Imprensa e a tragédia
Nesses dias de tragédia é possível observar como a imprensa, quase geral, tem emitido valores tão às claras. Repórteres fazem questão de pôr na boca dos entrevistados que a ausência das ''ranhuras'' na pista do aeroporto de Congonhas foram determinantes para o acidente do avião da TAM. Ultimamente, a imprensa vem criticando duramente o governo federal. Acredito que o ''top-top'' do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia tenha sido mesmo para essa imprensa, que não tem sido imparcial. O fazer imprensa vai muito além da correria em fechar o dia, interesses outros fazem a imprensa que, certamente, nós (leitores) desconhecemos. Falar mal do governo é como empurrar bêbado ladeira abaixo, é fácil. Mas analisar ponderamente o acidente tem sido uma ação que poucos órgãos de imprensa têm feito.
ANTONIO CARLOS XAVIER (professor univesitário) - Mandaguari

Aeroporto regional
Londrina possui um aeroporto bonito e confortável. Todavia, é só o tempo ficar chuvoso que os pousos e decolagens são suspensos. Além disso, o aeroporto fica praticamente no centro da cidade. É verdade que o tráfego aéreo aqui é pequeno, mas imagine isso daqui a 20 ou 30 anos. Fica a sugestão para se começar a estudar a possibilidade da construção de um grande aeroporto internacional entre Londrina e Maringá.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina

Anfiteatro do Zerão
Se você soubesse que haveria problemas no pouso do avião da TAM, gostaria de ter evitado? Se soubesse que haveria problemas na marquise da UEL, evitaria aquela tragédia em 2006? E se soubesse que o Anfiteatro do Zerão está com problemas e corre o risco de desabar, tomaria providências? Então, por que a Prefeitura de Londrina, que já foi alertada do perigo há mais de três meses por engenheiros e pelos usuários do Zerão e até noticiado na FOLHA, até agora não isolou a área e nem tomou as providências para recuperação e manutenção? Será que estão esperando acontecer mais um desastre?
OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina

Capela mortuária
Recentemente fui ao velório de uma amiga. O velório e a sepultamento ocorreram em um daqueles dias chuvosos. Familiares e amigos tiveram de ficar empoleirados nos bancos debaixo da estreita marquise da antiga garagem da prefeitura transformada em capela mortuária. O descaso do poder público passou dos limites. Se alguém tiver alguma dúvida que vá conhecer o que existe em Ibiporã e Cambé e entenderão a indignação. Não se trata mais em sugerir e pedir, mas sim exigir de nossas autoridades que administraram nosso dinheiro em tratar o tema como prioridade. Já fiz a sugestão ao prefeito Nedson, mas não tive sucesso. Vendo agora estampados nos jornais a verba publicitária de RS 1,2 milhão conseguimos entender esta inversão brutal de prioridades.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

Educação
Estamos iniciando mais um semestre de aulas e novamente os professores discutiram propostas curriculares. Todavia, uma questão sempre me assola: até que ponto a sociedade está comprometida com a educação? Infelizmente, pela minha experiência aponto respostas nada otimistas. A sociedade acredita que a educação e a escola são questões que não lhe dizem respeito. Algumas pessoas culpam esse ou aquele governante, como se educação fosse apenas problema de governo. A educação começa em casa, passa pela escola e continua pela vida da pessoa. A escola não deve e não pode continuar fazendo o papel de família.
MARCIO EDUARDO LAMEU (professor) - Pitangueiras

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