Já ganhou!
O presidente Lula afirmou que, na questão da invasão das favelas cariocas, o governo precisa ''competir'' com o crime organizado. Por favor, presidente, não seja modesto. Afinal, com tantos escândalos como mensalão, nem precisa competir. Já ganhou, e faz muito tempo.
RUBEM DE OLVEIRA CAUDURO (professor) - Londrina

Trabalho infantil
Parabéns à promotora da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, pela coragem de se manifestar favorável para que adolescentes possam trabalhar e estudar. É muito difícil ver uma promotora (o) ou um juiz se manifestar fora do que diz a lei (no caso a Lei Federal nº 8.069/90). Às vezes eles ignoram a realidade para acatar estritamente o que contém a lei. Fui presidente do Conselho Tutelar de Barbosa Ferraz, por seis anos, e já tive os mesmos problemas e queixas citados pela promotora à FOLHA.
NELSON CARLOS FERREIRA (aposentado) - Barbosa Ferraz

Trabalho infantil 2
Ao completar 13 anos de idade, meu pai arrumou-me colocação numa firma. Trabalhei seis meses sem remuneração alguma. Em seguida, passei a receber 1/2 salário mínimo, para depois de um ano receber o mínimo integral. Aos 17 anos, já era chefe de seção. Aos 30 anos, montei minha própria firma, onde trabalho até hoje com 70 anos completos. Vejo o governo muito preocupado em melhorar a estatística do trabalho infantil. O Brasil não é a Suíça, nossas crianças estão ociosas na rua. A rua e o ócio são péssimos companheiros.
CLAUDIO ANICI (comerciante) - Ivaiporã

Trabalho infantil 3
Acredito que menor tem e deve trabalhar. É lógico que algumas atividades não devem ser exercidas por eles, mas outras são predominantes na formação do caráter de qualquer pessoa. Trabalho desde os 12 anos e nunca me atrapalhou em nada estudar. Tive uma empresa que havia dois funcionários de 15 anos trabalhando comigo, registrados em carteira e tudo mais, mas tive que dispensá-los pois a ''lei'' exigia. Um deles está se perdendo na droga e o outro faz bicos entregando folhetos.
ANDRÉ FERREIRA DE CARVALHO (corretor de imóveis) - Cianorte

Trabalho infantil 4
Sou advogado há 33 anos. Quando tinha 7 anos fui engraxate em Cornélio Procópio. Com 15 anos trabalhei em um escritório de contabilidade e nada disso me atrapalhou. O trabalho dignifica o corpo e purifica a alma. Se as crianças e adolescentes não obtêm ''uns troquinhos'' para ajudar na renda familiar ou para gasto pessoal e os pais não podem suprir, forçosamente vão para outro caminho. Esqueçam os acordos internacionais da criança. Isto é para país desenvolvido e rico. O Brasil é o país do Bolsa Família, portanto, país de pobres. E pobre tem que trabalhar.
ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO (advogado) - Barbosa Ferraz

'Chega de Luto'
Quero parabenizar a toda a sociedade civil organizada pela manifestação ocorrida na manhã de quinta-feira, demonstrando o quanto Londrina considera grave a situação de insegurança. Merecem créditos os comerciantes da região central que fecharam seus estabelecimentos durante a manifestação, demonstrando que a cidade não cede mais às alternativas que apenas oferecem uma efêmera sensação de segurança. Demonstraram que a verdade precisa ser exposta. Chega de luto e de mentiras.
MARCOS COLLI (advogado) - Londrina

Chega de Luto 2
O comando do policiamento atendeu os pedidos da comunidade nas áreas de comércio central de Londrina. Toda a manifestação feita de forma organizada é merecedora de prestígio independente de quem a provoca quer seja o cidadão ou por representação. O direito de se expressar com tranquilidade, de ter sua intimidade preservada, sem que sua integridade física, moral e patrimonial seja colocada em risco, são assegurados por lei e pela Constituição, não obstante, nunca socorrerá os que dormem.
ALEXANDRE MAGNO DE FREITAS (advogado) - Londrina

Chega de Luto 3
Sou argentino, e conheço tudo sobre passeatas e protestos. Participamos desde pequenos na escola e, quando adultos na faculdade. Fui participar do protesto - ou como queira ser chamado - de Londrina e as autoridades evangélicas ou católicas começaram a ler evangelhos e rezar o pai-nosso. Queria era ver cobrança, relatos de familiares, alguma autoridade do governo se manifestando, marchinhas de protesto, buzinaço ou panelaço. Era uma missa! De minha parte, não vou mais. Se quisesse ouvir sermão religioso ia à igreja. Boa missa para os que forem nos próximos manifestos.
LUIS EDUARDO BUSTO (empresário) - Londrina

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