Chega de fianças

Dia desses um pai londrinense não pagou a fiança do filho que havia cometido uma transgressão e muitos estranharam. Estranharam não por ele ter sido severo, mas por que o filho deveria ficar preso por tão pouco? Por que muitos outros que roubam o governo não ficam presos? Por que assassinos confessos estão soltos? Por que a conjugação do verbo ''renanzear'' parece ser mais um ato de esperteza que de desonestidade? Com tantos maus exemplos desse tipo, quando se vê um pai agir assim, no desespero de refrear e proteger seu filho da vida e das drogas, chega-se a estranhar. Sou do time que acredita que as coisas ainda têm jeito, sim, e que a impunidade será eliminada. Precisamos é de mais pessoas que, como esse pai, não paguem a fiança.

OSVALDO SANTOS JR. (arquiteto) - Londrina



Crise no campo

O governo anunciou medidas paliativas para a crise na agricultura. Estas medidas deixam muito a desejar porque o produtor não tem como suportar parcelamento de dívidas a curto prazo quando o produto colhido, muitas vezes, sequer é vendido pelo preço mínimo estabelecido. O ideal seria o governo se comprometer com medidas mais abrangentes, tais como compromisso com o preço mínimo mais justo; respaldo ao seguro agrícola; carga tributária suportável; buscar novos mercados (exportação); lei trabalhista específica para o meio rural; melhorar a logística (hoje um caos); procurar ajustar as taxas de câmbio e juros a níveis reais; alongamento das dívidas conforme capacidade de pagamento. Nossos governantes precisam urgentemente olhar para o agronegócio com mais inteligência e responsabilidade, caso contrário, poderão matar a galinha de ovos de ouro que é a agricultura.

ANTONIO PEDRO FERIATO (agricultor) - Itambaracá



Memória da cidade

Quero parabenizar a FOLHA por dar espaço às questões que envolvem a cidade e o Norte do Estado e, principalmente, nossa memória histórica e cultural. Gostei muito das reportagens recentes sobre os festejos juninos em Londrina e da enquete no Caderno Cidades ''Você acha que as tradições devem ser preservadas''. Os entrevistados demonstraram amor à cidade e o jornal tem trazido ao debate nossas tradições e nossa memória. Com apoio do Promic, desenvolvo o projeto História na Mesa, que busca o resgate de tradições populares junto a crianças e adolescentes da Escola São José (Jardim Leonor) e hoje compreendo ainda mais a importância de se resgatar e debater nossa história e cultura.

CRISTINA BRISOLA (instrutora de culinária) - Londrina



Segurança da UEL

Muito tem se falado sobre a questão da segurança na UEL. No último dia 10/07, esqueci meu ''laptop'' dentro de uma maleta na porta de minha sala de trabalho. Só dia seguinte, às 7h40, é que constatei que havia perdido o laptop. Às 8 horas, colegas do setor de Segurança da UEL entregaram na secretaria do meu departamento a maleta e laptop. O vigilante David Silva havia achado a maleta durante sua ronda à noite. Resolvi dividir publicamente este meu lamentável lapso para mostrar à população a responsabilidade e seriedade destes colegas que são vigilantes de patrimônio público.

MARCOS DE CASTRO FALLEIROS (professor) - Londrina



Incêndio em terrenos

Sei que o Corpo de Bombeiros tem muitas atividades. Quando li o que a terapeuta Nina Graça escreveu na FOLHA (Cartas, 14/07) fiquei preocupado. É preocupante que pessoas ligadas àquela corporação indiquem essa forma de solução para o problema das queimadas. Fazer queimadas é crime. Sugiro ao Corpo de Bombeiros que analise com a prefeitura uma forma de coibir essa prática. Sugiro aos cidadãos que combatam os pequenos focos de incêndio deixando apenas os incêndios incontroláveis para o Corpo de Bombeiros.

DOMINGOS SÁVIO PEREIRA (administrador de empresas) - Londrina



ECA 17 anos

Dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 17 anos de construção de uma nova filosofia: do reconhecimento da criança e do adolescente como cidadãos de direitos. A vivência cotidiana na função de conselheiros tutelares nos coloca muitas vezes em situações que nos deixam sensibilizados com uma realidade cruel, ora por omissão da família, ora por omissão do Estado, ora por omissão da própria sociedade. Defendemos o ensino fundamental em período integral, a implantação de uma rede de proteção para o enfrentamento à violência com um centro de referência da criança e adolescente em Londrina para o atendimento de vítimas de maus-tratos, negligência, abandono, violência física, violência psicológica, abuso e exploração sexual e suas famílias, apoiados na rede de saúde, educação e assistência social. Assim, estaremos criando, de fato, novas ferramentas à consolidação do ECA e firmando nossos passos rumo aos 18 anos.

CONSELHEIROS E CONSELHEIRAS TUTELARES DE LONDRINA


- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]

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