Vamos mudar
Há 185 anos, o Brasil se tornou independente politicamente. Porém, por consequência da exploração que havia sofrido se tornou dependente de vários problemas sociais que atrapalharam seu desenvolvimento. Desde então, exceto por raras manifestações cívicas, o brasileiro tem sido passivo. Mas até quando? Qual será o verdadeiro sentido de ser brasileiro? O que nós fazemos para para melhorar? Nós, jovens, temos a responsabilidade pelo futuro. E é desta forma que podemos contribuir para que nosso país seja menos corrupto, menos injusto e menos desigual. Se cada um se empenhar em realizar sua função com dedicação, cumprindo suas obrigações, porém exigindo que seus direitos sejam exercidos, talvez consigamos mudar pelo menos a realidade em que vivemos.
MARIANA LUÍZA ZIRONDI (estudante) - Cambé

Falta de civismo
Nosso país deixou de ser venerado no que diz respeito ao patriotismo e a emoção transmitida na comemoração cívica. Não consigo entender o que acontece com os brasileiros no que se refere à compreensão e comemoração de seus dias cívicos. Na esteira de nosso comportamento distante dessa atmosfera de civismo que deveríamos viver ao menos no dia 7 de Setembro, nossas crianças também acabam desconsiderando os valores nacionais e todas as lutas para que nos tornássemos independentes de Portugal. Temos crianças que não conhecem a História do Brasil e muito menos a letra do Hino Nacional. Como ensinar que devemos amar a Pátria, se nem nossos representantes conseguem cantar o hino e se comportar nos momentos cívicos?
ALESSANDRA KOZAN NOGUEIRA (estudante de Direito) - Ivaiporã

Hipocrisia
A vaidade desmedida está tomando conta da humanidade. Vemos o senador Renan Calheiros que não quer largar a cadeira. Ele não percebe que, independente do julgamento no Senado ou mesmo dos tribunais, sua conduta não cabe em uma banqueta de boteco. A hipocrisia humana me fez lembrar uma visita que fiz à delegacia em 2003. Conversei com alguns presos e quase fui convencido por eles de que quem deveria estar na cela era o delegado ante a negação de seus crimes e juras de inocência. Eles pareciam ser todos sem culpa e muito menos dignos de punição. O desapego é uma atitude de evolução sábia que está longe das pessoas. Será que o ser humano tem jeito?
REINALDO GOMES RIBEIRETE (empresário) - Ibiporã

'Fora dos padrões'
Notícias da imprensa local registraram dias atrás imagens de um assassinato. Uma vetusta árvore, cuja nomenclatura popular registra como Santa Bárbara, foi abatida em menos de 5 minutos por uma motosserra. Causa espécie as razões justificadas pelo técnico responsável (um engenheiro agrônomo) que decretou o abate: a portentosa árvore estava ''fora dos padrões''. Naturalmente não foi nem um Burle Marx ou um Prestes Maia. A propósito: ciprestes sofreram o mesmo processo de eliminação no Cemitério São Pedro. Não temos mais a sombra acolhedora neutralizada pelo inclemente conceito de reforma por estarem ''fora dos padrões''. Árvores plantadas há mais de 50 anos e que podiam conferir acolhedora sombra e relativo conforto aos que levavam parentes e amigos para o descanso eterno.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

Propaganda enganosa
Até quando os supermercados vão continuar fazendo propaganda de suas ofertas semanais de frutas, verduras e tubérculos como se fossem frescas e de primeira qualidade? Quando você vai adquirir alguns destes produtos, eles já estão com péssima aparência, despencados dos cachos ou impróprios para o consumo. Outro problema é a carne. Você escolhe uma determinada peça e pede para moer. Em vez de ser moída na sua presença, o funcionário vai para o interior da seção sem ser visualizado e retorna com a carne já moída e no invólucro, pesado e etiquetado com o preço a pagar. Será que a legislação pertinente ao assunto só é válida para alguns?
DIKRAN BALIKIAN (servidor público aposentado) - Londrina

CPMF não
Dizer não para a CPMF é exigir que o governo cumpra com a sua palavra: contribuição provisória e por tempo limitado. O governo arrecada bilhões com os altos impostos. Do grande montante arrecadado com a CPMF, parcos recursos são voltados para a saúde. Esse megapaís com uma enorme carga tributária tem de saber aplicar o que arrecada e não prolongar uma cobrança que não atende o seu fim. Dizer sim à CPMF é concordar com a falta de palavra do governo e com o mando e desmando. Não à CPMF e sim à moralidade, à ética, ao respeito e ao compromisso assumido com o povo.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina

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