CARTAS
Custo do Congresso
A cada 2 minutos uma casa popular: este é o custo do Congresso Nacional para a nação. Mesmo que fosse um parlamento eficiente, ainda seria de um custo altíssimo para um País pobre e carente como o nosso. Inúmeros benefícios poderiam ser proporcionados à população com R$ 11.500,00 por minuto, ao invés de manter o luxo, a corrupção e a canalhice da maioria esmagadora dos congressistas (ainda salvam-se alguns). Sou defensor ferrenho da democracia, por isso acho que não é preciso um outro AI-5, como em 1968, para resolver o problema. Agora, essa bastilha tem que cair pelas mãos do povo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Vergonha
É uma vergonha o custo do Congresso Nacional: R$ 11.545,04 por minuto, R$ 6 bilhões por ano. O Congresso mais caro do mundo, proporcional à riqueza das nações. Senadores e deputados vivendo no paraíso e grande parte dos brasileiros por aí passando fome, desempregada, sem remédios, sem saúde pública e jogado à mercê da fatalidade. Esse Brasil é sem dúvida o país do contraste social, dos extremos, do descaso, da desmoralização. Às vezes, dá vergonha de ser brasileiro.
ANTONIO FABIANO PEREIRA (auxiliar administrativo) - Cornélio Procópio
Versão convincente
A versão do senador Renan Calheiros, no caso Mônica Veloso, é extremamente convincente para o seu advogado, para muitos senadores e, em especial, para o corregedor do Senado, Romeu Tuma, experiente ex-chefe da Polícia Federal que nesse caso argumenta como se fosse um inexperiente estagiário de Direito. Ou damos um basta nesse circo em que os políticos e empresários corruptos nos fazem de palhaços ou estaremos assumindo a nossa condição de omissos.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Pão e circo
Diante de vários problemas sociais que Londrina enfrenta, enxergamos uma ponta de esperança quando percebemos que a cidade ainda nos oferece bons programas culturais acessíveis à maioria da população. O problema está no momento em que se vê além das cortinas do palco: quando uma vida depende simplesmente de recursos básicos de saúde, como um leito em uma UTI, ou então a necessidade de valores morais para certos indivíduos que, ao invés de protegerem a sociedade, preferem ''aceitar'' propinas e extorquir os cidadãos. Infelizmente, alguns fatos consomem a esperança, fazendo-nos indagar se ainda restam soluções reais para nossa cidade já que até juízes estão virando alvos dessa doença social. Enquanto isso, nossos governantes inventam feriados e festas para apaziguar a tensão. Assim, vão adiando os inúmeros projetos que só existem nas gavetas de seus gabinetes.
RENATA ALESSANDRA REYES (estudante) - Londrina
Terminal de ônibus
O Terminal de Ônibus Urbano de Londrina parece mais ''a casa da mãe Joana''. É um desfile de pedintes insistentes e irritantes. Os usuários praticamente são obrigados a pegar os papéis com pedidos de esmolas. E ai de quem não pegar! Eles chegam a ameaçar nossa vida e esbravejam maldições. Pelo ''andar da carruagem'', vai chegar o momento em que os pedintes vão bater nos usuários ou coisa pior. Outro entrave é o comércio espalhado nos corredores: é um festival de balas, gomas de mascar, paçocas e afins. Não bastasse isso, sofremos com as linhas de ônibus: sobram usuários e faltam coletivos. Nos horários de pico é um salve-se quem puder. Na linha 105 (São Pedro) colocam um microônibus e as pessoas voltam para casa como sardinhas enlatadas. Sem falar na sujeira e odores estranhos dos ônibus. Medidas urgentes precisam ser tomadas!
JEAN CARLOS DI ÂNGELO BRITO (estudante de Biblioteconomia) - Londrina





