FOLHA e o pedágio
O Fórum Contra o Pedágio parabeniza a FOLHA pela cobertura isenta e corajosa sobre os prejuízos à economia e aos cidadãos decorrentes da entrega das nossas estradas que foram construídas com a contribuição de todo o povo brasileiro. O conteúdo das reportagens da FOLHA ajuda o esclarecimento das pessoas até mesmo o entendimento do mal que o pedágio causa para o Brasil, em especial ao Paraná.
ACIR MEZZADRI (coordenador do Fórum Contra o Pedágio no Paraná) - Campo

Largo Amnésia
Dizer ''eu não sabia'' foi a maior defesa do presidente Lula para os casos de corrupção no seu governo durante o primeiro mandato. Agora, para não reconhecer as irresponsabilidades do seu governo no caos aéreo, ele diz desconhecer a extensão de tal crise. Essa afirmação nos leva a crer que o presidente está sofrendo de amnésia. Afinal, em 7 de janeiro de 2002, ele publicou um artigo no jornal Gazeta Mercantil (''Morte anunciada do transporte aéreo''), no qual diagnosticava que a crise da aviação brasileira estava atingindo ''um estágio terminal''.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Eucaristia
Com relação ao artigo ''Bons sentimentos e boas palavras'' (Espaço Aberto, 09/08), do jornalista Walmor Macarini, gostaria de completar a prece que ele diz ouvir desde menino: ''Senhor eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo''. Esta prece, nós católicos e ''seguidores da Bíblia'', fazemos antes de receber a Eucaristia. É um reconhecimento de que somos pecadores e um pedido de perdão a Deus para podermos receber Jesus numa ''casa limpa'' e isto, garanto, é a melhor terapia para nos tazer alívio e paz.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã

Lixo de Londrina
O que fazer com o lixo não reciclável? A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) recusa-se a desencaixotar a usina de compostagem comprada há 10 anos e nunca usada. Diz que há soluções melhores, mas não apresenta nenhuma. A CMTU diz que cada cidadão é responsável pelo lixo que produz e sugere trituradores nas cozinhas. A Sanepar diz que a rede de esgoto não comporta este tipo de lixo. Minhas dúvidas: a usina permanece encaixotada por não ser útil ou por ter sido comprada na gestão de outro governante? Quem vai pagar os R$ 600 por cada triturador, que será usado apenas para uma mínima parte do lixo não reciclável? O que vai se fazer com o lixo que não pode ser colocado no triturador? Se a rede de esgoto não comporta o lixo triturado, o que dizer dos muitos bairros que sequer possuem esta rede? Para onde irá o lixo triturado?
NINA GRAÇA CARDOSO DE OLIVEIRA (psicóloga) - Londrina

Usina e coleta seletiva
Com relação à polêmica sobre a coleta seletiva do lixo, percebi que a administração municipal tenta se justificar por não utilizar o equipamento comprado em outra gestão. Entendo que havendo a união entre a usina e a coleta seletiva, o meio ambiente e a população só têm a ganhar. Tive a oportunidade de conhecer a central de moagem e lamento que outros governos não investiram no seu aperfeiçoamento. Infelizmente, fica notório o jogo de interesses, a falta de humildade, de reconhecimento e, principalmente, a falta de continuidade de boas obras de um governo pelo seu sucessor. Nesse jogo de interesses o que entristece é a consequência: o sofrimento do povo.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina

Pedágio e dúvidas
Volta à tona a questão do pedágio, herança de Jaime Lerner. Dez anos se passaram e pouca coisa mudou nas pistas. As concessionárias continuam colocando a sinalização e a capina das rodovias, bem como a manutenção de serviço de atendimento médico como grandes feitos. Ora, elas cobram 24 horas por dia não é mesmo? Então não fazem mais que a obrigação de prestar um serviço pelo mesmo período. Volta e meia elas alardeiam que geram empregos e impostos. Criar postos de trabalho e arrecadação fiscal é sempre bom, mas é preciso levar em consideração o custo disso tudo. É o caso do pedágio que, mais que benefícios, incomoda o cidadão. Sou usuário forçado e tenho dúvidas: nas contas das concessionárias estão computados os valores recebidos por elas relativos aos cabos de fibra ótica subterrâneos que margeiam as rodovias? Se estão, quais são esses valores? Por que contratos que envolvem bens e interesses públicos contêm cláusulas secretas?
MARIO CESAR CARVALHO PINTO (professsor) - Londrina

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