CARTAS
Agressão a camelô
A matéria ''Camelô e fiscal da CMTU se agridem'' (Cidades, pág.4, 02/08) é inusitada. Qual é o poder de polícia deste agente para perseguir um comerciante, embora clandestino, e sequestrar suas mercadorias? O caso mobilizou cinco viaturas da Polícia Militar e até o Pelotão de Choque. Todo este aparato só para coibir o trabalho de um simples camelô? Este vendedor está à margem da sociedade e sua postura merece ser corrigida, mas não é na porretada que vamos resolver o assunto. Prefeito, ao invés de mandar seus homens agredirem o camelô ou levar embora os doces que a ambulante Priscila Suzano (citada na matéria) vende no corrimão do Terminal Urbano, e grávida de 8 meses nos dá uma demonstração de denodo e força, não encaminha os seus ''brucutus'' para coibir a violência que grassa nas ruas da cidade.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (aposentado) - Londrina
Milho transgênico
Com relação à matéria ''Processo de milho transgênico volta a zero'' (Folha Economia, pág. 4, 01/08), se nem lagarta ou outra praga ataca esse milho da Bayer, tudo leva a crer que o mesmo não serve nem para consumo humano. Afinal, aprendemos a comer observando insetos e animais se alimentando. Logo, se a lagarta não come o milho, coisa boa não é!
MARIO MITSUO KIKUCHI (analista sistemas) - Londrina
Preço do álcool
Dias atrás, três ou quatro postos de combustível de Londrina estavam vendendo álcool a R$ 1,09 e R$ 1,13, mas inexplicavelmente passaram a vender a R$ 1,33 e agora a R$ 1,35. Parece corrida de bicicleta: dois ou três despontam e, de repente, o grupo maior vem e obriga o grupo menor a andar na velocidade dele. O que está acontecendo?
CARLOS FERNANDES COSTA (auxiliar administrativo) - Londrina
ABCR contesta
A ABCR-PR lamenta que mais uma vez o editorial da FOLHA (edição de 1º de agosto) tenha sido usado para atacar as concessões de rodovias do Paraná, omitindo dados oferecidos à sua reportagem e levando a conclusões equivocadas sobre o setor. A FOLHA procurou a ABCR-PR com a seguinte pauta: demonstrar que o crescimento do fluxo de veículos e de arrecadação não é acompanhado de aumento de investimentos. O diretor da ABCR-PR, João Chiminazzo Neto, demonstrou por meio de gráficos e números oficiais que ocorre justamente o oposto: nos períodos de menor fluxo de veículos nas rodovias é que ocorreram os maiores investimentos em obras - nos anos de 2001, 2002 e 2003, respectivamente de R$ 219,4 milhões, R$ 285,1 milhões e R$ 173 milhões - valores da época, sem correção. Nos anos seguintes, quando o fluxo de veículos aumentou, foram investidos R$ 137 milhões em 2005 e R$ 143,6 milhões em 2006. Estes foram os investimentos em obras, não na manutenção 24 horas das condições das estradas. Com isso, a tese da FOLHA foi desconstruída. O diretor da ABCR-PR levantou a questão do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato ao ser questionado sobre a possibilidade de negociação de novas obras e prioridades, caso ocorra um ''apagão rodoviário''. É lógico que se o poder concedente decidir alterar o contrato, o que é possível, todas as pendências devem ser revistas, inclusive no que diz respeito a adiantamentos de obras e responsabilidades das concessionárias. O diretor da ABCR-PR também informou que o fluxo de veículos foi, sim, levado em conta na elaboração do contrato de concessões. Ocorre que não havia à época a perspectiva do ''apagão áereo'', quanto menos um rodoviário. Foi explicado ainda que a redução do fluxo de veículos - o que ocorre em períodos de crise financeira nacional, como ocorreu entre 2000-2004 - foi um risco assumido pelas concessionárias, que mantiveram o cumprimento do cronograma de obras. Chiminazzo explicou ainda que a meta de receita de qualquer concessão, em qualquer país, só se concretiza após sete a dez anos da sua implantação, isto é, trata-se de um negócio de longo prazo. Ardilosamente, a FOLHA desmerece os números apresentados mensalmente ao DER sobre o fluxo de veículos, em vez de reconhecer sua credibilidade, já que são base de um índice econômico respeitado em todo o País - o Índice ABCR. ''Quando o DER quer dados, os busca nas próprias praças de pedágio'', diz o editorial, comprovando um surpreendente relacionamento de confiança com um órgão que tem como principal objetivo, desde 2003, combater sem tréguas o setor. Finalmente, a FOLHA vê ''neblina'' no que chama de ''questão do pedágio'', apesar de ter tido todos os seus questionamentos respondidos, com clareza. Infelizmente, quando o veículo é parcial e determina de antemão a linha de mais um ataque, publica apenas a sua versão.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONCESSIONÁRIAS DE RODOVIAS (ABCR-PR)
NR: A FOLHA mantém sua posição, visto que os investimentos em infra-estrutura nas rodovias pedagiadas não vêm acompanhando a arrecadação das concessionárias. O objetivo do editorial foi de informar os leitores sobre a nebulosidade que envolve os números do pedágio no Paraná.





