CARTAS
Direita ou esquerda?
Sou de direita e sempre fui contra Stroessner, Pinochet, Videla, Hitler e Mussolini. Agora fui informado pelo professor Evaristo Colmán, em artigo publicado ontem neste Jornal, que obrigatoriamente devo ser a favor deles por ser de direita. Que bobagem! Sou de direita porque sou democrata e acredito na livre iniciativa. Sou de direita porque foi ela que permitiu aos meus avós chegarem ao Brasil com ''uma mão atrás e outra na frente'', prosperarem honradamente e dar vida digna aos seus. Por analogia posso concluir que o professor Evaristo deve ser fã de Stalin e Mao, que juntos mataram mais de 120 milhões de pessoas (2/3 da população brasileira), exilaram intelectuais e calaram a imprensa. Deve ser fã ainda de Fidel Castro, especialista do ''Paredón''. Em resumo: como a ''esquerda de boutique'' gosta mesmo é de embates, daqueles que não levam a lugar algum, a discussão sobre as questões trabalhista e de segurança estão indo pro ''brejo''.
MARCOS MENEZES PROCHET (agropecuarista) - Londrina
Na Fila do Filo
Todo ano é a mesma coisa. Chego com uma hora de antecedência para pegar um bom lugar e ver o espetáculo de teatro do Filo. Espero na fila e quando abrem a porta do teatro vem a surpresa. Deixam todos esperando mais um bom tempo no saguão do teatro onde não tem fila. Vira um ''bolo louco'' de pessoas tentando passar na frente. Pessoas que chegam em cima da hora pegam lugares melhores do que quem chegou com antecedência. Em uma peça no Teatro Marista fui um dos primeiros a chegar. Quando finalmente liberaram a entrada, as pessoas foram atropelando umas às outras. Cheguei a tropeçar subindo as escadas por causa do empurra-empurra. Qualquer um poderia se machucar feio se tropeçasse numa situação daquelas. Será que a organização do Filo vai esperar acontecer algo mais grave para mudar isto?
GUSTAVO DE MATTOS ROCHA (músico) - Londrina
Aborto
Discordo da declaração sobre aborto feita pela socióloga Carmen Lúcia de Mello Barroso na edição da FOLHA do dia 01/06. A vida de um ser indefeso merece um senso crítico mais ponderado de alguém que exerce cargo como o dela. Pobreza, dona Carmem Lúcia, não é demérito a ninguém. Dos pobres Cristo diz: ''Terão o Reino dos Céus. Como também, dos que não produzirem bons frutos, como no caso da figueira, serão cortados e lançados ao fogo''. Educar e formar é o melhor caminho!
MARIA ANGÉLICA PEDROTTI (estudante de Pedagogia) - Londrina
Que pena!
Que pena que o músico Miguel Tófano não acompanhe a minha atuação na Câmara de Vereadores. Pelo menos foi o que demonstrou em carta publicada neste jornal no último domingo. Defendo a apuração das possíveis irregularidades no Hospital Universitário, no entanto, não posso concordar que fatos isolados sejam estendidos a atuação generalizada de todos os médicos, comprometendo décadas de trabalho sério apresentado pelo HU. Como vereador e médico tenho dedicado boa parte da atuação parlamentar na defesa do HU. Foram inúmeros os debates sobre o atendimento de urgência e emergência, a criação da ala de queimados, a ampliação da estrutura física e material, a remuneração de pessoal, sempre com a perspectiva de melhorar o atendimento à população de Londrina e região. Brigo muito pelos cidadãos que buscam o atendimento no HU, mas não posso concordar com o clima de constrangimento que tomou conta do hospital.
TERCÍLIO TURINI (médico do HU e vereador) - Londrina
Professor Nely
Raramente a sociedade é presenteada com talentos como o professor Nely Lopes Casali. Como mestre, primava pela excelência na transmissão de conhecimentos; como profissional, jamais divorciou-se da retidão e da ética. Daí porque, mesmo após o seu passamento, continua realizando sua obra consubstanciada na certeza de que vale a pena confiar no Direito e praticá-lo com ardor, pois tal prática associada à ética será o fermento de uma sociedade mais justa e solidária.
VALDECIR CARLOS TRINDADE (advogado) - Londrina
Bolão em lotéricas
Em relação ao questionamento do leitor Wilmar Silveira (Cartas, 18/06), a gerência de loterias da Caixa esclarece que a Caixa não reconhece a prática de bolão. De acordo com a Circular nº 302 - publicada no Diário Oficial da União no dia 3 de novembro de 2003 e disponível no site www.caixa.gov.br - ''o pagamento do prêmio somente é efetuado mediante a entrega, pelo apostador à Caixa, do bilhete de aposta emitido pelo terminal de captação de apostas''. Os apostadores que participam de bolões devem entender que esta prática é uma relação de confiança entre os clientes e a casa lotérica.
ASSESSORIA DE IMPRENSA LOTERIAS CAIXA - Brasília (DF)





