Vida sem valor
Fiquei perplexo com a afirmação do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, de que o avião oficial da Presidência da República, o Airbus A319, não decola com reverso (sistema de freio localizado nas turbinas) travado para garantir a segurança absoluta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A perplexidade foi pela naturalidade com que ela foi dita, enquanto a TAM com a mesma naturalidade reconhece que opera seus aviões com um dos reversos travados, segundo ela, com a anuência da Airbus, fabricante da aeronave, uma delas o ''Aerolula''. Se o ''Aerolula'' não voa com reverso travado, como norma de segurança, por que por fundamento isonômico a Aeronáutica e a Anac não proíbem também as aeronaves comerciais voarem com o reverso travado? Será que a vida do presidente tem mais valor que a de qualquer cidadão?
GERSON MACHADO (servidor público) - Londrina

Ouro de Cuba
Muito bom e oportuno o artigo ''O falso ouro de Cuba'' (Espaço Aberto, 06/08). O ditador Fidel Castro, que mantém o belo país do Caribe num atraso de mais de meio século, serve de espelho para Hugo Chávez, Evo Morales, Zé Dirceu e toda a cúpula petista. Tem também algumas personalidades brasileiras que o admiram, que se dizem comunistas, mas preferem curtir suas fortunas na democrática praia de Copacabana. Foi uma desumanidade devolver os boxeadores cubanos aos seus algozes. Pelo bem da liberdade, o nosso governo devia ter lhes concedido asilo político já que estavam fugindo de uma ditadura.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Veículos e a praça
Faço caminhadas regularmente à noite na Praça Nishinomiya. Ultimamente o movimento dos taxistas naquela região tem levado medo aos frequentadores do local. Ao retornar para o aeroporto em horários de picos, os taxistas passam pela praça em alta velocidade colocando em risco a vida das pessoas, crianças e idosos. Ao que parece a CMTU só cobra taxas e na hora de fiscalizar a atitude é zero. O que a prefeitura e a CMTU estão esperando? Que alguém seja atropelado?
ANTONIO APARECIDO DA SILVA (publicitário) - Londrina

Loterias
Mais uma vez vem à tona questionamentos com relação à lisura e manipulação nos sorteios de loterias da Caixa, em especial a Mega Sena. É hora para uma investigação mais apurada com relação às denúncias que estão pipocando na imprensa mostrando aos desatentos apostadores apenas o óbvio. Pesquisando os sorteios, é estarrecedor verificar a sequência dos números em determinados concursos, a quantidade de sorteios acumulados e por vários anos a Mega Sena tem apenas um ganhador, mesmo dentro de um imenso universo de apostas. Outro fato que chama a atenção é que neste exato momento das denúncias, aparece em destaque na TV a história do indivíduo que ganhou duas vezes numa semana. Isso é tão ou mais incrível quanto a história do João Alves, líder dos anões da máfia do orçamento, afirmando que parte de sua fortuna foi adquirida em dezenas de prêmios ganhos na loteria. Atenção senadores e deputados, exigimos investigação e apuração dos fatos já!
LUIZ CARLOS FLÁVIO (servidor público) - Londrina

Vexame no Pan
O Brasil está se candidatando a sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2012. Sou contra. Se já não bastassem os escândalos de corrupção política, a falta de segurança, a crise do transporte aéreo, o desvio de verbas na construção da vila pan-americana no Rio, etc., há ainda um outro problema que a imprensa não viu ou fez questão de não enfatizar: a falta de educação do brasileiro ao vaiar duramente os atletas durante as competições. Estamos construindo uma péssima imagem do Brasil no exterior. Minha filha, que mora no Canadá, por e-mail, disse que se sentiu envergonhada pela grande divulgação da imprensa canadense sobre as vaias da torcida brasileira. Muitos jornais publicaram fotos de uma ginasta caindo da trave por causa das vaias e a vibração da torcida pela sua derrota. Nossos atletas foram brilhantes, deram show, mas a torcida deu vexame.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã

Amazônia
O protesto contra o desmatamento da Amazônia, quarta-feira, em frente ao Congresso Nacional, foi um ato bonito para chamar a atenção dos nossos governantes e da população. Mas a forma como o professor de Física, Flávio Daniel, usou para se expressar vai contra o que ele critica. Ele se esqueceu que o material utilizado no manifesto (papel e madeira) provém das árvores que tanto protege e tenta recuperar do desmatamento. As autoridades, que agem de forma incompetente, devem ser indagados para que ajudem a manter vivo o ''pulmão'' do mundo. A Amazônia clama por socorro para que não morra.
ALYSSON FERNANDO DA CRUZ (estudante) - Londrina

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