CARTAS
Rejeição à Usina Mauá
Na reportagem ''Consórcio questiona qualidade técnica'' (Geral, pág. 8, 24/08), o senhor Sérgio Luiz Lamy contestou os números levantados pela aluna Renata Pícolo da UEL sobre os ameaçados pela construção da Usina Mauá no Rio Tibagi. Como professora e orientadora da aluna, digo que ele está certo. Quem faz parte do consórcio ''que pretende construir a barragem'', é que têm o dever de saber quantas pessoas e proprietários vivem na região ameaçada pelo Projeto da Usina Mauá. Para o trabalho de conclusão de curso da aluna Renata, escolhemos apenas a população de Lajeado Bonito, que é uma parte da população ameaçada. O resultado apresentado é apenas da população desta localidade. Estão tão preocupados em se defender que acabam se denunciando.
SIRLEI BENNEMANN (professora de Zoologia) - Londrina
CPMF injusta
Quando surgiu em 1996, a CPMF era apenas uma contribuição provisória criada para salvar a saúde pública. Já se passaram 11 anos de sua criação e a alíquota que, era originalmente de 0,20%, foi elevada para 0,38%. A contribuição deve vigorar até 2011. A CPMF, embora legal, carece de legitimidade moral. A CPMF agora também está sendo destinada ao Fundo de Combate à Pobreza. Mas será que isso está contribuindo para a saúde pública? Faltam remédios nos postos de saúde, nos hospitais lotados faltam vagas, pessoas são atendidas nos corredores ou morrem por falta de atendimento. Isso é falta de respeito para com o brasileiro que paga seus impostos.
CARLOS MASSAO TOMITA (técnico em informática) - Londrina
Voto de cabresto
Apesar das críticas do presidente Lula, é da elite privilegiada que vem boa parte dos recursos financeiros que permite ao governo a compra da dignidade e auto-estima do cidadão mais humilde, por intermédio do Bolsa-família. Tivessem os empresários incentivos como a redução da carga tributária, com certeza boa parte desses cidadãos que dependem do Bolsa-família estaria trabalhando com carteira assinada. Entretanto, isso acabaria com o voto de cabresto, o que não é interessante para o governo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Isenção de pedágio
A Lei Estadual 15.607/07 isenta do pagamento de pedágio os veículos emplacados nos municípios do Paraná onde estão instaladas as praças de pedágio. O secretário dos Transportes, Rogério Tizzot, declarou que ''a conferência da placa é uma forma simples e prática para evitar transtornos para os motoristas''. Entendo que para ''clonar'' tarjetas com os nomes das cidades onde existem praças de pedágio é também uma ''forma simples e fácil'' para aqueles motoristas que tenham a intenção de evitar o pagamento da tarifa, que, obviamente, iriam colá-las a poucos quilômetros da praça e retirá-las logo após a passagem. O que me preocupa é que uma das maneiras de conseguirem estas tarjetas seria a retirada de nossos veículos emplacados nos municípios que possuem praças de pedágio. Gostaria de saber do deputado Antônio Anibelli, se na elaboração da lei para este tipo de fraude/infração foi dado ''poder de polícia'' para as concessionárias de rodovias solicitarem a documentação dos veículos para verificação.
WILMAR SILVEIRA (gestor de RH) - Londrina
Mensalão
O mensalão foi um episódio que conspurcou o Governo Lula. A opinião pública merece um mínimo de respeito. Toda a nação aguarda ansiosa o veredicto do Supremo Tribunal Federal (STF). É imperativo que os 40 denunciados pelo procurador-geral da República sejam condenados, alijados de vez da vida pública. Caso isso não aconteça, então o STF estará aviltando o Brasil, rebaixando-o ao mesmo nível das repúblicas manipuladas por Hugo Chávez e Evo Morales, tão-somente interessados em implantar ditaduras que manipulam o povo sub-repticiamente, como fez Fidel Castro, o mais antigo ditador do planeta, que embriagou-se com o poder do qual não quis abrir mão.
ANTONIO DONATZ RIBEIRO DA SILVA (auditor fiscal) - Curitiba
'Síndrome do tanque'
Quero parabenizar a FOLHA pela matéria ''Síndrome do tanque já atingiu 45 crianças'' (Cidades, pág. 1, 22/08). A partir de agora muitas famílias tomaram conhecimento dos riscos que um tanque mal instalado pode causar. Creio que em alguns casos a culpa nem sempre é do tanque não-fixado. Muitas vezes os pais se distraem com seus filhos e um segundo de distração com uma criança pode ser mortal. Espero que as autoridades tomem providências para evitar que esse tipo de acidente continue ocorrendo.
MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina





