CARTAS
Vergonha de ser juiz
Não tive o prazer de conhecer o juiz Ronaldo Sansone Guerra, tão pouco tenho lembrança do mencionado caso Zanella, mas sou obrigado apoiar a atitude deste nobre cidadão. Conforme a reportagem de ontem da FOLHA ''Eu tenho vergonha de ser juiz'' (Geral, pág. 8), em razão do sétimo adiamento de um julgamento ele fez um desabafo que tenho certeza também é da maioria de seus pares. Esta demonstração soma com aquilo que todos já sabem: necessitamos urgentemente de reformas no Judiciário. Mas as reformas estão nas mãos daqueles que elegemos. Convido a todos a mandarem e-mail ou carta para o seu candidato pedindo tais reformas. O juiz Ronaldo demonstrou que joga no time dos bons e nós necessitamos daqueles que jogam neste time.
WILSON DE OLIVEIRA LOVATO (aposentado) - Londrina
Caso Jenifer
Acompanho diariamente as notícias deste jornal e, terça-feira, fiquei indignada ao ler a reportagem sobre a pequena Jenifer (Cidades, pág. 5). Uma criança que não tem culpa de ter uma rara doença tem negado o direito a um tratamento médico, contrariando o direito que cada um tem de receber assistência médica gratuita. Pior ainda é a alegação do desembargador José Vidal Coelho - ''um grave risco à economia pública'' - para suspender a liminar que garantia a medicação à menina. Ora e os altos salários dos nossos políticos, fora os valores que são roubados descaradamente dos cofres públicos, não seriam milhões de vezes mais prejudiciais à economia pública?
ÉRIKA FABIANA BARDAÇON (estudante de Pedagogia) - Londrina
Jenifer e os deputados
Peço perdão à pequena Jenifer que apesar da minha indignação não me manifestei sobre seu dolorido caso, mas explico meus motivos. Fiquei aguardando a aprovação da aposentadoria dos deputados estaduais. Acho que não preciso falar mais nada. Sobre os dois assuntos só tenho uma pergunta ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Vidal Coelho: quem vai criar ''um grande risco à economia pública'' mesmo? Parabenizo o professor Emilio Roberto de Proença por ter se manifestado ontem na FOLHA a esse respeito. Jenifer estaremos orando por você.
AIRTON JOSÉ CACHONIS (contador) - Londrina
O presente do juiz
Depois do incidente sobre o ''chinelo de dedo'', imaginei que o juiz do Trabalho de Cascavel, Bento Luiz de Azambuja Moreira, refletisse sobre a sua conduta. Após reencontrar o trabalhador rural Joanir Pereira, o juiz disse que não teve a intenção de ofender e o presenteou com um sapato usado! Presente prontamente recusado. O presente foi uma afronta à dignidade do senhor Joanir. Não será um par de sapato que fará dele um homem digno de respeito. Mas se a justiça dos homens não for suficiente para que entenda o significado do respeito à dignidade humana, poderá o juiz encontrar a resposta em Mateus 6, versículos 25-29.
ROSÂNGELA APARECIDA SARAIVA FERREIRA (assistente social) - Londrina
Trabalho infantil
Quero parabenizar a promotora da Infância e Juventude de Londrina, Edina Maria de Paula (Opinião, pág. 3, 03/07), e dizer que sou um dos muitos meninos que conheço que começaram a trabalhar aos 12 anos. Aos 20 anos já tinha cargo de responsabilidade na área de vendas e aos 30 anos fundei e presido uma empresa com mais de mil funcionários. Conheço muitos que começaram a trabalhar cedo e que hoje são pessoas bem-sucedidas profissionalmente. Portanto, tenho que acreditar no trabalho do menor, pois isto só lhe traz crescimento e amadurecimento.
JOSÉ MARIA FERNANDES (administrador de Empresas) - Arapongas
Chega de luto!
Os argumentos de autoridades do Executivo e alguns empresários de que este movimento previsto para hoje em Londrina afugenta os prováveis investidores é chamá-los de ingênuos. Londrina não é uma ilha, está contida no ambiente de insegurança nacional que impera nas médias e grandes cidades. Portanto, na avaliação do investidor aquelas cidades que estão reagindo à situação adversa são as preferidas para localizar o investimento. Neste momento as questões político-eleitoreiras devem ficar em stand by, pois estão se buscando soluções conjuntas para atacar as causas da insegurança. O movimento conclama as autoridades para que através das escolas criem programas educativos comunitários de extensão à família, que venham a conscientizar o combate ao consumo de drogas e álcool, a mudança do horário de venda de bebidas em bares, boates, etc. À medida que os investidores prospectarem em suas análises que nossa cidade tomou medidas com resultados efetivos, seguramente Londrina estará pontuando as preferências dos investimentos e, por consequência, virão os empregos (um dos mais importantes componentes para melhoria da segurança).
JOSÉ ANTÔNIO FONTES (industrial) - Londrina





