Capital do lixo?
Em nossa cidade recai a dúvida sobre qual o papel que Apucarana deseja representar no Norte do Paraná. Poderíamos utilizar como lema ''Apucarana Cidade Educação'' - ainda que dele sobressaiam opiniões ou manifestações partidárias. Apucarana talvez pretenda tornar-se a ''Capital do Lixo'' pois a prefeitura cogita a idéia de reunir aqui o lixo oriundo das cidades vizinhas. Seria uma excelente idéia se tivéssemos como reciclar todo esse lixo, gerando renda, empregos, desenvolvimento. Seria melhor investir mais algo que refletisse ''Cidade Educação'', como mais bibliotecas, áreas dedicadas ao lazer e ao estudo, que busquem incentivar o desenvolvimento intelectual dos seus habitantes, além de incentivos financeiros, políticos e sociais à cultura e ao esporte são sempre bem-vindos.
WILIAN FERNANDO DE FREITAS (estudante de Administração) - Apucarana

Renan verdadeiro
Em carta endereçada ao conterrâneo Renan Calheiros, Tereza Collor descreve com a maior clareza a trajetória do sertanejo humilde de Murici (interior de Alagoas) que, enveredando pelos caminhos escabrosos da política, transformou-se num dos mais sórdidos brasileiros da atualidade. Afirma Tereza que o menino trazido pela família Lira do sertão alagoano, a exemplo do personagem Fausto, vendeu sua alma ao diabo, traindo os coronéis usineiros que financiaram suas campanhas, seus amigos mais próximos, seus princípios de dignidade e, por fim, sua própria família ao cometer o conhecido ato de adultério que mostrará à nação o Renan real, ou seja, um ser desprezível que terá que pagar pelos atos que praticou.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina

Boxeadores de Cuba
O Brasil está mudando mesmo: o famoso ladrão inglês do trem pagador, Ronald Biggs, foi acolhido no País e seguidamente entrevistado em horário nobre pelos canais de TV como se fosse um herói. Agora, os coitados dos dois boxeadores cubanos (que não têm um centavo) foram deportados para as garras do morto-vivo Fidel Castro.
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz

Museu Carlos Weiss
A história de um povo pode resistir à força do tempo de três formas: através das lembranças; na conservação de seus artefatos; e pela testemunha ocular das fotografias. A propagação dos elementos da história e a incitação ao resgate da consciência de sua importância parecem ser os objetivos primordiais de um museu, porém para alcançá-los é imprescindível a divulgação de seus atrativos. Essa foi minha intenção ao visitar, pela quinta vez este ano, as galerias ermas do nosso Museu Padre Carlos Weiss. Intencionava registrar o acervo (muito bem conservado e montado) e repassar para amigos, incentivando mais visitações à cidade e seu patrimônio histórico, porém fui advertido da proibição infundada de fotografar-se na parte interna, pois ao que me parece não há nenhum quadro ou peça que possa se deteriorar por causa de flashes. Talvez por trás deste impedimento haja uma bem-intencionada justificativa. Espero que alguém possa então respondê-la a fim de orientar outros interessados em arte e história como eu.
MÁRIO GONÇALVES DIAS JUNIOR (servidor público) - Londrina

Mau exemplo
Enquanto o país trava uma incansável luta contra o alcoolismo e as drogas, e a sociedade vê seus jovens cada vez mais drogados e alcoolizados, o presidente Lula faz, irresponsavelmente e sem medir as consequências de suas palavras,
propaganda de cachaça. Se já não bastassem a corrupção, a prostituição infantil, a violência que deixam nossa gente cada vez mais incrédula e sem nenhuma perspectiva de melhora, nosso despreparado chefe de Governo comete mais um dos seus infindáveis deslizes.
CARLOS ALBERTO SERPELONI (servidor público) - Cambé

Pesca predatória
A pesca predatória da lagosta nas águas do Nordeste está trazendo sérias preocupações à economia do país. O instituto da pesca e o Ibama vão prender todas as redes que pescadores inescrupulosos têm espalhado na área, além de outras sanções rigorosas. Nós da região Sul, nos ressentimos da ausência dos grandes cardumes de atuns e de anchovas. Os grandes cardumes não chegam à costa porque navios pesqueiros as interceptam dentro das nossas 200 milhas. Gostaria de que nossa costa fosse policiada pela Marinha. Haja vista que temos todos os implementos modernos capazes de detectar as invasões de nossa costa marítima.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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