CARTAS
Camelôs
A ignorância da lei não nos isenta do crime. Fosse assim, bastaria dizermos que não sabíamos e estaríamos livres. Os camelôs trabalham com informática e é cinismo dizer que não sabiam o que estavam fazendo. Também não são pobrezinhos, pois existem lojas de menor valor e não negociam produtos ilícitos. Comerciantes que não sabem que é preciso nota fiscal? No mesmo dia, a polícia civil fez o mesmo com os ferros-velhos e ninguém os defendeu. Eles também não têm direito de trabalhar ou não são pais de família? E quanto às lojas e às fábricas prejudicadas pela pirataria, contrabando e descaminho, o prefeito Nedson também vai emprestar o nosso dinheiro para eles? Dizer que a PF foi culpada chega ser infantil. Ela apenas obedeceu a uma ordem.
ANDREA FURUUCHI GAGNI (comerciante) - Londrina
Indignação
Essa é a palavra que expresso em relação à atitude infeliz da Acil em apoiar os abusos cometidos contra os mais de 300 comerciantes devidamente estabelecidos, com firma registrada, no Camelódromo Central. Em vez de orientar e dar todo suporte necessário para que possam exercer suas atividades de forma regular, a entidade preferiu manifestar o seu apoio ao uso da força, não dando aos mesmos o legítimo e amplo poder de defesa. Esses comerciantes foram apunhalados pelas costas pela entidade que deveria defendê-los. Só espero que eles não voltem a ocupar as ruas de Londrina, instalando-se em frente às lojas dos filiados da Acil.
AHMED EL SAYED (comerciante) - Londrina
Truculência
Estamos estarrecidos diante da ação truculenta da Polícia Federal e da Receita. Sou um dos comerciantes que trabalham no Camelódromo Central e, como todos, também tive prejuízos. Além de quebrarem vidros e portas do meu estabelecimento. O camelódromo emprega mais de setecentas famílias. Todos sobrevivem desse comércio, a maioria tem alvará de funcionamento e firma aberta. No entanto, fomos tratados como bandidos. A finalidade do Estado é agir como mediador dos conflitos entre os diversos grupos sociais, promover a conciliação, amortecer os choques dos setores divergentes para assim evitar a desagregação da sociedade. Isso sim seria alcançar a harmonia entre os grupos rivais (Acil), preservando os interesses do bem comum.
SAMUEL DOS SANTOS (comerciante) - Londrina
Operação da PF
Adolescente quando faz algo errado costuma dar o máximo número de desculpas ao invés de reconhecer o erro. O fato ocorrido semana passada em Londrina possui algumas semelhanças com esse comportamento juvenil: os trabalhadores do camelódromo reclamam da ação da Polícia Federal, mas sabem que estão sujeitos a isso. Nenhum camelô é ignorante do risco que corre trabalhando num shopping popular. Se ele não vende produtos ilegais, seu vizinho o faz. A operação Capitão Gancho 2 faz parte do papel que a PF deve desempenhar.
BETANIA CELLI RODRIGUES (jornalista) - Londrina
Lição de Dunga
Espero que o técnico Dunga siga o exemplo dado por Felipão - que excluiu o Romário por se desfazer da seleção - e faça o mesmo com Ronaldinho, Ronaldo e Kaká. Espero que fiquem descansando muito tempo longe da seleção. Enquanto o lutador Diogo Silva, do taekwondo, chora ao escutar o Hino Nacional, eles pedem dispensa da seleção brasileira de futebol.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis
Reserva legal
Muito claro e oportuno o ponto de vista do agricultor Demerval Silvestre ontem na FOLHA (''Reserva legal, socializar responsabilidade'', Espaço Aberto, pág. 2). Urge uma legislação mais realista que a atual. Somos taxados progressivamente pelo governo (ITR) se não derrubamos todas as matas poossíveis de serem derrubadas na propriedade, pois se não atingirmos o GU (grau de utilização) de 80%, pagamos mais imposto sobre estas terras. Quando compramos uma propriedade, somos obrigados a ''doar'' mais de 20% da propriedade para áreas para reserva legal, preservação permanente, etc. Por que só o agricultor tem que pagar por estas áreas que são um benefício para toda a sociedade? Por que este ônus não é de todos?
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba
Correção
- Foto publicada ontem na seção ''Tira Dúvida'' da coluna Informática (Economia, pág. 4), não faz parte da nota sobre MP3 Player. Trata-se do gravador de DVD Samsumg, que acaba de chegar ao mercado brasileiro.
- Na reportagem ''A mania de ter manias'' (Paraná/Geral, pág. 9, 15/07), o psicólogo Alfredo Sallum esclarece que não indica qualquer tipo de procedimento ou tratamento, como também nenhuma abordagem teórica específica em psicoterapia para o TOC.





