Trabalho infantil
Concordo com a promotora Edina Maria de Paula quanto ao trabalho infantil. Comecei trabalhar aos 9 anos como auxiliar de dentista com salário simbólico de CR$ 2,00, dinheiro que quase nunca recebia. Mesmo assim trabalhava porque me sentia útil. Com isso, aprendi a lutar pelos meus ideais e a valorizar o trabalho. Hoje, aos 54 anos, sou microempresário e nunca me arrependi de trabalhar e estudar. A criança precisa se ocupar de alguma atividade nas horas vagas, nem que seja ajudando pai ou mãe para aprender o valor do trabalho. Brincar também é fundamental para o desenvolvimento, mas não devemos deixar nossos filhos na ociosidade, pois ela é geradora de mentes preguiçosas que tendem ao mal.
OSVALDO MARCONATO BOSI (microempresário) - Ibiporã

Caso Zanella
Gostaria de parabenizar o magistrado Ronaldo Sansone Guerra por ter tido a coragem de afirmar ter ''vergonha de ser juiz'' e por haver ''alguma coisa errada na justiça'' (Geral, pág. 8, 04/07). Não é aceitável que um caso envolvendo a morte de um rapaz (Rafael Zenella) durante uma abordagem policial perdure por mais de dez anos. Quem milita no dia-a-dia forense bem sabe que há inúmeros casos que se arrastam por vários anos, muitos dos quais chegam ao final sem uma solução eficaz. Há inúmeros casos pendentes de julgamento, o que torna a vida de um advogado difícil. Como explicar ao cliente que o caso dele encontra-se pendente há três, quatro, cinco anos?
DEMÉTRIUS COELHO SOUZA (advogado) - Londrina

Aula de dignidade
O princípio maior da Justiça é que ela seja acessível a todos. Mas parece que o juiz Bento Luiz de Azambuja Moreira, da 3 Vara do Trabalho de Cascavel, se esqueceu disso quando impediu a audiência de um trabalhador rural que usava um par de chinelos por considerar ser ''incompatível com a dignidade do Judiciário''. Incompatível são atos como esses praticados por pessoas despreparadas para exercer cargo tão importante. E ainda por cima tentou se redimir presenteando o trabalhador com um par de sapatos usados! O trabalhador deu uma aula de dignidade - que juiz tanto preza - ao não aceitar o ''presente''.
YURI AUGUSTUS BARBOSA VARGAS (estudante de Direito) - Londrina

Pirataria
Não sou a favor do comércio ilegal de produtos piratas, e acredito que a Prefeitura de Londrina contribui para ilegalidade e para denegrir a imagem local com o patrocínio a tantos ''mercados populares''. Mas, tampouco, sou a favor do assalto à mão armada que se tornou o preço do cinema londrinense. Ficamos em um dilema grande: o que pagamos para ir uma vez ao cinema, por pessoa, nos permite comprar alguns DVDs via camelódromo ou ambulantes. Está ficando cada vez mais difícil ser direito neste país. O que fazer?
ETIENNE DUIM NARDINI (estudante de Fisioterapia) - Londrina

Lamentável
Tenho acompanhado diversas cartas cobrando uma postura ética do presidente Lula diante dos escândalos de corrupção. Infelizmente, tal postura está longe de ocorrer. O próprio Lula disse: ''Muito me intriga o fato de o Ministério Público e a Polícia Federal estarem expondo os investigados antes de qualquer prova''. É lamentável essa afirmação, uma vez que MP e PF têm feito um ótimo trabalho. Nos dias de hoje em que a população vivencia uma crise política tão vergonhosa, é evidente o descrédito dos governantes. Por essa razão, a frase mais apropriada seria: ''Todos são culpados até que se prove o contrário''.
YARA TALITA BRAGA (estudante) - Londrina

Hotéis de Londrina
Gostaria de parabenizar a FOLHA e a repórter Erika Zanon pela reportagem publicada ontem na Folha Economia sobre a taxa de ocupação de hotéis de Londrina. A matéria veio no momento certo, ainda mais com a matéria de Maringá na sequência. A reportagem conseguiu captar e entender nossa preocupação e anseios.
MAURICI DANTAS (gerente do Hotel Crystal e representante dos hotéis do Lago e Ideal) - Londrina

Álcool na TV
A indústria cervejeira é a primeira a se preocupar com os males decorrentes do consumo excessivo de bebidas. Pesquisas científicas indicam que os países que conseguiram enfrentar o problema adotaram medidas rigorosas coibindo a venda de álcool a menores e utilizando ostensivamente o bafômetro nas estradas, o que, infelizmente, não ocorre no Brasil. Entendemos a manifestação popular, como a reportada em matéria desta FOLHA (''Manifestção pelo fim da propaganda de álcool na TV'', pág. 10, 01/07), mas queremos reforçar que é preciso cobrar a ação do Estado, que tem o dever de coibir a venda de álcool a menores de idade e evitar que motoristas dirijam embriagados.
MARCOS MESQUITA (superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja - Sindicerv) - São Paulo

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