CARTAS
Depende de nós
Estamos a pouco mais de um ano das eleições municipais de 2008. Vem chegando a época de mentiras, das trapaças, compra de votos, próprios dos políticos sem escrúpulos. Continuísmo, mesmice e a prevalência da máxima: ''Rouba, mas faz''. Até quando? Nós, londrinenses, merecemos uma administração proba, competente, um verdadeiro administrador. Faz muito tempo que não temos. Naturalmente, não será um político profissional que irá melhorar a cidade. Precisamos discutir o futuro de Londrina, usar a nossa cidadania. Temos vários técnicos na Universidade Estadual de Londrina e demais faculdades e empresários aptos a mudar os rumos da cidade. Só depende de nós.
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina
Doenças ocupacionais
Em minha vida profissional, ''tenho visto'' mulheres e homens que adoeceram no trabalho e/ou estão incapacitados. Pagam o INSS e têm o direito de ser bem atendidos. No momento em que mais precisam, muitas vezes são excluídos. O INSS afasta o sujeito do trabalho, porém não o trata. Deveria sim reabilitá-lo. A saúde pública não tem resolutividade, embora isso esteja preconizado em seus princípios. O trabalhador doente acaba pedindo demissão, pois liberado para voltar ao trabalho sem o tratamento adequado, se desespera. O empregador também paga o INSS e tem o direito de ver o trabalhador tratado. A empresa deve ser orientada de como e quanto tempo um ser humano pode ser capaz de trabalhar com saúde. O acidente de trabalho e as más condições comprometem o equilíbrio da saúde física e psicossocial e a qualidade de vida destes seres humanos. O que os poderes públicos estão fazendo para mudar esta triste realidade?
JOSÉ GIULIANGELI DE CASTRO (fisioterapeuta deficiente visual) - Londrina
Democracia
Sempre ouvi dizer que o regime democrático era o que de melhor existia por se tratar de uma forma de governo no qual era exercido do povo para o próprio povo. Em países que adotam este regime, não encontrei aberrações como invasão, falta de garantia ao direito de propriedade, falta de segurança, educação, saúde, corrupção, negligência, corporativismo e falta de ética no exercício da função pública. Nos demais países quando um político é pego fazendo ''asneiras'', é afastado e banido. Alguns chegam até ao suicídio de tanta vergonha. Por que aqui isso não ocorre? Tomara que quando o povão acordar não seja muito tarde e que não venha a correr o sangue de inocentes em vez daqueles que deveriam arcar e pagar por seus erros. Afinal, ser honesto não é difícil, basta ter força de vontade e não ceder aos maus impulsos.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Amor ao próximo
Um dos extraordinários avanços da ciência médica consiste na realização de transplantes de órgãos humanos. Lamentavelmente, milhares de pessoas perecem pela ausência de órgãos e, às vezes, até de sangue por falta de doadores. A doação de órgãos para fins de transplante é uma questão sociocultural e ainda não nos preparamos para este gesto de imensurável grandeza, aproximando-se da divindade, como a mais eloquente demonstração de amor ao próximo. É preciso privilegiar o doador assegurando-lhe direito de preferência nas filas de espera. Creio que com a adoção desta medida a médio prazo os bancos de órgãos serão enriquecidos e inúmeras vidas serão preservadas.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da Justiça) - Fênix
Violência
Em boa parte do século XX, os estados centrais do capitalismo como os EUA e a Inglaterra queriam construir o estado de bem-estar social. Através de intervenção tinham condições de garantir os principais direitos sociais do cidadão (saúde, previdência, educação, trabalho e renda mínima). Na década de 70, tivemos grandes crises mundiais como a do petróleo e da inflação, esta última relacionada com o aumento dos gastos públicos e a incapacidade do estado de arcar com determinadas despesas. Foi necessário rever as políticas públicas e houve um enxugamento da máquina estatal com o objetivo de elevar a economia. As empresas na busca incessante pelos lucros, investiram em tecnologia com menor utilização de mão-de-obra, ocasionando mais desemprego. Já nos países pobres, de altos índices de criminalidade, as pessoas conhecem o estado somente através da atuação da polícia e não através da garantia dos seus direitos sociais. Isto leva ao questionamento da legitimidade do estado.
HILBERALDI CORREIA DE LIMA (comandante da 2 Companhia Ambiental Força Verde de Londrina)
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: ter no máximo 10 linhas, nome completo, endereço, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





