É uma vergonha!
Dias atrás, o deputado Antonio Anibelli, tentando justificar a aprovação do abominável projeto de aposentadoria dos ''lídimos'' representantes do povo na Assembléia Legislativa, afirmou com desfaçatez que todo candidato que não consegue reeleger-se fica em situação de penúria (sic), tendo que contentar-se com um cargo comissionado no governo do Estado. Mesmo sabendo que no seio da classe política a mentira corre solta, sou obrigado a concordar com o deputado, pois conhecemos candidatos derrotados muito bem instalados em funções com status de secretário ou de diretor de estatal, muitos deles criados apenas para acomodar o correligionário. Só nos resta repetir a frase de um ilustre apresentador que persiste em dizer todos os dias: ''Isto é uma vergonha''.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina

CPMF sim
Sou contra qualquer movimento para acabar com a CPMF, como o que ocorreu quinta-feira no centro de Curitiba ou o que se tem feito pela internet. Por que o brasileiro não se une para que a CPMF tenha, realmente, a destinação para a qual foi criada (investir na saúde) e não para servir de alimento para a cega e desmedida ganância que assola a classe política? É praticamente tudo de que o brasileiro anda precisando ultimamente. Um povo com saúde pode trabalhar, estudar, pensar, agir, crescer, progredir. Seria um passo para que nossos administradores soubessem que o povo cobra atitudes coerentes deles, em vez parecer o gado marcado que é morrendo em filas, calçadas e corredores imundos em hospitais arruinados.
NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW (advogado) - Curitiba

Elite privilegiada
Muitos se dizem indignados com a corrupção e a baixeza de nossos políticos. Eu não, eles são apenas o espelho de um povo completamente medíocre: um povo preguiçoso, malandro e que os idolatra. Não é difícil entender por que os eleitores brasileiros aceitam o Lula e a turma do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país faria as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam. Tudo pelo seu lazer e bem-estar. Por que será que o brasileiro preza mais o bolsa-família que a moradia? A resposta é óbvia: com a esmola mensal do bolsa-família não é preciso trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e paga impostos. Para mim chega! Passei a minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar ao próximo. Resultado, hoje sou chamado de elite privilegiada.
PABLO EDUARDO SOLLER (advogado) - Londrina

Igualdade feminina
Hoje (26/08) é o dia da igualdade feminina, mas lamentável dizer: essa data não merece ser festejada. Não, enquanto a igualdade for apenas simbólica. Pesquisas apontam que a mulher ainda é minoria nos cargos de alto escalão, que levará 70 anos para equiparar sua renda com a do homem, sofre crescentes e contínuas violências. Além disso, o tráfico de meninas ainda assola as grandes capitais. Pouco é feito. É bem verdade que a mulher adquiriu o direito ao voto, tem os direitos de cidadã e trabalhadora assegurados pela Constituição, atua em algumas profissões até há pouco tempo dominadas pelo mundo masculino, como por exemplo, engenharia, gerência, política, piloto de avião. Mas nada disso deixa em equivalência os mundos feminino e masculino. Faz-se necessário efetuar mudanças para que a igualdade seja real e imediata, sem motivo de festa, apenas obrigação de um país que quer ser uma potência mundial.
RONALDO PEREIRA DA SILVA (administrador) - Londrina

CORREÇÃO
A ex-deputada estadual e coordenadora da região metropolitana, Elza Correia, esclarece que cometeu um equívoco na entrevista ''Profissionais defendem amplo debate sobre aborto'', publicada ontem na Folha. Ela citou a teoria cartesiana quando na verdade é o maniqueísmo que trata de forma dualística o bem e o mal.

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