANDRA KOZAN NOGUEIRA (estudante de Direito) - Ivaiporã
Polícia Militar
Gostaria de elogiar o ótimo trabalho dos policiais em Londrina. Já se percebe grande redução de marginais nas ruas. As constantes abordagens vêm inibindo a ação de suspeitos. A presença do efetivo policial nas ruas e a boa vontade dos mesmos em agir para o bem coletivo, demonstram o interesse dos policiais em atender a população e a satisfação da população em ser atendida de pronto. Parabéns, aos policiais que trabalham para o bem público.
RAFAEL JUNIOR NAGAYAMA (estudante de Administração) - Londrina
Fumódromos
Com relação à matéria ''Defendendo a saúde de quem não fuma'' (Folha Cidades, pág. 1, 04/10), gostaria de fazer uma correção na fala da professora de zoologia Sirlei Bennenann. Há um equívoco de conceitos quando ela diz que ''cada um pode ter um vício, mas não pode afetar os outros''. Hoje o tabagismo não é mais visto como um vício. Ele é conceituado por duas palavras: doença crônica. Essa mudança de conceito é importante, pois a palavra vício nos remete a pensar em tabagismo como estilo de vida, como um hábito não nocivo. Porém, é imprescindível que as pessoas, principalmente os fumantes, passem a enxergar o tabagismo como doença crônica, assim como o diabetes e a hipertensão arterial. Dessa forma há maiores chances de o paciente/fumante ter o que chamamos de ''insight'', que é a consciência de ser um portador de uma doença e busque tratamento.
MIGUEL FRANCISCO JULIO NETO (estudante de Medicina e membro do Programa Respira Londrina) - Londrina





