CARTAS
Deboche do ministro 1
O gesto obsceno do ministro Marco Aurélio Garcia, flagrado quinta-feira pela TV, nos mostrou como age um dos integrantes do time lulista. Para o ministro e sua equipe, não importam o sentimento, a perda, o desmoronamento dos familiares que perderam seus entes queridos no acidente com o avião da TAM na última terça-feira, no aeroporto de Congonhas. O que vale é tentar se
esquivar de qualquer culpa e se manter na equipe da mentira e da vergonha.
TIAGO DE SOUZA PAPOTTI (médico) - Londrina
Deboche do ministro 2
Após o trágico acidente envolvendo o Airbus da TAM, o vice-presidente técnico da TAM informou que o avião sinistrado estaria com problema técnico, mas que os manuais do fabricante determinavam que neste tipo de situação a aeronave ainda poderia continuar voando por cerca de dez dias. Acidente é aquele que ocorre mesmo quando tais normas são obedecidas à risca. O caso envolvendo o avião da TAM foi um acidente entre aspas. O embarque em avião no Brasil atualmente é uma proeza e o desembarque com vida é uma loteria. Até quando nossas autoridades ficarão fazendo gestos obscenos sobre estes episódios como fez o secretário para Assuntos Internacionais do Governo Lula, Marco Aurélio Garcia?
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER
(advogado) - Londrina
Casa do Empreendedor
Como a Casa do Empreendedor utiliza fundos do BNDES e do Fundo de Desenvolvimento da Prefeitura de Londrina para suas transações, o que está sendo disponibilizado para os camelôs é dinheiro público oriundo dos contribuintes. Quando circular pelos vários Camelódromos de Londrina, sugiro ao prefeito Nedson que preste mais atenção às marcas que são comercializadas e verá que, pelos preços cobrados, só podem ser produtos genéricos (piratas). A Casa do Empreendedor discrimina as pessoas que procuram o seu apoio. Por duas vezes tive solicitações negadas, já no primeiro contato, sem nem ao menos o preenchimento de uma única ficha. Será que se eu retornar agora, com a declaração do prefeito no jornal, serei tratada de forma diferente?
NINA GRAÇA CARDOSO
(terapeuta floral) - Londrina
Parece ficção
O Projeto de Lei, aprovado no início deste mês pela maioria dos deputados da Assembléia Legislativa do Paraná, que instituiu um fundo de aposentadoria para deputados estaduais (o Previdepar) foi muito pouco divulgado. Surgem diante disso suposições importantes: os principais interessados não querem demonstrar quais as reais vantagens do referido projeto ou o montante dos recursos a ser salvaguardado é volumoso? Para a concessão de um mísero acréscimo ao salário mínimo anualmente, a luta é árdua e o resultado pouco satisfatório. Infelizmente, essa é a lógica da nossa sociedade: muito se concentra nas mãos de poucos, enquanto muitos sobrevivem com pouco.
SANDRA APARECIDA BRASIL
(assistente Administrativo) - Juranda
Árvores exóticas
A derrubada de árvores exóticas em Londrina, com o intuito de proteger a vegetação nativa, preocupa. Destruição parece ser um forte impulso da natureza humana. Em vez de destruir por que não construir? Informar e divulgar maciçamente a importância da flora e fauna nativa? Valorizar produtos nativos para que economicamente possam competir com os exóticos? Incentivar os viveiros que se dediquem exclusivamente a produzir mudas nativas com qualidade? Enquanto num esforço de restauração as pequenas árvores nativas crescem, as árvores exóticas já existentes segurariam os ninhos dos pássaros e dariam apoio aos morcegos. Em vez de ser a favor ou contra, deveríamos reconhecer o que existe e, a partir do conhecimento, agir de maneira construtiva - um longo e democrático processo.
RUTH BÁRBARA STEIDLE
(agricultora) - Rolândia
CORREÇÃO
- Ao contrário do anunciado ontem, a matéria Wikipédia não está sendo publicada na edição de hoje.





