CARTAS
Lygia e a UEL
É cada vez mais estarrecedor observar a falta de respeito que os políticos têm pela comunidade. A secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto, enquanto esteve à frente da administração da UEL cometeu os mais variados desvarios como publicação de livro para autopromoção com verba da universidade, aumento do próprio salário, desleixo na preservação de prédios do campus, até entrega de obras inacabadas e inabitáveis como o prédio da casa do estudante universitário. Agora, como forma de mostrar sua força, pisoteia aquelas pessoas que um dia disse representar, cortando verbas destinadas ao pagamento dos servidores da UEL.
DIRCEU DA SILVA AGUIAR (servidor público federal) - Londrina
Poupe-nos
Infelizmente, a maioria de nosso eleitorado ainda pensa como o leitor Carlos Airton Jardim Nocchi (''Absolvição de Renan'', Cartas, 28/09), haja vista a qualidade de nossos eleitos. Achar que notas frias, firmas fantasmas, lucro inexplicável com a pecuária (sou agropecuarista há 40 anos e nunca vi tal capacidade gerencial como a demonstrada pelo ínclito Renan), pagamento de pensão de amante sem comprovação, etc., nada provam, é de uma ingenuidade inenarrável. É no mínimo agir como nossos políticos. É chamar a todos de bobos, ingênuos e cegos. Se Renan Calheiros tivesse sido submetido a uma votação aberta em uma sessão aberta, não teria sido ''linchado'', mas sim justiçado e defenestrado da vida pública para sempre.
RUY PIGATTO (agropecuarista) - Curitiba
Legiscracia
Somos uns aparvalhados, deslumbrados pelo conto dos paspalhões decorativos, inseguros da chefia que escolhem para o picadeiro em que atuam. Nessa pira monumental de irresponsabilidade não arde apenas o tributo dos tolos, mas ainda qualquer vestígio de respeito pela ordem e princípio de civilização. Onde estás, juriscracia?
JOSÉ VHNIESKA ROLNIK (aposentado) - Londrina
Elite x CPMF
Penso que seja interessante esclarecer alguns pontos que julgo importantes para enriquecer o debate e a reflexão sobre a CPMF. Com a CPMF, quem ganha mais paga mais. Do arrecadado, 41% vão para a saúde do povo pobre, 21% vão para os programas sociais (Fome Zero, etc.) e 21% vão para a Previdência Social. Em 2006, 86% do povo brasileiro não pagou a CPMF e a margem para este ano é a mesma. Mais ainda: é o único tributo em que não existe a maldita sonegação. Por essas razões é que quem faz o movimento contrário à CPMF, é gente da elite (como a Federação da Indústria do Estado de São Paulo) que não se conforma com um governo autenticamente solidário e comprometido com os empobrecidos, como o do presidente Lula.
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Guapirama
CPMF
Com relação à afirmativa do presidente Lula que ''ninguém governa o Brasil sem a CPMF'', gostaria de lembrá-lo que esta não era a sua opinião antes de ser presidente. É possível, sim governar sem a CPMF. Basta que os mensaleiros, em especial os do PT, devolvam o que desviaram; que não haja falcatruas nas licitações das obras do PAC; que o presidente Lula diminua os seus ministérios e o turismo internacional e, por fim, que o Brasil tenha uma administração ética e moral.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Preservação ambiental
Recentemente, realizamos um levantamento ambiental dos principais fundos de vales, ribeirões e riachos de Londrina, e não muito distante da reportagem ''Escassez de chuva expõe poluição de rios (Folha Cidades, pág. 3 , 27/09), constatamos que a degradação ambiental dessas nascentes é preocupante. Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), a região urbana de Londrina conta com 71 córregos e oito ribeirões; distribuídos em cinco bacias hidrográficas; do Ribeirão Jacutinga, Ribeirão Lindóia/Quati (ambos na zona norte), Ribeirão Limoeiro (zona leste), Ribeirão Cambé (área central) e Ribeirão Cafezal (zona sul). Sem dúvida, a escassez de chuva tende a agravar ainda mais a situação das nascentes. Dois fatores devemos consideradar: primeiro a falta de conscientização da população em preservar; segundo a ausência de ação do poder público em programa permanente de educação ambiental para a recuperação e fiscalização, além de dar a devida manutenção aos projetos já desenvolvidos garantindo o cumprimento do que determinam as leis de preservação das áreas de nascentes e fundo de vales. Com isto, julgamos estar garantindo o desenvolvimento sustentável da cidade e da qualidade de vida para todos.
WILHIANS PEREIRA CARDOSO (servidor público) - Londrina





