CARTAS
Tragédia em Congonhas 1
Há muito tempo o Aeroporto de Congonhas vem apresentando problemas. Quando finalmente as reformas na pista são feitas, elas são liberadas antes de terminada a obra. Soma-se a isto o problema dos controladores de vôo em todo o país, a não-instalação até agora do ILS em Londrina e temos um verdadeiro caos no transporte aéreo. Um descaso com a vida humana. Nunca houve tanta baderna neste país. Parece característica do PT, ninguém sabe de nada e ninguém faz nada. Quantas vidas ceifadas por inoperância e incompetência! Espero que as autoridades tenham aprendido a lição e que fatos como este com o avião da TAM, terça-feira, em São Paulo, nunca mais aconteçam.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã
Tragédia em Congonhas 2
Se a pista do Aeroporto de Congonhas não estava pronta, ela não podia ser utilizada. Que continuassem a utilizar a pista auxiliar ou então que as partidas e aterrissagens fossem feitas em Guarulhos ou Viracopos. Que diferença faria a ''nova'' pista ficar ociosa por mais uns 20 ou 40 dias até que se completasse o serviço? Os usuários já estão acostumados com os problemas aeroportuários. Agora, depois deste último horror, talvez seja o caso de serem privatizados os serviços dos aeroportos nem que seja para ter a certeza de que será possível responsabilizar alguém pelos problemas e acidentes aeroportuários. É uma idéia para um momento de abalo emocional.
PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO (advogado) - São Paulo
Exemplo do Pan
Com os jogos do Pan e agora com a trajédia de mais um acidente aéreo, os holofotes da imprensa deram um tempo para os políticos. Eles continuam ''trabalhando'' em benefício próprio, como aposentadoria, verbas de representação, etc. Espero que alguns políticos assistam aos jogos do Pan e vejam os atletas lutarem pelo Brasil na tentativa de conquistar medalhas e aprendam como vestir a camisa, honrando os votos que lhes foram confiados e que façam justificar os salários que recebem para melhorar a vida da população. Ninguém aguenta mais ver tanta corrupção e tragédia.
ROBERTO MOREIRA BACELAR (engenheiro agrônomo) - Mandaguari
Cadê a Justiça?
Além de o governador Roberto Requião assumir para si a responsabilidade de liberar ou não determinados medicamentos, os pacientes têm outro adversário no Paraná: o desembargador J. Vidal Coelho. Embasado na lei 8.437/92 que permite ao presidente do Tribunal de Justiça suspender a execução de liminar em ações movidas contra o Poder Público para evitar lesão à ordem, à saúde, segurança e à economia pública, ele vem suspendendo as liminares que concedia medicamentos como ocorreu com as pacientes Ana Clara (de três anos) e Jenifer (de 12 anos), ambas com doenças graves. As pacientes estão amparadas pelas Constituições Federal e Estadual e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Entretanto, elas ainda têm uma esperança: recorrer ao Conselho Nacional de Justiça.
MARIA GISELDA DE LIMA (assistente social) - Londrina
Camelôs e a PF
Londrina vive uma situação inusitada. A população clama por segurança e as autoridades dizem que é sensacionalismo da imprensa. A Polícia Federal (PF) fecha o camelódromo, que nem deveria existir por sua característica de informalidade e falta de comprovação de procedência das mercadorias. Lá também pode até funcionar como receptador de objetos roubados, alimentando a proliferação de marginais em nossa cidade. O prefeito Nedson se apressa em dizer que a PF agiu inadequadamente. Ora, isto foi reflexo de sua única obra prima: criar um corredor para a marginalidade. Os vereadores compactuam com tudo e se omitem desde que suas verbas não sejam cortadas. E não adianta o eleitor gritar porque aqui é o último a ser ouvido e o primeiro a apanhar.
ARISTIDES LOPES DE OLIVEIRA (aposentado) - Londrina
Repúdio ao Casseta
Em nome dos professores, manifesto o meu repúdio contra o quadro apelativo do programa Casseta & Planeta, exibido no último dia 11, denegrindo a figura do professor tão desgastada por um sistema corruptivo que não tem interesse em mudar os rumos deste país. Sabe-se que o setor educacional não é priorizado politicamente e, consequentemente, também não é respeitado pela sociedade. Quero ressaltar que as pessoas que integram esse setor, são do bem e não ensinam reprodução humana como foi mostrado no programa, nem mesmo outras disciplinas. Apesar do caos que se encontra a nação, a escola ainda prima pela ética, pela moral e pelos bons costumes. Nosso salário realmente é simbólico, mas não é com prostituição, como foi encenado na TV.
EDNA MARIA RIBEIRO CÂNDIDO (professora) - Porecatu





