CARTAS
'Mão santa'
A convite de parentes, fui comemorar a passagem do ano em uma fazenda no município de Candói. À meia-noite na tradicional queima de fogos, uma tragédia: três garotos atearam fogo em uma bomba e ela explodiu nas mãos deles. Eles foram levados para um Hospital em Guarapuava. Um deles teria que amputar uma das mãos. A diretora-geral do hospital, Marisa Ferracin, sugeriu que transferíssemos o garoto para Londrina. Ela entrou em contato com o dr. Edson Takaki, considerado o papa na área. O garoto foi trazido para cá e o competente médico salvou a mão esquerda do menino, três dedos da mão direita e ele está prestes a ter alta. Me senti na obrigação de tornar isso público e de dizer que em Londrina milagre tem nome e sobrenome: Edson Takaki.
ANTONIO JOSÉ SANTIAGO (funcionário público) - Londrina
Verbas municipais
A Prefeitura de Londrina vai gastar R$ 1,2 milhão em propaganda do que realizou nas áreas cultural e esportiva sob a alegação que ''não adianta fazer e não mostrar''. Se fizeram, e foi bem feito, todo mundo já viu, não precisa trombetear que fez. Não seria mais interessante a prefeitura destinar, pelo menos, uma parte deste dinheiro para ajudar o Filo e o Festival de Música de Londrina que estão passando apertos para conseguir fechar suas contas, em decorrência de quebras unilaterais de acordos firmados anteriormente com o Estado?
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
'Mensagem a Garcia'
No final de 1973 li o texto ''Mensagem a Garcia'' (herói da guerra entre Espanha e Estados Unidos de 1899), de Elbert Hubbard, e reli agora para rememorar sua importância e compará-lo com a mensagem gestual ''do nosso'' (Marco Aurélio) Garcia, também companheiro e revolucionário contemporâneo. Nada a ver. Mas como a equipe que ganha pode fazer muita bobagem - e permanecer no cargo - sua mensagem complementa a da sexóloga Marta Suplicy, de forma magistral: relaxa, top-top e goza. Que Brasil é este, Senhor!
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Governo omisso 1
Antes que as chamas do avião sinistrado em Congonhas fossem dominadas, o presidente da Anac e outros diretores eram condecorados pela Aeronáutica por ''relevantes serviços prestados''; assessores da Presidência faziam gestos obscenos comemorando a possível falha técnica do avião; funcionários da Infraero riam da tragédia e para completar o governo autoriza o aumento nas passagens aéreas, provavelmente recompensando as empresas pelos bons serviços que vêm prestando. O que se pode esperar de autoridades omissas e sem capacidade para resolver uma crise que se arrasta por dez longos meses? É mais fácil culpar controladores, passageiros ou os pilotos que não podem se defender.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Governo omisso 2
Sobre a crise aérea brasileira, Marta Suplicy fez a célebre frase que todos lembram, Guido Mantega disse que o congestionamento dos aeroportos era em função do crescimento econômico e, por último, o assessor da presidência Marco Aurélio Garcia disse, através de gestos obscenos, que todos se danem. Sem oposição, o governo consegue ser incompetente e desleixado a ponto de tropeçar nas próprias pernas. E, pior, se esquivando das responsabilidades que lhe são atribuídas.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Acidente da TAM
A grande maioria culpa o presidente Lula pelo acidente com o avião da TAM. Até parece que o Lula estava pilotando o avião. A TAM sabia que o avião estava com defeito, mas não fez as devidas manutenções. Políticos, que estão há muito tempo no poder contribuíram para o Brasil entregar seu patrimônio quase de graça privatizando nossas empresas e não melhoraram em nada a vida do povo, culpam Lula por tudo, mas o povão sabe diferenciar e, por isso, o reelegeu e aprova seu governo porque está vivendo muito melhor do que nos outros governos.
PAULO ROBERTO SANITÁ (vereador) - Tamboara
Pobreza no campo
Triste realidade mostrada pela reportagem da FOLHA (Economia, pág.1, 24/07), referente à situação do homem no campo. Esse quadro é fruto da falta de políticas voltadas ao pequeno produtor que produz o alimento para a população, Os investimentos são voltados ao latifúndio visando a produção para o mercado externo. A falta de políticas consistentes e de investimentos é sinônimo de muitos males: violência urbana, subemprego, pobreza e milhares de pessoas que passam fome. Para amenizar isso, é necessário seriedade e compromisso do governo com ações direcionadas aos problemas que afligem o mais importante componente de uma nação: o povo.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina





