CARTAS
Pedágio
Qualquer cidadão leigo na área judicial entende que contratos celebrados dentro dos parâmetros da lei devem ser respeitados. A justiça deu ganho de causa às concessionárias de pedágio na luta contra o governo do Estado. A linha tomada pelo governo estadual em combater o pedágio em sua forma contratual mostra-se ineficaz. Então, o bom senso indica que deve-se mudar de tática, passando a cobrar das concessionárias melhorias em nossas estradas como a duplicação tão politizada no início do pedagiamento das rodovias, melhorias no atendimento ao cidadão, trevos mais seguros, etc. É necessário criar novas leis federais para regulamentar o setor, até retroativamente se possível, principalmente quando observado o faturamento dessas empresas que chegam a níveis abusivos como foi comprovado pelo governo do Estado.
YOCHIHARU OUTUKI
(engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Ingênuos somos nós
Saúde, educação e segurança sempre foram bordão nos palanques eleitorais. Será que já não passou da hora de nossos representantes tirarem a máscara e investirem nestes três setores essenciais para que o país se desenvolva? Com uma carga tributária, que no primeiro trimestre alcançou uma arrecadação de R$ 222 bilhões, dando assim quase R$ 2,5 bilhões por dia (Folha Economia, pág. 1, 14/06), não é uma injustiça pagarmos duas vezes para termos estes serviços? Desse jeito, presidente Lula, não é só o Vavá que é ingênuo, mas sim todos os brasileiros.
DARCI APARECIDO LOURENÇO (aposentado) - Londrina
Exemplo de dignidade
Londrina perdeu um de seus mais ilustres cidadãos. Quem não conheceu ou ouviu falar de Pedro Cândido Romero. Chegou aqui com dona Acássia, constituiu família, conquistou inúmeros amigos, construiu muitas casas, mas a sua maior obra foi construir um mundo de amor. Ninguém amou mais os pobres que Pedro. Inicialmente na LBV, depois no Albergue Noturno, recolhendo, dando banho em mendigos, distribuindo alimentos. Mas foi no Lar Anália Franco que Pedro se imortalizou. Quantos órfãos acolheu? As casas lar eram sua paixão. Cumpriu seu tempo e nos deixou um legado enorme de sabedoria. O exemplo que Pedro nos deixa é que é possível viver uma vida sem perder em nenhum momento a dignidade, amando muito as pessoas.
WALTER COSTA BARROSO
(dentista) - Londrina
Verbas indenizatórias
Em nome da ética, da transparência, do direito de eleitor e de contribuinte e, sobretudo, do direito à informação sobre a aplicação do dinheiro público, rogo aos dignos deputados da nossa região que forneçam a seus eleitores detalhes sobre a aplicação das chamadas verbas mensais indenizatórias, tais como: 1) dos R$ 50 mil destinados à contratação de assessores: quais são eles e quanto ganha cada um; 2) dos R$ 15 mil para aluguel: quem são os proprietários dos imóveis alugados e quanto recebe cada um; 3) da verba de combustível: qual o critério de uso fora de Brasília, já que na base o deslocamento é de interesse pessoal do deputado; 4) da verba para passagens aéreas: qual o critério de uso e; da verba de correio, idem. As más línguas dizem que tais verbas servem apenas para engordar o já polpudo salário de vossas excelências, o que não acredito, razão pela qual julgo conveniente o presente questionamento.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI
(bacharel em Direito) - Londrina
Drogas
Qualquer um que consome drogas é uma pessoa doente. Este vício não só prejudica quem consome drogas, mas também a todos que estão à sua volta. Daria muito mais resultados controlar do que reprimir. As instituições investem muito dinheiro para tratar de jovens e adultos viciados, e também gastam com o pessoal que trabalha na recuperação dessas pessoas. Muito pouco pode ser feito por quem consome drogas se não tiver força de vontade e muita concentração. O Estado deveria salvar e instruir os garotos das favelas que convivem com traficantes e consumidores de drogas, é ali onde nasce a curiosidade e o incentivo ao consumo por parte das crianças.
DEBORA GRACIELA
RADENTI GARCIA
(professora de Espanhol) - Londrina
Cadê a CMTU?
Com relação à matéria No escuro (Capa da FOLHA de ontem), sobre o curto-circuito em um poste da Avenida JK, participei desse caos no horário de rush. Às 19 horas, e no meio da escuridão, passei por vários sinaleiros apagados sem nenhum agente da CMTU para controlar o trânsito. Foi um transtorno. Só no último quarteirão havia um agente. Para tirarmos a mão do bolso e pagar multa mesmo achando absurdo algumas vezes, eles são os primeiros a chegar, porém para orientar o trânsito sem fundos adicionais em seus salários, fazem questão de atrasar ou até não comparecer.
FERNANDO GUIMARÃES TEIXEIRA (estudante de Direito) - Londrina





