CARTAS
Agressão injusta
Dias atrás, meu filho estava a caminho do lava-rápido em que trabalha e foi abordado por uma viatura policial. Ensinei a ele que, caso isso acontecesse, que se identificasse e tratasse com respeito a autoridade policial. Dois PMs saltaram dela e pediram para ele descer da moto - cujas prestações pagamos a duras penas - e erguer as mãos. Um deles se aproximou e desferiu-lhe três bordoadas de cassetete nas pernas. Depois, perguntaram-lhe o nome e pediram os documentos. Como verificaram documentação idônea e ficha limpa, liberaram-no. Por que meu filho apanhou? Não berra o bom senso que é em bandido que se bate? Divertiram-se? Dois profissionais da ordem e da paz, defensores de gente de bem, abriram em mim uma baita ferida de inconformismo e revolta. Há duas semanas, estou de alma roxa como os vergões que meu filho exibe. Atitudes arbitrárias desse naipe enodoam a imagem da polícia, que trabalha com seriedade e louvor, e agigantam o asco por alguns poucos policiais.
CÉLIA PERES MARTINS VACÁRIO (professora) - Londrina
Beleza, CMTU!
Ainda tem gente sem consciência que passa de camionete nas ruas, derruba caixas de vidro e sequer tem o cuidado de parar e recolher o material. Isso mesmo sabendo do perigo para qualquer pneu de carro, motociclista ou pedestre. Os carros podem passar e lançar estilhaços para os lados, o que poderia acabar em acidentes graves. Mas aí acontece uma coisa boa. A gente mal acabou de falar com a CMTU pelo telefone, e o pessoal da limpeza pública imediatamente veio recolher o vidro quebrado do asfalto, com aquela eficiência, simplicidade, em seus uniformes laranjas e sorrisos que fazem qualquer um ficar emotivo. Fazem o serviço indiferentes a qualquer desgraça ou problema que enfrentam hoje, com gente que vive triste e séria. Valeu!
LÚCIA TIEMI FUKUSHIGUE CHIBA (dona de casa) - Londrina
Piso do Calçadão
Quarta-feira à tarde, em pleno Calçadão, após mais um tropeço no petit-pavê (esse é o nome das pedras - soltas - que acabam com saltos de sapato e a nossa paciência), soltou-se a lembrança de londrinense. Olhei para trás, mas o Coreto já virou lembrança! Procurei um banco para sentar, mas disseram para aproveitar pois os bancos estão com os dias contados. Aposentados, providenciem seus banquinhos! O que nos suprimirão depois? E se os pombos escolherem a Catedral como refúgio? Cuidado, arcebispo! Que Deus nos ajude, e ao Calçadão também.
SAMIRA MACHADO MUSTAFÁ (professora) - Londrina
Educação de qualidade
Em tempos de avaliação da educação do ensino médio e ensino superior, pode-se observar que as instituições públicas em geral tiveram melhor colocação no Enad (Exame Nacional de Desmpenho dos Estudantes). Porém, a questão que quero levantar aqui, e que na busca por mais informações não pude encontrar, é a respeito da colocação dos bolsistas que entraram nas faculdades particulares a despeito das notas tiradas durante o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Posso observar um ciclo se fechar, círculo no qual a faculdade que obtiver menor nota terá que pôr em suas carteiras os alunos que tiveram uma menor nota do Enem.
ANDERSON SOARES KONNO (professor de História) - Cambé
Rede de esgoto
Os moradores dos jardins San Fernando, Vale Verde e Kobayashi estão perplexos com a falta de sensibilidade dos órgãos públicos, principalmente da Sema (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) e do Consema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) que administram o Parque Arthur Thomas. Há dois anos está em discussão a rede coletora de esgotos para atendimento aos bairros, pois envolve o parque. Parece que esses órgãos estão tão preocupados com a preservação do parque que não conseguem enxergar ou sentir o cheiro do esgoto que corre por galerias que desaguam no córrego do parque. Tem imóvel com até quatro fossas de 1,5 metro de profundidade, contaminando o lençol freático e poluindo o córrego. Espero que o Ministério Público intervenha no caso, pois não se justifica essa demora. Segundo a Sanepar, só falta a autorização da Sema para a execução da rede.
LEANDRO SIMÕES FERREIRA (atendente call center) - Londrina
Esgoto do Barigui
Diariamente faço caminhadas nas ciclovias do Parque Barigui e em alguns trechos é preciso tapar o nariz devido à fedentina que exala do lago. Aonde vão os esgotos daquelas mansões que rodeiam o parque? Será que a secretaria de Meio Ambiente da nossa capital ''ecológica'' está de fato fiscalizando todos independente de recursos financeiros e da especulação imobiliária?
VAGNER RODRIGO CRUZ (pedagogo) - Curitiba





