CARTAS
Senado e falácia
O Senado deveria ser o arauto da pátria, pregoeiro da ética e da moral. E o que vemos? Que há muita falácia. Os senadores são mestres nisso. Entende-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. O termo falácia deriva do verbo latino ''fallere'' que significa enganar. A maioria dos senadores, com aquele ar doutoral, tendo na cara uma pseudo-sisudez própria dos probos, faz discursos apaixonados, os mais requintados tipos de falácias, mestres que são em sofismas. Lastimavelmente, a maioria das autoridades vive de enganar. Sabemos que é mentira, mas como cordeiros aceitamos, ainda que seja inconsistente e falha. Adoro a democracia e seu séquito: a Presidência, o Senado, a Câmara dos Deputados. O que não suporto são seus homens!
ANDRÉ CARLOS DE ARAÚJO MOREIRA (agropecuarista) - Rolândia
Arma do voto
É penoso ir engolindo injustiças, acatando absolvições de corruptos e ficar na esperança de que nossos legisladores votem projetos mais importantes. Mais uma vez, reafirmo a supremacia do voto perante a podridão que se alastra. Todos nós temos essa arma. E a guerra? Bem, esta se configurará nas próximas eleições para o Legislativo, é claro, se mais uma epidemia de amnésia política não nos contagiar.
VINÍCIUS ANTONIO BERALDO (estudante do Ensino Médio) - Ubiratã
Vergonha
Diante da insensatez da maioria do Senado que, às escuras, secretamente absolveu Renan Calheiros; da covardia daqueles políticos de cabelos grisalhos que não pensaram no Brasil, da impotência da lei que permite um céu sem limites de impunidade para os figurões que mandam e desmandam neste país, fica a nossa indignada tristeza. Em resposta à mudez deles temos muito a lastimar. Que Senado vergonhosamente falido!
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) - Londrina
Basta!
Quando criança, ouvia que deveríamos seguir o exemplo dos mais velhos. Que tipo de exemplo estamos tendo dos que estão no poder? Há muito tempo estamos vendo tamanha falta de respeito com o dinheiro público e o descaso com o cidadão. Temos uma das mais altas cargas tributárias do mundo, porém para termos direito a um atendimento médico decente temos que pagar; para termos segurança temos que tomar providências; para transitar em estradas boas pagamos pedágio. Onde será que está indo todo imposto arrecadado? Está na hora do brasileiro despertar e começar dizer não à impunidade, parar de abaixar a cabeça e dizer sim para tudo que acontece de errado ao nosso redor. Precisamos parar de rir de nossa própria desgraça e ficar dizendo que não tem mais jeito. Tem jeito sim!
EDVALDO MACIEL DE FRANÇA (estudante) - Londrina
Cacciola
Preso em Mônaco, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola está prestes a ganhar um prêmio caso venha ser julgado no Brasil. Que o diga o senador Renan Calheiros. Com certeza, ficará preso alguns dias e ganhará alvará de soltura da nossa generosa justiça que só coloca pobres na cadeia. Será que o dinheiro público será devolvido? Os Três Poderes precisam, com urgência, passar aos cidadãos brasileiros credibilidade.
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina
Leitura da Bíblia
Está certo o arcebispo dom Orlando Brandes ao afirmar, no artigo ''Amar a Bíblia'' (Espaço Aberto, 08/09), que a solução para muitas coisas é ler (e aplicar) os ensinamentos contidos na Bíblia Sagrada a regra de fé dos cristãos. Carências, distorções ou interpretações falhas levam ao enfraquecimento da Igreja. Mas a tendência é melhorar como aconteceu, há muito tempo, com a abolição das indulgências e, bem recente, no caso do limbo. Outro ponto que precisa ser discutido: as escrituras apóiam a doutrina de que pessoas mortas podem interceder pelos vivos ou que intercessões pelos mortos tem alguma valia? Entendo que os milagres acontecem, sim, mesmo que direcionados erroneamente, porque refletem a misericórdia do Criador.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Reflexão
A crônica ''A morte feliz'' (Folha2, pág. 6, 16/09) nos deixa uma mensagem de reflexão muito interessante. Fiquei muito feliz em ter de volta uma jornalista como a Célia Musilli. Gostaria de parabenizar a FOLHA por abrigar profissional tão competente e interessante que nos leva a viajar em suas palavras.
MARCELE RODRIGUES (produtora executiva) - Londrina
'Morte feliz'
Sempre li e me identifiquei muito com as crônicas da Célia Musilli e fiquei superfeliz quando abri o jornal de domingo e me deparei o texto ''A morte feliz'' (FOLHA2, pág. 6). Obrigada por nos proporcionar essa coisa boa.
MIRIAM LISBOA RODRIGUES (estudante de Administração de Empresas) - Londrina





