Senado 1
Nossa Câmara Alta é o único órgão que possui a invejável primazia de julgar o presidente da República em caso de crime de responsabilidade. Mas como poderá fazê-lo se não consegue julgar nenhum de seus pares? Estão, em sua maioria, com o rabo preso um com os outros. Como um político que vive de conchavos e falcatruas pode ter moral para julgar alguém? Mesmo sabendo que suas credibilidades estão abaixo de zero, continuam agindo com falta de decoro. Quando vamos ficar livres disso?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (aposentado) - Londrina

Senado 2
Por mais que a sociedade esteja enojada da política penso que seja muito ruim não acompanharmos e fiscalizarmos o dia-a-dia dos nossos políticos. Tanto em Brasília, como nos estados e cidades. Querendo ou não, nosso pão de cada dia e nosso trabalho dependem das ações e atitudes dos políticos. Então, vamos participar, debater, ler e criticar. Estamos vendo no caso Renan Calheiros quem realmente está defendendo o voto aberto. Nós temos o direito e o dever de saber quem são e como agem os nossos representantes. Alguns estão defendendo o voto aberto por conveniência, infelizmente, e não por convicção e defesa sincera do bem público.
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Guapirama

Vergonha
Em 118 anos de Proclamação da República, nenhum presidente preocupou-se em instituir uma aposentadoria que lhe viesse garantir a própria subsistência após o exercício do cargo. Apesar de estar recebendo duas aposentadorias - uma por invalidez e outra como anistiado político totalizando R$ 3.817,60 -, Lula articula para que se crie uma aposentadoria especial para os ex-presidentes. Recentemente, acompanhei até a perícia do INSS um trabalhador que perdeu três dedos da mão direita em um acidente com motosserra. Segundo o médico do INSS, seria concedido a ele 90 dias de afastamento. A aposentadoria definitiva não seria permitida uma vez que o acidentado poderia facilmente readaptar-se a uma outra atividade que não àquela que exercia. É ou não revoltante?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Impunidade
Está mais que na hora desses defensores da impunidade juvenil assumirem a culpa e cumplicidade. A história mostra que não é a primeira vez que grupos usam a imaturidade dos jovens para cometer atrocidades, sempre por interesses próprios. Educação e política social não podem ser subterfúgios para justificar a sensação de impunidade. Afinal, quem é maior: o jovem de 17 anos ou o senhor de 40 que na maioria já apresenta algum tipo de problema de saúde?
ROBERTO CHI KWAN LI (servidor público) - Londrina

Obra malfeita
Conforme noticiado pela FOLHA no último sábado, após cinco dias no Hospital Evangélico, morreu a vítima de acidente de trânsito na rotatória da Avenida 10 de Dezembro (Via Expressa) com a PR-445 ocorrido na semana passada. Além deste ponto, esta avenida se tornou um perigo aos motoristas. Após a duplicação da Rodovia Carlos João Strass, abaixo do pontilhão que cruza a Avenida Brasília, muitos caminhões tombaram no local devido à curva ser estremamente fechada e mal sinalizada. Quantos acidentes serão necessários no local para que o problema seja corrigido?
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina

Ensino público 1
Com relação à carta ''Ensino público'' (02/09), do vereador Paulo Roberto Sanitá, não acho que o povo paga impostos para os ricos estudarem, e sim paga impostos para os que se dedicam ao vestibular. Há cursos pré-vestibulares gratuitos como o oferecido pela UEL. Cabem aos vereadores, prefeitos, deputados e governadores melhorarem o ensino público para dar oportunidade aos pobres. Quem estuda em universidade publica já fez um sacrifício para entrar. Devemos julgar os ricos ou os que governam o país?
RAFAEL JUNIOR NAGAYAMA (estudante de Administração) - Londrina

Ensino público 2
Em relação à opinião do vereador Paulo Roberto Sanitá sobre ensino público (Cartas, 02/09), concordo plenamente que a maioria dos alunos das faculdades e universidades públicas é de classe média para alta. Esses alunos estudaram a maior parte da vida em colégios particulares, enquanto os de classe média baixa em colégios públicos. Qual seria a diferença? Os alunos ''ricos'' no ensino fundamental e médio foram bem preparados pelos professores das escolas particulares, que apóiam os alunos e fazem o possível para que aprendam. Já os alunos ''pobres'' de colégios públicos não recebem quase apoio dos professores. Por quê? Por falta de apoio do governo, falta de um salário justo e falta de vontade de melhorar o sistema de ensino público do país.
HUGO NAOTOSHI MIYABARA (estudante de Administração) - Londrina

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