Trabalho infantil
  Até que enfim vejo uma autoridade defender o trabalho infantil. É um absurdo essa lei proibindo o trabalho de menores de 14 anos. Em muitas famílias, os pais precisam trabalhar e não têm com quem deixar os menores, deixando-os na rua à mercê de todos os males. Se o menor estiver trabalhando, ele não terá contato com pessoas indesejadas para levá-lo ao vício, roubo e tráfico. Claro que o menor tem que estudar, que se estabeleça uma obrigatoriedade quanto ao menor no trabalho. Parabéns promotora Édina Maria de Paula pela coragem e por enxergar que é melhor o adolescente trabalhar do que vê-lo no crime e na prostituição.
DOMINGOS MARCONATO
(aposentado) Londrina

Chega de luto
  Foi a alma coletiva de Londrina que se plasmou no Calçadão, na manhã da última quinta-feira, e fez ecoar o dramático apelo aos agentes públicos. Em relação a estes, caso persistam na surdez e na miopia, recairá a censura indelével e implacável da história. E na hipótese de padecerem ainda de escassez de memória, cumpre recordar-lhes que ‘‘todo o poder emana do povo’’.
CELSO ZAMONER
(professor universitário) Londrina

Vestes do brasileiro
  Gostaria de parabenizar o advogado Sérvio Borges da Silva pelo artigo ‘‘As vestes do brasileiro’’ (Espaço Aberto, pág. 2, 6/7). Este caso relatado é simplesmente deprimente, pois um trabalhador ter a sua audiência suspensa por não estar adequadamente trajado é um absurdo. O juiz, que teve a audácia de suspender a audiência por um motivo banal, não tem bom-senso e provavelmente não conhece a realidade de humildes trabalhadores. Aquele nobre trabalhador, dentro das suas limitações, ajuda a pagar o bom salário recebido pelo juiz. Aproveito para pedir a transferência deste juiz para Brasília, pois lá ele terá a oportunidade de atender gente de fino trato no seu dia-a-dia em meio a processos de corruptos bem trajados, dignos de um merecedor atendimento da justiça.
JUSTINO CORREIA FILHO
(técnico em agropecuária)
Bela Vista do Paraíso

Ostracismo já!
  Nossa democracia está cada vez pior. A desigualdade social aumenta a cada dia. Uma grande parte desse problema se deve a nossa administração pública. Pessoas despreparadas assumem cargos importantes. Uma vez no poder, são corrompidas pelo dinheiro e pela ganância. Esquecem do motivo real para o qual foram escolhidas e um sentimento de egoísmo faz com que só tenham o objetivo único de conseguir mais e mais dinheiro para si próprias. Todo aquele altruísmo que aparentavam na campanha política não passava de demagogia. É nessas horas que deveríamos retroceder no tempo e fazer valer a lei que Clístenes (um importante cidadão ateniense que viveu anos antes de Cristo) instituiu para políticos cuja cobiça pudesse ameaçar a democracia: pena de ostracismo.
ELIÉZER SHIGUEO
TAKAHASHI LUCIANO
(estudante de Administração
de Empresas) Marilândia do Sul

Culpa da imprensa
  Os brasileiros, principalmente, os paranaenses, podem voltar a dormir tranqüilos. Comerciantes, pedestres, passageiros de ônibus, estudantes, professores, enfim toda a população não precisa mais se preocupar com a violência em nossas cidades. Dois ilustres falastrões, nosso amável governador e nosso letrado presidente, descobriram quase simultaneamente a causa de tanta insegurança: a imprensa, essa famigerada causadora de tantas mortes, assaltos, raptos e mais uma infinidade de malefícios que atormentam a população. Doravante, não se lerá mais jornais e revistas, não ligaremos as televisões e rádios e não mais sairemos de casa. Esta aí a grande solução para nossos problemas. Depois dizem que políticos não têm idéias.
DARCY BRAZ GUEDES
(mecânico) Londrina

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