Voto dos jovens
Como nós, jovens, podemos votar para políticos com duas caras que recebem propinas na calada da noite, que agem como lobistas, que passando as eleições viram as costas para os eleitores e se esquecem de todos os princípios que mostravam nos palanques? Haja capacidade para empregar cabos eleitorais, dar altos cargos para parentes, gordos salários, fazer gastança com dinheiro público, desperdício. Ao povo? Ora bolas... apagões na saúde, na segurança, na educação, no transporte, na miséria da aposentadoria, etc. Está montado o circo!
ANA CAROLINA BENITEZ CUNHA (estudante, de 14 anos) - Londrina
Igapó no escuro
Na última terça-feira, depois de muito tempo, fui caminhar no Zerão e às margens do Lago Igapó. Já era noite e o que mais me chamou a atenção foi o estado da iluminação para pedestres. Sabia que estava precária, mas não imaginava que fosse tão ruim. Fiquei envergonhado de morar numa cidade que tem poucas opções de lazer público e as maltrata desta forma. Na volta, contei os postes em bom estado e os danificados. No trecho que liga o Zerão à barragem do Igapó, de um total de 93 postes, 74 estavam danificados (depredados, com lâmpadas queimadas ou sem lâmpadas). Tenho ciência das depredações que infelizmente ocorrem ao patrimônio público, mas acho que no caso a falta de manutenção é a principal causa. Quando se tem um elevado número de postes danificados (80%) significa que há muito tempo não se faz a manutenção do local. No Zerão todos os 50 postes estão desligados ou sem funcionar, mas lá ainda funciona a iluminação dos postes da Copel. Em vez de retirar árvores não seria o caso de retirar os 50 postes que estão lá sem função? Acorda Nedson!
AIRTON NOZAWA (engenheiro civil) - Londrina
Que ética é esta?
Que ética pode existir num Conselho presidido por Leomar Quintanilha, tendo como relator Almeida Lima em processos contra o senador Renan Calheiros? Atropelando a vergonha e pisando em cima da cidadania, tentam de tudo para simplificar as coisas para livrar de vez o parceiro e camarada, loucos para retornar a placidez e a surdina ao Senado, viciados que estão no sorrateiro jogo do poder. Tudo sob incentivo do Planalto e indiferença das entidades civis. Então, não é ética, é titica. Que aliás está se ramificando para setores até então intocáveis, num contágio avassalador.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Senado para quê?
O País vive a provação de um injusto Congresso Nacional. É deplorável sua ação. Os senadores exorbitam suas atribuições constitucionais, morais e legais com lesão à Nação. Basta ver a conduta dos parlamentares em sucessivas barganhas, falcatruas, mensalão, sanguessuga, caso Renan e agora a execrável prorrogação da CPMF. Eles traem o dever de representação para o qual foram eleitos, conspurcam o juramento ético que fizeram e violam a sacralidade que envolve o exercício público. Para que serve o Senado? Para que tantos deputados se são subservientes ao Executivo e aprovam tudo o que este quer, como a CPMF?
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã
Aborto
Muito me preocupa um movimento cada vez mais crescente da população que impõe a excomunhão de políticos que forem a favor da legalização do aborto em seus países. Será que podemos ser contra o aborto e a favor da legalização do mesmo? Se o Estado é laico, as leis não deveriam ser votadas em prol da sociedade? Sabemos que o índice de mulheres pobres que morrem ou mutilam-se irreversivelmente em tentativas horrendas de abortos caseiros é altíssimo. O governo não teria por obrigação que prestar o atendimento médico previsto na Constituição, já que isso constitui um problema de saúde pública? Infelizmente, no Brasil, quem tem dinheiro faz um aborto sem a mínima complicação legal, mas os menos favorecidos são obrigados a recorrer há práticas subumanas.
DEBORAH FARAH (jornalista) - Rio de Janeiro

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