Camelôs 1
Gostaria de parabenizar as autoridades responsáveis pela operação no Camelódromo Central de Londrina. Até que enfim alguém resolveu colocar fim à impunidade que havia tomado conta de nossa cidade. Fico triste de ler comentários dizendo que os camelôs são coitados, que estavam trabalhando e gerando emprego. Ora, quantos e quantos empregos formais estão se perdendo com esses camelôs e sua concorrência desleal? Por que não vendem produtos legais e pagam impostos como os demais comerciantes? Pirataria é crime e deve ser combatida como qualquer outra contravenção, sem distinção.
VANDRÉ JOSÉ BARIONI MATOS (empresário) - Londrina

Camelôs 2
É de se estranhar que a megaoperação da Polícia e Receita Federal no Camelódromo de Londrina, a pedido da Acil, ocorra poucos dias após o governo federal baixar normas que pretendem formalizar os sacoleiros e seus pequenos comércios. A ação mais eficaz, a bem dos empregos gerados e da satisfação de seus clientes, seria a convocação dos camelôs para firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que disciplinasse sua atuação. Da forma como ocorreu, com tal aparato de policiais e viaturas, mais se assemelhou à guerra contra o crime organizado e o tráfico nos morros cariocas. Não se trata aqui de defender a impunidade ou a ilegalidade, mas de aplicar os princípios constitucionais da razoabilidade e proporcionalidade. A Receita, quando investiga os maiores sonegadores de impostos da cidade, muitos deles comerciantes, o faz de forma sigilosa por obrigação da lei. Onde está a isonomia?
FÁBIO CAVAZOTTI (jornalista) - Londrina

Camelôs 3
Estão corretíssimas a Polícia e a Receita Federal que têm a obrigação de combater para preservar os direitos de quem age na legalidade, porém erraram em ser tolerantes por muito tempo. Também não se justifica danificar outros estabelecimentos e conturbar a ordem, isto é coisa de baderneiros e não de microempresários como se auto-intitulam os camelôs. É só apresentar as notas e confirmar a propriedade dos produtos que estão à venda. É profundamente temerário ainda quando o prefeito Nedson defende a ilegalidade em sua fala meramente populista. Pelo cargo que ocupa, o prefeito deve defender quem atua na legalidade, paga os impostos e é ordeiro, e não justificar o ilícito.
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador) - Londrina

Camelôs 4
A Prefeitura de Londrina financiou e concedeu alvará de funcionamento ao Camelódromo Central. Tais facilidades provocaram prejuízos àqueles que trabalham com produtos com procedência, tornando desleal a concorrência. Só por isso alguém já deveria estar atrás das grades. No entanto, fica mais fácil para nossas autoridades transformar a cidade num campo de guerra do que punir os verdadeiros responsáveis pelo contrabando e descaminho.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Camelôs 5
Inconsequente a ação das polícias federal e militar e da Receita no centro de Londrina. Não sou a favor da pirataria, do contrabando ou do descaminho de mercadorias, mas também não concordo com uma atitude arbitrária e descabida como a realizada no Camelódromo Central. A fiscalização e apreensão de produtos ilegais são necessárias? Evidente que sim, melhor se tal ação for feita de uma forma ordeira e civilizada. Lamento pelos trabalhadores que foram injustiçados pela ação truculenta da polícia. Será que esta ação vai ser estendida por todo o comércio? A Acil irá cobrar tal operação para todos os comerciantes?
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina

Dom Orlando
Sempre leio a página de opinião da FOLHA, um espaço democrático onde todos podem manisfestar sua opinião sobre os temas atuais. Porém, fico esperando o sábado para ler a mensagem do nosso pastor, dom Orlando Brandes, um homem de Deus que - com sabedoria e autoridade - nos dá respostas a questionamentos inseridos nesta mesma coluna e nos fala das verdades da Bíblia. Ele nos traz conhecimento e nos desperta para uma vida cristã autêntica.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã

Espaço Aberto
Gostaria de parabenizar a FOLHA pelo espaço que oferece para opiniões sobre temas atuais. Os artigos de ontem (Espaço Aberto) sobre a espiritualidade ecológica e a aneroxia são atuais e profundos. Como professor, utilizo muito estas opiniões. O artigo do Frei Ildo é um convite para mudarmos de atitude diante da natureza. Se as religiões devem mudar de postura e ter uma espiritualidade ecológica, as nossas escolas também precisam ter uma verdadeira educação ecológica que ajude a preservar a vida e cuidar da criação.
CLÁUDIO BARBOSA (professor) - Londrina

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