CARTAS
Preço da absolvição
Quando Lula foi reeleito em meio a tantas falcatruas, tendo o mensalão como carro chefe das negociatas vexatórias que assolam nossa pátria, ele alegou que não sabia de nada, embora os principais envolvidos fossem escolhidos por ele para ocupar altos cargos. Agora, entre tantas novas denúncias, veio o caso do senador Renan Calheiros. Embora igrejas, associações e a população em geral quisessem uma punição exemplar, nada aconteceu. E não pensem que não vamos pagar caro por esta votação, pois devem ter corrido emendas astronômicas do presidente para os 40 senadores que envergonharam o país contrariando todo o respeito que o povo desejava.
ALDO BOARETTO NETTO (servidor público) - Tamarana
Senado ou pocilga?
Se tivesse que escolher, certamente ficaria com a segunda opção tal o mau cheiro que exala de lá. Apesar de não acreditar na condenação de Renan Calheiros, a decepção foi muito grande: quarenta canalhas e seis covardes que a população sustenta e nem sabe para que servem. Qual o caminho que o País deve tomar? Na próxima eleição nada vai mudar. Os esfomeados que o governo sustenta com a esmola bancamos - que aumenta cada vez mais - vão garantir a permanência deles no poder. Parabéns aos 35 senadores que fizeram o seu papel e votaram com o povo. Resta aos senhores a consciência limpa.
VALTER APARECIDO LANDGRAF (consultor em agronegócios) - Cornélio Procópio
Civismo
Após o último ato vexatório com a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, já que nossos legisladores se mostraram pessoas corajosas, determinadas e preparadas para defender nossa Pátria, gostaria de propor um desafio: que brigassem agora não para defender uma politicagem consolidada, mas para brigar por reformas na saúde, na educação, na segurança e tantas outras áreas precárias. O povo está cobrando dos legisladores essa postura de coragem e determinação para começar de uma vez por todas o papel que já deveriam estar cumprindo: defender os cidadãos.
VINÍCIUS SILVA TETÉ (estudante de Educação Física) - Rolândia
Democracia ferida
O tripé que sustenta a democracia no país está manquitola. Um dos poderes, o Legislativo, está fraturado. O país está claudicando. Nossos senadores estão estão desmoralizados pelo inusitado da derrota na votação da cassação do seu comandante acusado de mau uso do poder. A Nação está atônita e anseia por revanche.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina
Coronel Deliberador
Quando buscávamos uma saída para o equílibrio social, surgiu nosso paladino: o tenente-coronel Luiz Carlos Menezes Deliberador. Filho da terra, capaz, comprometido com seus pares, com toda a sociedade londrinense e conhecedor da situação da cidade. Quanta esperança depositada, quanto orgulho pé-vermelho. Entretanto, pouco pôde realizar no curto tempo que ficou à frente do 5º Batalhão da Polícia Militar. Não importa o prazo, não importa a situação absurda envolvendo sua figura. O que importa é que somos agradecidos, reconhecidos e orgulhosos pelo filho, pelo pai e pela mãe. O tempo realmente é o senhor da razão. A injustiça e o excesso da autoridade que o arrebatou encontrará os muros da verdade e da justiça.
ANA MARIA ARENGHI (advogada) - Londrina
Aborto
O aborto não deve ser debatido como uma questão de saúde pública. Aborto é assassinato. Quem faz aborto (mulher grávida, médico, enfermeiros, colaboradores) é assassino. Aborto é tirar a vida. Se o aborto deve ser legalizado, teremos de conceder o mesmo direito de poder matar alejados, defecientes físicos, idosos com Alzheimer, etc. Não podemos chegar ao ponto de banalizar assim a vida, legalizando o assassinato de crianças tendo com argumento que vivemos num Estado democrático de direito e laico ou o direito da mulher. A mulher tem todos os direitos, mas não de tirar uma vida alheia, mesmo que esteja crescendo dentro dela.
DEVALCIR JOSÉ TIROLI (estudande de História) - Londrina
Pedágio
Concodo com o posicionamento do advogado Fábio Theophilo no artigo ''O nefasto modelo do pedágio'' (Espaço Aberto, 11/09), e gostaria de acrescentar mais um golpe que está em andamento contra os indefesos usuários do pedágio no Paraná. Até hoje podíamos fazer o pagamento de pedágio manual (em dinheiro) ou por cartão pré-pago. A RodoNorte está comunicando o cancelamento dos cartões, permanecendo a opção manual ou a cobrança eletrônica via TAG (via fácil). Automatizando o sistema, é ótimo para o usuário e também para a concessionária. Acontece que o custo do novo sistema, uma vez mais, está sendo jogado para o usuário: a taxa de manutenção de R$ 6,00, agora está inflada em 9,60 mensais. É mais cara que a de cartão de crédito bancário.
RUY PIGATTO (agropecuarista) - Curitiba
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





