Saúde pública
Quando um paciente morre por negligência, imperícia ou omissão do médico ou do atendente, estes são responsabilizados pelos seus atos e respondem judicialmente por isso. Chegando às vezes perder o emprego e serem condenados a pagar indenização. Mas quando o paciente morre na fila dos hospitais por falta de UTI ou por falta de médicos para atender, quem deve ser responsabilizado? Arrecada-se milhões de reais com a CPMF, se esses recursos estivessem realmente sendo aplicados na saúde pública não haveria falta de UTIs e nem de médicos. O Executivo deveria ser responsabilizado por desvio de recursos e o Legislativo por negligência, vez que deixa de fiscalizar o uso desse dinheiro. Fica a sugestão para o Ministério Público investigue quanto se arrecada e quanto é aplicado na saúde pública.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina

Cidadania
CPI, crise aérea e insegurança viraram rotina. Poucos se indignam, pois a massa não compreende o significado de cidadania. A idéia de cidadania sempre está vinculada à de doação e só pobre é quem ajuda pobre. O indivíduo sem informação não tem liberdade para impor o mínimo de caráter às pessoas que dirigem nosso país e reivindicar as prestações de contas do destino do dinheiro público. Li na edição do dia 22/06 da FOLHA que um jovem faleceu depois de agonizar 70 horas por não conseguir uma vaga na UTI de um hospital. Isto aconteceu porque o dinheiro dos nossos impostos serve para uma minoria. A família deste jovem tem que incriminar os homens públicos que administram tais verbas. Ao invés de investirem em educação, segurança e saúde beneficiam a si mesmos com o dinheiro desviado.
ANUAR HASSAN PARACAT (professor de Geografia) - Ivaiporã

Ética no Congresso
Acho que é preciso algum professor ir até o Congresso Nacional e ensinar alguns senadores o que significa a palavra ética. Depois, aproveitando a oportunidade, dar umas voltas por lá ensinando outras pessoas a falar o nosso idioma. O senador Renan Calheiros deveria estar dando palestras em todo Brasil para os pecuaristas que não conseguem equilibrar seus orçamentos. Fica a sugestão ao político que, com sua atitude desavergonhada, coloca os demais colegas numa situação de descrédito perante os eleitores que não compactuam com este gesto oportunista de legislar em benefício próprio.
VALTER APARECIDO LANDGRAF (consultor em agronegócios) - Cornélio Procópio

Nova inquisição
Fiquei triste ao ler a notícia de que a única igreja de Cristo é a Católica. Algum tempo atrás, foram feitas afirmações graves contra os muçulmanos. Agora, vem essa afirmação. Até quando? Fui católico durante 42 anos. Hoje com 44 anos, tornei-me evangélico. Na igreja ''que não é de Cristo'', tive um encontro com Jesus. Detalhe: não procurei para receber graça nem bênção. Humilhei-me, confessei meus pecados, arrependi-me, perdoei e pude ver e sentir a presença de Deus em minha vida. Não é a igreja que nos trará a salvação e sim nossas ações no dia-a-dia. Ir à igreja e ter o Senhor na hora da oração, do evangelho, de um louvor avivado é fácil, mas ter o Senhor como o Senhor das nossas vidas é um exercício difícil. A salvação está nas mãos de Deus apenas. Somente Deus pode ou não conceder a salvação da humanidade.
MAURÍCIO DE CASTILHO QUEIROZ (engenheiro civil) - Londrina

Justiça restaurativa
Gostaria parabenizar o professor Cezar Bueno pelo seu projeto de justiça restaurativa comentado na reportagem ''Vítima e infrator frente a frente'' (Opinião, pág. 3, 10/07). Será que com tal justiça não poderia crescer a discriminação social entre infrator e vítima? Concordo que a cadeia não recupera, porém deveria recuperar pelo tanto de dinheiro que sai de nossos bolsos para manter marginais presos. Não podemos culpar os pais que tentam educar seus filhos de maneira correta, mas seu caráter foi induzido à marginalidade. Não deve ter desgosto maior para um pai do que acordar no meio da noite para tentar livrar seu filho da cadeia.
FERNANDO GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina

Trabalho do adolescente
A criança que trabalha não tem direitos trabalhistas e está ocupando a vaga de um adulto no mercado de trabalho. Por que os filhos de famílias com boas condições econômicas merecem praticar esportes ou atividades culturais quando estão na escola e os filhos de pais pobres precisam trabalhar? Crianças e adolescentes têm direitos iguais a educação e lazer. Mais de 3 milhões de meninos e meninas entre 5 e 16 anos trabalham no Brasil. Duas, de cada 10 crianças trabalhadoras, não frequetam a escola e, como consequência, a taxa de anafalbetismo entre essas crianças atinge 20,1% contra 7,6% no caso das crianças que não trabalham. Dentre os adolescentes que trabalham, somente 25,5% conseguiram concluir os oito anos de escolaridade básica, enquanto entre os adolescentes que não trabalham, esse percentual é significativamente maior: 44,2%.
ANTONIO MARCOS LUZ (professor) - Florestópolis

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