Vitória de quem?
Segundo frase atribuída ao senador Renan Calheiros, sua absolvição seria uma ''vitória da democracia''. Para nós, brasileiros sem nenhuma importância, a declaração de inocência dada por seus 40 cúmplices deveria ser debitada à canalhice e à impunidade. Os adjetivos são muitos para tamanha bofetada em todo o povo. Fala-se em mais dois ou três processos contra o senador, também recheado de provas como esse agora encerrado. Não seria melhor inocentá-lo de vez? Estamos cansados de tanta promessa de punição. O único punido desde sempre tem sido o povo.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina


Casa de amigos
É assim que deveria ser chamado o Senado. Até quando vamos ficar aguentando essa falta de decência? Legislando em causa própria, articulando, perpetuando-se no poder, cobrindo o povo com esmolas para saciar as necessidades básicas (bolsa-miséria) em busca de votos. Quando vamos voltar a nos orgulhar de políticos preocupados com o futuro, o desenvolvimento, bem-estar, saúde, escola e segurança? Chega de sermos fonte pagadora dessa sangria para programas de geração de votos.
LUIZ NOGUEIRA MONTEIRO NETTO (administrador de Empresas) - Londrina


Vai uma pizza aí?
Estou com vergonha do meu país. Mais de quinhentos anos de história para criarmos condições de ter no nosso governo - democrático, sim -, mas parlamentares votam a favor da impunidade? Criamos essas condições com muito afinco e muito tempo e dinheiro investidos. Tais desvios de conduta e de moral não são intrínsecos ao ser humano, e sim comportamentos aprendidos. Por que e como isso aconteceu de novo? A notícia boa desse episódio lamentável: as piadas agora não vão mais ser apenas de pizza, mas de chucrute, lasanha, farofa... como um grande jantar de valores culturais deturpados e podres atirados aos quatro ventos do Brasil.
ANA CAROLINA KOTINDA (estudante de Medicina) - Cambé


'Circo Senado'
O picadeiro já estava armado antes da votação. Quem não sabia que Renan Calheiros iria se safar? Foi só colocar o episódio em votação secreta. Depois da encenação, aposto todos riram da nossa cara e tomaram uísque para comemorar. Quero parabenizar os inúteis que votaram contra a cassação. Vamos ver se o eleitor também toma a consciência nas urnas e não troque o seu voto por um litro de leite, uma bolsa qualquer ou um vale-cachaça. Quem não sabe votar, deveria fazer um check-up no seu caráter antes para não ter futuros problemas de coração.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina


Dia de luto
Graças aos votos dos covardes e coniventes com a corrupção que votaram pela absolvição do Renan Calheiros, o dia 12 de setembro deve passar para história do Brasil como o Dia Nacional de Luto pela tristeza de ver triunfar a banalização da corrupção e a completa inércia do povo brasileiro. Nossa geração passará e não teremos oportunidade de ver este país mudar para melhor, pelo menos pela via política.
LOURIVAL BARBOSA (estudante de Direito) - Londrina


Chora Brasil
Tinha orgulho antigamente do MDB de guerra, e hoje vejo com tristeza que o nosso PMDB virou um partidinho de aluguel do ''é dando que se recebe''. E o PT da ética, do Lula, dos mensaleiros, dos sanguessugas, do dólar na cueca, no que se transformaram estes políticos? Infelizmente, nas próximas eleições, o povo irá reconduzi-los ao poder devido ao pagamento do Bolsa-família, etc.
NELSON CARLOS FERREIRA (aposentado) - Barbosa Ferraz


País do futuro?
Depois da votação que absolveu o senador Renan Calheiros, mais uma vez nossa esperança é abalada. O famoso escritor Stefan Zweig equivocou-se em sua previsão ao escrever que o ''Brasil é o país do futuro''. O Brasil já é um grande país e há de ficar cada vez maior e melhor, só depende de nós. 2010 vem aí e será a nossa oportunidade de fazer justiça àquele escritor, notadamente na hora de votar e escolher os nossos governantes e legisladores.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da justiça) - Fênix


Voto aberto
O arcaico processo legislativo brasileiro exige profunda reforma. O voto de todo senador, deputado ou vereador deveria ser aberto e, principalmente, justificado por escrito. Além de votar às claras para todo o povo saber como votou, o parlamentar teria por obrigação explicar os motivos que levaram ao voto. Esse mecanismo evitaria as mazelas que têm envergonhado a nação e poderia representar o almejado grande salto de qualidade na democracia brasileira.
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES (presidente da Associação dos Policiais Militares do Estado de São Paulo) - São Paulo

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