CARTAS
Desarmamento
O excesso de rigor para posse de arma de fogo por cidadãos de bem é intolerável. Além de vários documentos, incluindo certidão a ser obtida em Curitiba, deparamos com alto custo para o processo, que inclui também comprovante de capacidade técnica por instrutores de tiro credenciados apenas em Curitiba e Umuarama. Qual o resultado prático obtido com o desarmamento? Os crimes e assaltos à mão armada reduziram? A violência diminuiu? Agora, pasmem: ou ficamos na ilegalidade ou continuamos reféns, pois com tamanha exigência com certeza poucos se sujeitarão ao recadastramento. Sou a favor do recadastramento, mas de forma simplificada para quem já possui arma com nota fiscal e registro.
VALDECIR LUCAS BOLOGNESI (bancário) - Londrina
Big Brother no HU
A questão do cartão ponto para médicos nunca vai ser resolvida. E a explicação é simples: há um ''acordo'', não confesso, de cumprimento de tarefa e não de jornada, que é de conhecimento de todos que convivem um pouco na área médica. Se forem questionados, os médicos vão reclamar que recebem um salário irrisório do Sistema Único, têm que fazer uma jornada extenuante para ter algum resultado salarial, etc. Assim, ao cumprirem, 20 ou 25 consultas num determinado local, rumam para seus consultórios particulares ou outros locais onde prestam atendimento. Quanto a serem heróis ou defender vidas, conforme o dr. Tercílio (ontem na FOLHA), recomendaria a leitura de ''Por um fio'', do dr. Dráuzio Varela. Médicos não são heróis, nem salvam coisa alguma. Não podem, nem devem carregar esse fardo. Estão lá para aliviar o sofrimento, a dor dos pacientes, principalmente se tiverem um pouco de tempo para conhecê-los.
JOSÉ LUIZ ALVES NUNES (servidor público) - Londrina
Que pena!
Não consegui entender a colocação do vereador e ex-diretor do Hospital Universitário Tercílio Turini (''Ações da reitoria repercutem na Câmara'', Geral, pág. 7, 15/06). Ele falou como médico, mas seria interessante como vereador que ele consultasse os doentes que amargam horas e horas para serem atendidos no Hospital Universitário (HU). Os médicos registram o seu ponto e desaparecem, com certeza deve ter algum eleitor do dr. Tercílio que já passou por essa situação. Que pena, Dr. Tercílio, como vereador deveria brigar pelos cidadãos que buscam e não são atendidos no HU. Parabéns, reitor Wilmar Marçal. Vamos dar transparência para a nossa querida Universidade Estadual de Londrina.
MIGUEL CARLOS TÓFANO (músico) - Londrina
Reforma política
Se aprovada a lista fechada de candidatos - o eleitor terá que votar no partido e não na pessoa -, os deputados e senadores devem aprovar também a não obrigatoriedade do voto. Assim, pelo menos, não haverá tanta abstenção ou votos nulos (como o meu). Entendo que o País não tem estrutura para esse tipo de eleição.
MÁRIO MENEZES (técnico operacional) - Londrina
Criança na escola
Achei um absurdo a carta ''Trabalho infantil'', publicada no dia 14/06, em que a autora diz não achar nenhum crime uma criança trabalhar. Se pensarmos assim estaremos indo contra as direitos humanos. É por causa de pessoas alienadas que ainda temos violência, corrupção e inúmeros problemas sociais. Lugar de criança é na escola. Somente com a educação seremos capazes de mudar o país. Gostaria de deixar claro que sou a favor da inserção do menor no mercado de trabalho.
YARA TALITA BRAGA (estudante) - Londrina





