Sorte duvidosa
Confesso que as insinuações do jornalista Claudio Humberto citadas ontem na nota ''Mega Sena: números estranhos'' (Política, pág. 4) não me surpreende. O senador Alvaro Dias já havia denunciado a compra de bilhetes premiados como forma de lavagem de dinheiro de procedência duvidosa. A manipulação de resultados é inaceitável, afinal é a esperança do brasileiro de mudar de vida. Sugiro aos deputados paranaenses que apresentem projeto de lei alterando o sistema atual introduzindo nome, endereço e CPF do ganhador. Aí, só precisaremos investigar se o futuro ganhador não é laranja.
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina

FOLHA e o pedágio
Não há nada mais insensato do que a contestação da ABCR-PR sobre o editorial da FOLHA (Cartas, 03/08) a respeito da cobrança de pedágio. Os números não convencem, a cobrança é exorbitante e não há contrapartida em benfeitorias. Dizer que é necessário ''reequilíbrio financeiro'' (entenda-se aumento de tarifa) para novas obras é brincar com a paciência do povo. A ABCR informa que investiu, em média, nos últimos cinco anos R$ 191 milhões anuais em obras, mas omitiu quanto arrecada. Segundo informações da própria ABCR, em contestações anteriores nesta mesma seção, a arrecadação em 2006 foi de R$ 761,4 milhões. Portanto, um investimento baixíssimo para a natureza do negócio que, em países europeus, exige-se primeiro a construção da rodovia para a sua posterior exploração. A afirmação da ABCR de que a FOLHA é parcial nesse assunto é de uma arrogância impertinente e ofende também o povo paranaense, que há nove anos suporta ''goela abaixo'' essa extorsão que é a cobrança do pedágio.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Pãozeiro
Foi com nostalgia que li domingo a reportagem ''O pãozeiro Generoso e seu cavalo Chumbinho'' (Paraná, pág. 11). Ela me fez lembrar que quando criança minha mãe também comprava pães, leite (em garrafas de vidro), verduras e até peixes e carnes na porta de casa. Eram outros tempos, das compras com anotações em caderninhos, da amizade, da honestidade. Não poderia deixar de falar sobre algo que me chamou muito a atenção: a foto da capa mostrando a caixa de pães gradeada e aberta no chão expondo os pães a todo tipo de contaminação do solo e do ar. É importante que os alimentos sejam transportados e manuseados com o máximo de higiene para evitar que a saúde dos consumidores seja colocada em risco. Mesmo que seja algo tão singelo como os pães que o sr. Generoso entrega todas as manhãs.
INÊS WOLFF (nutricionista) - Londrina

Lula x crise aérea
Dezesseis dias após o acidente com o avião da TAM, o presidente Lula afirmou que estava mal informado sobre a gravidade da crise aérea. Esta é uma frase absurda de alguém que não sabe ter vergonha e competência para governar o País. Qualquer bêbado de esquina sabe mais coisas que acontecem neste país. O acidente da Gol já faz dez meses e ele não viu nada?
WAGNER JOSÉ MARTINS PAIVA (professor universitário) -Londrina

E fez-se justiça
Manifestamos nosso contentamento pela vitória da servidora pública Odila Maria de Souza Batista, do Hospital Universitário de Londrina, que teve seus direitos de cidadã reconhecidos por uma decisão judicial. Vítima de preconceito racial e alvo de ofensas morais divulgadas em comentários publicados no site de relacionamentos Orkut por dois ex-residentes de Medicina, o processo judicial foi o caminho adequado. Com essa decisão, garante-se a indenização e, mais que isso, um exemplo de atitude para mobilização da sociedade paranaense, sensibilizada com a desumanidade do ato.
LYGIA LUMINA PUPATTO (secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná) - Curitiba

'Maquiagem'
A ''maquiagem'' no asfalto da Rua Milão estava demorando - fizeram em março e maio - mas semana passada fomos surpreendidos com um serviço mais elaborado: tiraram as pedras soltas, jogaram o asfalto e passaram o rolo compressor. Parabéns à FOLHA pela publicação das reclamações e à Prefeitura pelo atendimento mais eficiente.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina

ProJovem
A FOLHA noticiou ontem a prorrogação das inscrições do Programa ProJovem (Concursos & Empregos, pág.7). O interessante é que esses candidatos devem ter cursado até a 4 série e não ter vínculo formal de trabalho em carteira. Se este jovem for classificado passará por um curso que dará direito de aumentar sua escolaridade e receber certificado. Será que essa é a forma real de qualificação de um jovem ou é um meio de mascarar a realidade e desvalorizar a educação?
MARTA CRISTINA DA SILVA (estudante de Direito) - Cambé

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