Operação da PF 1
Se de um lado, é correto reprimir as ações ilegais como o contrabando de mercadorias falsificadas como fizeram a Receita e as polícias federal e militar ontem em Londrina; de outro, há que se levar em conta que os camelôs estão exercendo uma atividade ilegal face à incapacidade do Estado em prover educação, saúde, desenvolvimento econômico e empregos para os cidadãos. Portanto, os trabalhadores informais não podem ser tratados como bandidos tão-somente em meio às bombas atiradas pela polícia. Merecem o respeito pois são vítimas, como tantos outros brasileiros, de anos de má administração deste país. Antes de reprimir crimes e contravenções, o Estado deve assumir seu papel no desenvolvimento da nação e na criação de oportunidades a todos.
PAULO SÉRGIO RIBEIRO VIEIRA (professor) - Londrina

Operação da PF 2
Fico triste ao ver a paz dos trabalhadores londrinenses sendo trocada pela violência estúpida (inclusive com bomba de efeito moral) da Polícia Militar. As pessoas se esforçam para ganhar o pão de maneira digna e vem ordem federal para denegrir a imagem dos trabalhadores. Ouvi um delegado federal dizer sobre esse tipo de comércio não é legal por causa das notas fiscais, e os políticos e donos de empreiteiras que sonegam impostos e aparecem na TV dando risadas e não acontece nada? Se a Polícia Federal quer mostrar serviço, por que que não mexe em Brasília? Não sou a favor da sonegação, mas sou contra a impunidade e o privilégio dados a políticos e apadrinhados.
EMANUEL JOSÉ DE PAULA (padre) - Londrina

Operação da PF 3
Segundo a Constituição, é obrigação do Estado garantir ao trabalhador o direito ao trabalho e a um salário que garanta a subsistência dele e da família. Contudo, na prática tanto o direito ao trabalho como o direito à renda são muitas vezes violados e não são raros os casos de desemprego. A própria declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 23º) diz que ''toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego''. Não sou a favor de ''coisas'' ilegais, mas o Brasil tem problemas bem maiores do que estes. É fácil sentar-se sobre o ''rabo'' e falar da vida alheia, difícil é ser um destes brasileiros. Estes sim merecem o meu respeito.
JACQUELINE MACEDO FERNANDES (estudante de Publicidade e Propaganda) - Londrina

Casa do Papai Noel
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) na época da construção da casa do Papai Noel (edificada com recursos da entidade), fiquei triste, mas não surpreso, com a notícia publicada ontem na FOLHA (Cidades, pág. 4) sobre o abandono do imóvel que foi repassado pela Acil à Prefeitura. Esta notícia reflete o momento que nossa cidade vive em praticamente todas as áreas onde o poder público é responsavel. Milhares de crianças e adultos se emocionaram quando a casa do Papai Noel, sob a responsabilidade da Acil, servia como importante ponto turístico e cultural de Londrina. É preciso que a sociedade, verdadeira ''dona'' da cidade, se posicione com firmeza - como fez recentemente na manifestação pela segurança - cobrando dos políticos o mínimo de respeito e cuidado com nossa cidade.
ABILIO MEDEIROS JUNIOR (imobiliarista) - Londrina

Demolições
Revoltei-me com a demolição do banheiro público do Bosque, com as alegações de que era ponto de tráfico, uso de drogas e presença de desocupados. O correto teria sido colocar um responsável para cuidar durante o dia e trancá-lo à noite. A população mais uma vez foi prejudicada, pois nenhum comerciante permite que ''os apertados'' façam uso do banheiro de seu estabelecimento. Não é destruindo que se constrói. Torço para que os comentários de que vão demolir outro banheiro público no Calçadão não passem de boato e que a população se manifeste, pois estas obras foram construídas com o nosso dinheiro.
ROSANE FERNANDES DE ARAÚJO (funcionária pública) - Londrina

Incêndio em terreno
No último domingo, liguei para o 193 e comuniquei aos bombeiros que havia um incêndio em terrenos em frente à minha casa. Como as chamas eram altas, tentei evitar que o fogo atingisse uma árvore e a fiação (o que graças a Deus consegui). Mas o pior aconteceu quando a viatura do Corpo de Bombeiros chegou. Visivelmente chateado por ter sido acionado para um incêndio em terreno vazio, o chefe da equipe disse que quando houver fogo em uma parte do terreno o melhor é atear fogo em tudo de uma vez para evitar que algum ''engraçadinho'' faça isso. Disse ainda que fogo não alcançaria a fiação pois não subiria pela árvore. Pedi desculpas por haver incomodado o tal senhor e retirei-me com a sensação de ser uma perfeita idiota porque o fogo não ameaçara minha casa, mas bens alheios, inclusive o Parque Arthur Thomas.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (terapeuta floral) - Londrina

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