Vaias a Lula 1
Em sua triunfal entrada em Jerusalém, a pedido de alguns fariseus para que fizesse a multidão parar de aclamá-lo, Cristo respondeu: ''Se estes se calarem, as pedras clamarão'' (Lucas, cap. 19, vs. 37/40). Semelhantemente à multidão que aplaudiu Cristo, as pessoas presentes à abertura do Pan no Maracanã, na última sexta-feira, reagiram à presença do presidente Lula. A diferença é agora, em vez de aclamado, o ''messias'' brasileiro foi vaiado seis vezes! Foi o clamor das pedras contra as falcatruas e corrupção que grassam no país com a leniência de um presidente que já chegou ao disparate de se comparar a Cristo, mas diferente do Mestre - portador de suficiente moral para se indignar ante as injustiças e iniquidade - amarelou e não leu o discurso que tinha em mãos.
WALTER DE OLIVEIRA (serventuário da Justiça aposentado) - Bandeirantes

Vaias a Lula 2
Acostumado a contar sua vida de retirante em longos discursos para claques organizadas e pagas para aplaudi-lo, Lula constatou - com tristeza - que as vaias no Maracanã vinham de uma platéia diferente daquelas beneficiárias das ''bolsas'' e que, puxadas pelos ''cumpanheros'' bajuladores, deliram até com os mais chulos termos usados com frequência pelo presidente. Salve o regime democrático no qual os cidadãos podem e devem extravasar sua indignação por tudo o que de errado acontece no país.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina

Vaias a Lula 3
Por que será que a platéia vaiou Lula na abertura do Pan? Ora, presidente, pare e pense: Será que seu governo favorece alguma classe em detrimento de outras? Será que encobrir falcatruas com o uso do poder satisfaz o povo? Será que proteger o próprio irmão e seus companheiros de luta usando a máquina do governo é ético? Será que encobrindo mensalão, propinoduto, distribuição de pilhas de dinheiro a Ongs duvidosas, compra de votos no Congresso, deixa o povo bravo? Por isso, e muito mais, é que o povo o vaiou e continuará vaiando.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Vaias a Lula 4
Mais uma vez o povo mostrou a sua força. Desta vez, no Rio de Janeiro, na cerimônia que marcou o início dos Jogos Pan-americanos. As quase 90 mil pessoas que lotaram o Maracanã vaiaram o presidente Lula quando ele se preparava para declarar abertos os jogos. Para que a humilhação não fosse maior, o cerimonial decidiu que a abertura dos jogos não fosse feita pelo presidente. Para que tenhamos um Brasil melhor temos que deixar de ser omissos e nos posicionar por intermédio da crítica, do desabafo e do voto.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Camelôs 1
O que aconteceu na semana passada com os camelôs em Londrina beira o caos e a falta de referência do que é legal e correto ficou latente. A lei prevê que a pirataria é crime e como tal deve ser tratada. Não é porque a prefeitura apoiou esse ''esquema'' para a comercialzação dessas mercadorias que a atividade ficou dentro da lei. Agora, se a Polícia Federal possui um aparato tão grande quanto o que apresentou com tamanha voracidade, por que então não impedir que essas mercadorias cheguem ao consumidor? Não é nas fronteiras que isso acontece? Por que não barrar isso lá?
CESAR EDUARDO PINHEIRO (professor de História) - Londrina

Camelôs 2
O que muitos desconhecem quando compram produtos piratas é que por traz de tudo isso há trabalho infantil e/ou escravo, contrabando, tráfico, descaso com as produções artísticas, sonegação de impostos. Trabalhamos 135 dias só para pagar impostos que muitos acham mais cômodo sonegar. Essa é mais uma face do vergonhoso jeitinho brasileiro. É justa a manifestação de quem se sente lesado (manifestar, não vandalizar). São curiosas também as ações da Acil. Organiza um protesto teatral contra a violência, depois recorre à Polícia Federal para tomar medidas contra o comércio dos camelôs. Talvez, esperasse um ''amém pacífico'' dos camelôs. Já a prefeitura encontra para uma saída onde os fins justificam os meios: o importante é dar empregos.
JOSÉ OSVALDO HENRIQUE CORRÊA (estudante de História) - Londrina

Samba de luto
A comunidade do samba de Londrina está de luto. Perdemos na semana passada Diamente Negro, o nosso eterno rei momo. O trono está vazio, mas nossos corações estão com ele aonde ele estiver. Temos certeza que ele sempre irá nos olhar com sua alegria contagiante. Muito obrigado, Diamante pela alegria que você nos deu.
ANDRÉ EDUARDO GUISLÉRI e SÉRGIO ADRIANO GUISLÉRI (presidente e diretor da Escola de Samba e Torcida Organizada Sangue Azul) - Londrina

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