Recado a Requião
Gostaria que o governador Requião me respeitasse como cidadão e como seu eleitor. Aqui, governador, o maior problema não são as brigas de vizinhos e acertos de contas entre familiares (Cidades, pág. 1, 06/07). O que nos atormenta são os assaltos à mão armada em lojas e residências, assaltos seguidos de morte e outros delitos que atingem e matam inocentes. Para proteger os cidadãos, que regiamente pagam seus impostos, é preciso um trabalho qualificado de policiamento preventivo. Blitze intensas e frequentes, e policiais nas ruas trazem resultados positivos. Isso deveria ser uma prática permanente. Não, nós não precisamos de ''policiais babás'' e nem que prenda a cidade inteira, como o sr. ironizou. Se tiver poderes para tal, prenda apenas os políticos ladrões do nosso dinheiro e das nossas esperanças que os nossos problemas começarão a ser resolvidos.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Caso Zanella
Corajosa e louvável a afirmação do juiz de Direito, Ronaldo Sansone Guerra, quando, decepcionado e resignado, declarou: ''Eu, como pessoa comprometida com o ideal de Justiça não posso concordar que um caso desses não seja resolvido em dez anos. Eu tenho vergonha de ser juiz''. Parabéns, o seu sentimento de revolta reflete o que ocorre com a realidade do judiciário brasileiro. No caso da morte do estudante Rafael Zanella fica clara a subjetividade, morosidade e complicação do judiciário. Infelizmente, em todas as áreas do Direito ocorrem estes procedimentos ''tartaruga''. Dona Elisabetha Zanella, Não esmoreça, vá em frente. Se a justiça da Terra não resolver, a justiça Divina ajustará as contas com os culpados da barbárie que fizeram com seu filho.
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina

Burocracia
Em agosto de 2006 recebemos em nossa casa um intercambista da Alemanha. Uma das orientações era que no máximo em 30 dias deveria ser providenciada a carteira de estrangeiro. Procuramos a Delegacia da Polícia Federal e fomos bem atendidos. Preenchemos a documentação, pagamos as taxas devidas, porém, esta semana o intercambista retornou ao seu país e a carteira até hoje não ficou pronta. Por outro lado, minha filha viajou aos Estados Unidos e lá o documento - que é opcional - foi conseguido em menos de uma semana e recebido pelo correio. Como podemos aspirar sermos um país de primeiro mundo com tanta ineficiência?
CÁSSIO JOSÉ DE ABREU (médico) - Londrina

Chega de violência!
É muito gratificante ver que a mobilização da sociedade civil gera resultados. A passeata unida ao fechamento do comércio conseguiu, na última quinta-feira, pressionar o governo estadual a enxergar a situação absurda de violência que se espalha por Londrina. Finalmente, estou vendo policiais nas ruas do centro de Londrina!
RAFAELA FRAZÃO KIREEFF (advogada) - Londrina

Excesso de zelo
O juiz Bento Luiz de Azambuja Moreira (aquele que não gosta de chinelos de dedo) depois de oferecer um de seus sapatos usados ao trabalhador Joanir Pereira, vem mais uma vez a público dizer que ''foi excesso de zelo'' não ter permitido a audiência já que o trabalhador trajava ''boa camisa e boa calça''. A ''bola de cristal'' que o juiz não tem, poderia previdentemente ter evitado tanto falatório. Não fosse ele próprio se denunciar abertamente, ao dizer que já cancelou outras sete audiências pelo mesmo motivo, admirado que nestas ocasiões não houve qualquer reação por parte dos advogados. Seria melhor ele não fazer mais nada para tentar justificar seu ato, pois cada vez que tenta fazê-lo o remendo fica pior do que havaianas amarradas com arame.
MÁRCIA REGINA RODRIGUES (cirurgiã dentista) - Londrina

Ética no Senado
O senador Osmar Dias (PDT-PR) agradece aos leitores da FOLHA, Walter Costa Barroso e Rubens Hering, pelo apoio e pela manifestação publicada neste espaço e esclarece que defende a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado enquanto o senador estiver sendo investigado. Osmar considera que a permanência de Calheiros no comando da Casa afeta a credibilidade do parlamento e atrasa a votação de matérias importantes. O senador lembra que, em outros casos de denúncias envolvendo presidentes do Senado, votou abertamente pela cassação de Antônio Carlos Magalhães e, na condição de relator do processo contra Jader Barbalho, recomendou a cassação do parlamentar paraense. Osmar, que também votou pela cassação do senador Luiz Estevão, salienta que é autor de um Projeto de Resolução que impede que o parlamentar acusado de corrupção use da renúncia para fugir da perda do mandato e da cassação dos seus direitos políticos.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO SENADOR OSMAR DIAS - Curitiba

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