'Gansos vigias'
Um casal de gansos é encarregado de vigiar os presos da cadeia pública de Barbosa Ferraz, pois o cachorro que executava a função foi morto pelos presos. O delegado de Barbosa Ferraz responde por quatro municípios e ainda dá plantão nos fins de semana em Campo Mourão. A segurança no Paraná está uma bagunça. Requião e Delazari, bravatas e mentiras não proporcionam segurança.
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz
Aviso ao Zé
Parece que o amigo Zé não é muito sociável. O Lago Igapó, como é do conhecimento de todos, é um local público, logo, o povo pode sim frequentar a barragem. Mesmo porque, o lago e o povão chegaram primeiro ao local e depois vieram os prédios. Quanto ao cheiro de churrasco nos fins de semana, sente-se em todo lugar, não só no apartamento do Zé. Já a desvalorização é uma consequência de mercado. No entanto, nessa localidade acho difícil desvalorizar só porque o ''povo'' frequenta o lago. Parece que o amigo Zé, na verdade, não gosta é do ''povão''.
GABRIEL SCHMITZ PEREIRA (servidor público estadual) - Londrina
Remédios por direito
O artigo 5º da Constituição Federal assegura que todos são iguais perante a lei. Será mesmo verdade? Os pacientes de Londrina estão sentenciados à morte por falta de medicamentos, enquanto que 4 Turma do Tribunal Regional Federal da 4 Região confirmou a sentença que determina à União e ao Estado do Paraná o fornecimento de medicamento para uma paciente de Cascavel. O desembargador federal Edgard Lippmann Júnior entendeu que a inexistência de previsão orçamentária não pode impedir o atendimento do pedido, conforme a Constituição e reclama providências urgentes na efetivação do objetivo consagrado na Constituição. E os pacientes de Londrina não merecem esse direito? A lei não é para todos? O nosso direito depende do consentimento do Judiciário? Ao Judiciário não cabe respeitar e aplicar, acima de qualquer norma, os preceitos constitucionais? Alguém será punido por desrespeitar esses princípios?
ROSÂNGELA APARECIDA SARAIVA FERREIRA (bacharel em Direito) - Londrina
Revolta
No começo é a curiosidade, depois o espanto, às vêzes o riso, mas no fim... é a revolta! Revolta por ouvir nosso presidente dizer que é preciso contratar mais funcionários para o Estado (''para cuidar melhor de nossas escolas e universidades'') e parar de achar que isso engorda os gastos estatais. Revolta por ver os conluios e maracutaias feitos pelos nossos políticos na tentativa de absolver um comprovado corrupto e manter uma ''contribuição'' que foi idealizada para melhorar a saúde e hoje mantém os outros gastos do governo. Revolta por ver a impunidade dos que nos roubam abaixo dos nossos narizes, e saber que a Justiça vai fundo atrás do cidadão que deve algo à Receita Federal. Revolta por ver as pessoas simples sendo enganadas por uma esmola mensal que garante voto aos que as enganam. Revolta por trabalhar honesta e arduamente e ver os imensos impostos sendo gastos para financiar os que se apossaram das rédeas do País. Meu pai me ensinou a ser trabalhador, honesto e olhar para o próximo, e eu tenho tentado fazê-lo, mas minha revolta e a de milhões de brasileiros está pedindo por algo que não nos faça mais tolos cidadãos calados e pacatos e nos empurre para longe da letargia que invariavelmente se apossa de quem não vê mais luz no fim do túnel... Socorro!
JOÃO BENTO DE MOURA NETO (médico) - Londrina
Vestibular da UEL
A quantia de vagas disponíveis em relação ao número de inscritos no vestibular da UEL é absurda. O papel do Estado é assegurar a educação a todos. De acordo com o artigo sexto da Constituição, essa disputa acirrada mostra que o Estado se torna ineficiente no desempenho de sua função. Não é apenas por status que a UEL atrai 25.300 candidatos. É que o serviço prestado é gratuito e os estudantes desejam fazer valer o que o Estado prevê: direito à Educação. Não entra no mérito questionar as políticas de cotas, porém questionar a efetividade do Estado e o seu papel. O desleixo do Estado na educação, justifica o crescimento de instituições privadas de ensino. Porém, em muitos casos estas apresentam deficiência. Prova disso é a constatação de que 89 instituições de ensino não preenchem os quesitos legais.
MARTA CRISTINA DA SILVA (estudante de Direito) - Cambé

Correção
- A redução do número de eleitores de 16 anos em Londrina citada ontem na entrevista ''Cai número de jovens eleitores''(Opinião, pág. 3), tem por base de comparação o ano 2000.
- Diferentemente do que foi publicado ontem na capa da FOLHA o nome do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é Marco Aurélio Mello.

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