Engraxates
Com toda certeza, os menores de 18 anos não podem ser engraxates. Ao invés de dar uma caixa, graxa, escova e um pano velho para lustrar os sapatos dos cidadãos é bem melhor dar uma arma de fogo para eles praticarem assaltos. O mundo de hoje deve mudar seus conceitos. Antigamente, o trabalho de engraxate dava orgulho. Eu mesmo já engraxei sapatos e não deixei de estudar. Conheço médicos, advogados e empresários que foram engraxates e têm orgulho porque venceram na vida. Talvez, se esses vencedores não tivessem a ocupação de engraxar sapatos teriam tomado rumos diferentes na vida. Isso porque não tiveram ócio e o ócio cansa.
JOÃO RICARDO GOMES (servidor público) - Londrina

Zona Azul
Considerando as dificuldades para estacionar veículos, principalmente na área central da cidade, tomo a liberdade para apresentar uma sugestão às autoridades competentes: 1º- Classificar a zona azul em três setores (A, B e C); 2º- Definir como zona azul A o quadrilátero formado pelas ruas Sergipe, Pernambuco, Piauí e Mato Grosso; 3º- Definir como zona azul B o quadrilátero das ruas Benjamin Constant, Hugo Cabral, Pará e Duque de Caxias; 4º- Definir como zona azul C; as ruas que estejam fora das zonas A e B e que hoje já possuem zona azul; 5º- Criar duas opções de cartões de estacionamento: cartão 1 com valor de R$ 0,40 e cartão 2 com valor R$ 0,80. A aplicação desta proposta talvez não alcance o objetivo de propiciar liberação de vagas na área central, mas pelo menos tornará mais justo os valores cobrados para os motoristas que são obrigados a estacionarem seus veículos mais afastados do centro e se deslocarem a pé.
WILMAR SILVEIRA (gestor de RH) - Londrina

Pedágio
Não entendi por que se paga R$ 8,70 na praça de pedágio de Cambará para percorrer alguns quilômetros para se sair do Paraná. Ali deveria ser cobrado apenas pedágio de quem trafega no sentido contrário: para quem vem de São Paulo e entra no nosso Estado. O pedágio naquela praça é um abuso.
TARCISIO MARTINS (professor) - Londrina

Usina de Mauá
Muito se dirá sobre os impactos ambientais causados pela usina hidroelétrica de Mauá. Eles se iniciarão na construção e prosseguirão até sua conclusão e durante seu funcionamento. Após a construção da usina, o canal onde corre o Rio Tibagi será bruscamente alterado. Em poucos dias, a lâmina d'água do rio se elevará dezenas de metros e também expandirá outras dezenas, talvez centenas de metros ou até quilômetros para os lados, alagando tudo o que encontrar nestes limites. O fluxo d'água que será liberado nas comportas desta usina terá energia suficiente para erodir o leito do rio, alterando o canal e os canais dos afluentes em toda a bacia hidrográfica. No alto Tibagi, a elevação do nível do rio na área do canyon resultará em umidecimento dos paredões, oferecendo risco de erosões laterais e até movimentos de solo através de desmoronamentos. Isso afetará não só as áreas próximas às margens, mas também importantes reservas e parques ambientais. Qual a abrangência destes estudos que avaliam as condições de implantação da Usina de Mauá?
STALLONE DOS SANTOS RIBEIRO (estudante de Geografia) - Cianorte

Maioridade penal
Muito se debateu acerca da redução da maioridade penal após o crime do qual foi vítima o garoto João Hélio, arrastado preso ao cinto de segurança no Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, outro crime similar quase ocorreu. Uma mãe, na tentativa de retirar seus filhos do veículo após um assalto cometido por menores, foi arrastada por 20 metros. A história continua se repetindo e nenhuma atitude concreta é tomada. Alegam que a redução da maioridade penal não irá reduzir ou extinguir a criminalidade. É claro que isso não basta, mas a sociedade espera que todos os criminosos sejam punidos, independente da idade. Os menores podem votar, obter habilitação para dirigir, mas não podem ser punidos. Enquanto a sociedade espera por mudanças, os ''nobres juristas'' e os ''moralistas de plantão'' continuam defendendo esta legislação arcaica e protegendo esses menores delinquentes.
JULIO CÉSAR DE ARAÚJO (serventuário da Justiça) - Londrina

Descrença
Eu não acredito que estes parlamentares que envergonham a política brasileira e enlameiam o Congresso Nacional sejam punidos ou condenados pela Justiça. Os acusados de corrupção deveriam pagar na prisão pelos seus crimes, bem como devolver o dinheiro desviado dos cofres públicos. No Brasil, essas coisas não acontecem para ricos, apadrinhados e políticos. Não existem inocentes nesse mar de lama. Os culpados têm que ser condenados pelo STF. É a nossa esperança de que algum dia se faça justiça nesse país de injustiças.
CASEMIRO FRAMIL SOBRINHO (professor) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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