Troca de comando
O afastamento do tenente-coronel Luiz Carlos Menezes Deliberador do comando do 5º BPM causou surpresa. Uma simples visita a um preso não poderia constituir motivo para comprometer de forma pública e vexatória a conduta de um militar que, ao longo de seus 30 anos de carreira, sempre se pautou com competência e zelo no desempenho de sua função. Sua eficiência é tão grande que, em apenas três meses, conseguiu implantar um policiamento efetivo nas ruas centrais de nossa cidade. Isso proporcionou tranquilidade ao povo e agradou as entidades de classe. O tenente-coronel pretendia colocar em prática um plano de combate à criminalidade. Infelizmente, essa pretensão foi abortada. A divulgação do fato pela imprensa sem procedimento administrativo investigatório e comprobatório da culpabilidade formal do agente, pode gerar um prejuízo moral incalculável e passível de ser economicamente ressarcido.
JUVALDIR BILHÃO (advogado) - Londrina
Mãe do comandante
Há três meses meu filho, Luiz Carlos Menezes Deliberador, foi escolhido para cuidar da segurança de Londrina. Luiz Carlos com seu carisma e caráter procurou dar o melhor de si à comunidade londrinense. Conseguiu o apoio de sua corporação, fato que o levou a exercer sua função de comando de forma exemplar. Vou recebê-lo de volta com muito amor no coração. Meu marido Edson chegou em Londrina em 1937 e ajudou esta cidade: foi juiz e hoje é desembargador aposentado. Edson ia visitar os presos na cadeia e dava a eles palavras de conforto. Os detentos o respeitavam muito e mandavam cartas de agradecimento. Um homem íntegro, justo, caridoso e simples. Um ótimo esposo e pai que soube passar todos estes valores a cada um dos nossos onze filhos. É com muita tristeza que vejo meu filho mais velho, Garibaldi, sendo vítima de acusações referentes ao exercício de sua profissão. Em momento oportuno irá elucidar tais acusações. Creio em Deus que meus filhos sairão de cabeça erguida, de consciência e a alma limpas. Agradeço o apoio que temos recebido dos vários segmentos da sociedade.
GUIDA MARIA MENEZES DELIBERADOR (dona de casa) - Londrina
CPMF
A CPMF é a grande discussão do momento. Lula vende a idéia ao país que esta tributação é justa e estrutural. O governo federal não otimiza gastos. A verdade é que alimenta o assistencialismo sem-fim, com direitos, sem deveres. Gera uma legião de indigência, enche a barriga, não traz cidadania e inclusão, talvez seja este o objetivo! A sociedade exige uma discussão e não protelatória.
FABIO LUIS ANZANELLO GIOCONDO (agricultor) - Arapongas
Receita Federal
A Receita Federal se vangloria em afirmar que cinco milhões de dependentes desapareceram do Imposto de Renda, devido à exigência da informação do CPF das pessoas acima de 21 anos, e que a mudança proporcionou receita extra de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Não estaria na hora da Receita fazer outras estatísticas? Por exemplo: o valor de dedução por dependente de R$ 1.516,00 não estaria defasado? Ou, então, já que o governo não consegue dar escola para todos, não seria justo desbloquear o limite de despesa com instrução que hoje é de R$ 2.373,84 por dependente por ano?
EMÍDIO CASAGRANDE (administrador de Empresas) - Londrina
Crianças de rua
Quero destacar a entrevista ''Projeto tira crianças das ruas'' (Opinião, pág. 3, 08/09), esta sim é uma ação que visa o bem-estar das crianças que vivem nas ruas pelo Brasil afora. Trata com humanismo um problema social. O governo deveria colaborar com a ONG Meninos e Meninas de Rua que tem apoio de igrejas, empresas e entidade dos Estados Unidos. A sociedade tem que contribuir para assisti-las. Mas como ajudá-las a voltar para suas famílias, se estas não têm o mínimo de condições de sobrevivência para oferecer a estas crianças? Espero que nossos governantes leiam a entrevista e desenvolvam projetos juntos com esta ONG para buscar soluções.
FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina
Feriados
Contrapondo a sugestão do senador Francisco Dornelles de mais um feriado no dia do Frei Galvão, seria melhor para o Brasil eliminar alguns feriados ou pelo menos que se transferisse todas as comemorações para as segundas-feiras (à exceção do dia 1º do ano, Confraternização Universal). Isso evitaria tantos ''enforcamentos'' de dias úteis no meio da semana. Quem viajasse na sexta-feira poderia retornar tranquilamente na segunda sem prejudicar o trabalho nos outros dias.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina

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