Violência nas escolas

Tenho acompanhado as discussões sobre a violência nas escolas e a violência em geral. Em meio ao fogo cruzado dessas discussões, está o povo que nada tem a ver com os desmandos de nossas autoridades. O governo tem todas as armas para resolver essa questão. Se os parlamentares votarem leis mais duras, acabar com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), copiar as leis do Japão, com certeza, a violência diminuirá muito. Pode não acabar, mas sua redução será drástica. Esse é o caminho, não adianta aumentar policiais, viaturas, etc. Enquanto estiverem isentando os parlamentares desse processo não vejo nenhum resultado. Precisamos mudar as leis. A polícia já está fazendo o seu papel, o delegado está se desdobrando, a promotoria está atônita e o juiz espera uma prisão para consultar a lei e soltar o preso.

BRAES ALVES DIAS (professor) - Londrina



Guarda municipal

A guarda municipal é de suma importância para uma cidade metropolitana de grande porte como Londrina, onde a criminalidade está cada vez mais presente. Mas é preciso implantar a guarda municipal com sede própria e estruturada (equipamentos, viaturas e central de telecomunicação, etc). A contratação e seleção de profissionais qualificados na área de segurança deve ser feita com concurso público. O quadro funcional deve conter, além dos guardas municipais, as funções de inspetores, coordenadores e o gerente geral. Deverá haver treinamento específico: prática e teoria de relações humanas. A preocupação deve ser voltada ao trabalho preventivo. Os guardas deverão ser mantidos sempre nos mesmos setores para facilitar o conhecimento da área e haver familiarização com o público. Isso ajudará na prevenção e no desempenho da qualidade do serviço prestado.

JOSÉ BENVENUTO FERREIRA (servidor público) - Londrina



Subsídios

Na reunião do G8 (países ricos) em Doha, o presidente Lula se empenhou na tese de que os países ricos subsidiam seus produtos em detrimento dos demais. Não temos condições de competir, salvo se os demais membros do G8 deixarem de subsidiar suas exportações. Nosso país é também um grande produtor, tão importante quanto o volume de sua balança. Fica evidente que aqueles países mais desenvolvidos apoiando com fortes subsídios seus produtos exportáveis, serão irredutíveis sempre nas suas posições porque delas dependem suas economias. Infere-se com isso que o Brasil deva adotar a mesma estrategia e fornecer fortes e generosos subsídios aos nossos produtores rurais e industriais.

JOÃO DIAS AYRES (médico aposentado) - Londrinas



Operações da PF

Nunca na história deste país se viu tantas operações policiais com prisões de pessoas importantes. A Polícia Federal está de parabéns, até o presidente da República manda constantes elogios aos policiais. Não entendo o fato de a própria PF divulgar os métodos que está usando para descobrir as quadrilhas. Com isso, tende no futuro dificultar as coisas para ela própria, pois as quadrilhas não vão mais falar pelo telefone tão facilmente. Já tem projetos de lei para dificultar o serviço da PF, como a quebra de sigilo telefônico de membros dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Tais operações estão incomodando as quadrilhas do poder público. Espero que o Congresso não aprove leis que permitam bandidos agirem na privacidade.

JOÃO MORETTI (advogado) - Porecatu



Companhia de trânsito

Vamor torcer para que o tenente Ricardo Eguedis consiga administrar seu tempo e todas as funções que o comando determinar. Como porta voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, o tenente sempre se mostrou homem íntegro e responsável, espero que ele consiga levar essas características para a Companhia de Trânsito moralizando as blitze em Londrina, passando confiança e seriedade ao cidadão londrinense. As blitze não podem parecer uma caixinha de Pandora. O cidadão deve encontrar gente preparada para esse tipo de abordagem onde prevaleça o bom senso ou pelo menos a lei.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina



Bolões das lotéricas

Gostaria de insistir no sentido de obter uma posição clara quanto à real garantia de recebimento de um eventual acerto ''sozinho'' de um bolão ''organizado'' e repassado aos apostadores, com um ágio de até 100%, por qualquer uma das casas lotéricas geridas pela Caixa Econômica Federal, prêmio esse que pode chegar a mais de R$ 50 milhões. Lembro que o recibo oficial do jogo fica de posse da lotérica e, os participantes do bolão, recebem apenas uma xerox/recibo com a relação das dezenas jogadas. Entendo que independentemente de quem organiza um bolão - grupo de amigos de uma empresa ou casas lotéricas - existe o risco de ''levar cano'' se não prevalecer a honradez e a confiança.

WILMAR SILVEIRA (gestor de RH) - Londrina

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