Caso Jenifer
É lamentável certas atitudes do Poder Judiciário, como conta a reportagem de ontem da FOLHA (''Vítima de doença rara sofre por falta de medicamento'', Cidades, pág. 5) sobre a pequena Jenifer que necessita de um medicamento de alto custo para continuar a sorrir. O juiz José Vidal Coelho, que graças a Deus não deve ter nenhuma pessoa da família na situação da Jenifer, proibiu a menina de continuar sorrindo ao conceder a liminar que suspendeu o fornecimento de medicamentos para ela. Quem sabe os R$ 1.571,85 mensais (custo da medicação importada) - que o juiz considera ser ''um grande risco à economia pública'' - farão falta para os mensalões de Brasília. São atitudes como esta que me deixam cada vez mais indignado. Deus é pai e a pequena Jenifer continuará a sorrir.
EMILIO ROBERTO DE PROENÇA (professor) - Ribeirão do Pinhal

Trabalho de jovens
Li ontem a entrevista com a promotora Edina Maria de Paula (''Deixa o adolescente trabalhar'', Opinião, pág. 3) e concordo com ela. Sou menor de idade e bolsista do ProUni, terminei o 1º período de Administração na PUC-PR, e preciso urgentemente de um trabalho para me manter na faculdade. Completo 18 anos no próximo dia 23, e isso tem me atrapalhado muito na procura por emprego. Tenho conseguido levar a faculdade com muito esforço e determinação. Meus pais me ajudam, às vezes, mesmo sem poder. É uma situação difícil pois o governo cria bolsas de estudos para pessoas de baixo poder aquisitivo, mas já vi muitos alunos não conseguem se manter na faculdade.
MAURÍCIO DONAVAN RODRIGUES PANIZA (estudante de Administração) - Londrina

Choro no Calçadão
Sábado pela manhã fui agraciado com momentos felizes. O respeitado Clube do Choro, com seus exímios instrumentistas e destacados cantores, apresentou-se no Calçadão. Graças a tão pouco, vivi a deliciosa sensação de um apagão positivo e esqueci a violência e a corrupção que nos cercam. Tudo era só beleza. Por momentos minha alma voltou no tempo e pude emocionar-me junto com tantos outros, ouvindo aquele antológico repertório dos tempos em que a música era realmente música, com corpo e alma. Parabenizo os dignos ''chorões'' e os responsáveis pelo formidável presente oferecido à população.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (funcionário público) - Londrina

Empregador ou refém?
Existe no Brasil uma classe imbuída em subtrair vantagem monetária dos empregadores. A pessoa que gera empregos neste país sofre com as ações trabalhistas. Na Inglaterra e no Japão, por exemplo, trabalhadores liquidam muitas vezes semanalmente a carga trabalhada sem nenhum tipo de extorsão futura, ou seja, sem historinhas, testemunhas arrumadas, invenções sobre horas extras, etc. O desemprego cresce cada vez mais por causa disso. Para que serve o contrato de trabalho que empregador e empregado assinam, se depois o Judiciário acata uma série de mentiras que o contratado inventa? Ficamos reféns da Justiça, pois não sabemos se os nobres julgadores vão avaliar a ''extorsão'' ou simplesmente vão nos sentenciar a pagar o que não é a expressão da verdade. É preciso que os juízes saibam que não somos ''bandidos''. A falência da classe média já está acontecendo. Acordem! Façam valer o contrato de trabalho.
CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (comerciante) - Londrina

Eduquem as crianças
O que anda acontecendo com nossos jovens? Quantos índios, prostitutas, negros e outros marginalizados deverão ser agredidos para compreendermos o que se passa na cabeça dos jovens. Vivemos à beira da barbárie. Pessoas de um nível social mais elevado se acham superiores pela cor e se sentem no direito de agredir fisicamente ou verbalmente outro semelhante. O conceito de igualdade se tornou banal. A impunidade de políticos corruptos se tornou exemplo para essas práticas bárbaras? Espero que não, afinal a educação não é responsabilidade de políticos, meios de comunicação e até mesmo das escolas. Ela é sim das famílias, instituições fragilizadas pelo sistema em que vivemos. É hora de revermos o estatuto do adolescente.
ANDERSON GOMES DA SILVA (estudante de História) - Engenheiro Beltrão

Sáude e educação
O tema educação tem sido defendido pelo senador Cristóvam Buarque (ex-ministro demitido pelo telefone) com unhas e dentes. O próprio presidente Lula em discurso dirigido ao seu público-alvo - os excluídos que não conseguiram acesso ao processo civilizatório - enfatizou o óbvio: sem saúde, ficamos doentes e sem educação, ficamos ignorantes. São os problemas cruciais do nosso país. Somos uma colcha de retalhos onde ao lado do conhecimento, convive a ignorância. Providências urgentes sofrem um processo protelatório, entre a decisão governamental e a chegada dos recursos sempre insuficientes, como no caso dos empréstimos à agricultura.
JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrina

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