CARTAS
Bodes na horta
Pensei que já tinha visto de tudo em matéria de imoralidade na política. Mas esta de compor o decadente senador Epitácio Cafeteira e o jovem suplente senador da ministra Marina Silva, Sibá Machado, para conduzir o processo ético do desmoralizado Renan Cacheiros já é demais para nós que pagamos todas as contas. Quando Cafeteira disse que para ele seria melhor ficar comendo caranguejo no Maranhão que cumprir esta missão, confesso que tive o ímpeto de jogar uma pedra na TV. Até quando teremos marmeladas como esta, de colocar dois bodes cuidando da nossa horta? Vamos trabalhar presidente Lula, e fazer as reformas que o Brasil tanto necessita. Pare um pouco mais em Brasília deixando a curtição do cargo para depois do encerramento do seu governo.
WALTER COSTA BARROSO (dentista) - Londrina
Senador exemplo
Louvemos a participação do senador Epitácio Cafeteira, relator do processo que investiga o presidente do Senado, Renan Calheiros. Após 48 horas de ''muita apuração e trabalho exaustivo'', o senador tomou a decisão de propor o arquivamento do processo. Segundo ele, a acusação é inócua e baseada somente em reportagens. É lógico que acusações baseadas em reportagens não deveriam mesmo ser levadas em conta, ao menos poderiam conter vídeos para que a ala masculina se deliciasse com a linda amante do senador. O bom dessa história -cujo final já sabemos - é que desta vez não terminará em pizza e sim em café, quentinho e bem passado pelo senador Cafeteira.
JULIANO MATEUS REIS SOUZA (estudante) - Jandaia do Sul
Caras-pintadas
Por bem menos os famosos ''caras-pintadas'' fizeram a maior manifestação para tirar o então presidente Fernando Collor do Palácio do Planalto através do impeachment. Agora, no Governo Lula onde a corrupção, a podridão e a mal-caratice rolam soltas ninguém vai se manifestar? Será que agora vão pintar as caras de palhaços? Nunca vi tanta corrupção junta! Infelizmente, está tudo aí escancarado na cara do povo. E ainda tem gente que ''acredita'' que o Brasil vai melhorar! Claro, o Lula vai continuar ''dando'' bolsa família, bolsa disso, bolsa daquilo para comprar o povo com migalhas de pão.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina
Segurança na UEL
A falta de discussões e imposição a respeito da segurança na Universidade Estadual de Londrina (UEL) por parte da atual administração deve ser considerada criminosa. Sou um ex-professor do ''antigo Cursinho da UEL'' e estudante de mestrado. Acredito sim na necessidade de um plano de segurança para a UEL, mas este mesmo deve contemplar os anseios das diversas camadas sociais. A construção de um muro deveria ser comparada com muros construídos na Cisjordânia (Israel e Palestina) e em Tihuana (EUA e México). Em ambos a desculpa é a mesma: a falta de segurança de uma camada de privilegiados e a segregação do restante. Seguindo esta mesma retórica, associando ao fenômeno da segregação socioespacial, caminharemos para uma nova forma de (re)produção da cidade capitalista com a criação de um novo condomínio: o UEL School Resort.
ANDRÉ TOLINO NETO (professor) - Londrina
Nely Lopes Casali
As circunstancias trágicas da morte do professor Nely Lopes Casali nos comovem, e apenas encontramos consolo no legado de sua vida dedicada ao bem comum por meio da aplicação da justiça e entrega ao magistério. Como professor, carreira à qual se dedicou desde sua formatura em Direito, no início da década de 1960, ele deu a milhares de alunos o exemplo de que a Justiça deve ser aplicada a todos, indistintamente. E ele soube impor o rigor no trato com as causas jurídicas e na condução do magistério com a afabilidade de um pai, imagem que nos deixará para sempre, associada a do advogado competente e mestre dedicado.
LUIZ CARLOS HAULY (deputado federal) - Brasília (DF)
Futuro dá medo
A cada dia que passa estamos à mercê do incerto. Deparamo-nos com professor morrendo a facadas. Vemos pessoas sendo assaltadas em lanchonetes, restaurantes, avenidas. Até em cinema há insegurança. Sem falar nas falcatruas dos políticos, que deveriam formular questões para combater a violência e vivem pensando apenas em seus próprios bolsos. E o consumo de drogas que não pára de crescer entre os jovens; o desemprego desenfreado que assola pais de famílias; as crianças pobres que recebem bolsão do governo que não enxerga uma luz no fim do túnel. É o futuro dá medo!
ANTONIO FABIANO PEREIRA (auxiliar administrativo) - Cornélio Procópio





