Segurança na UEL
Fico triste em saber que o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Londrina (Aduel), Evaristo Colmán (Opinião, pág. 3, 12/06), bate o pé e rejeita o plano de segurança da UEL. Pior, diz que a briga da Aduel é por salários e autonomia apenas. Provavelmente, ele nunca teve seu carro vandalizado por bandidos, nem sua filha (se tiver) ameaçada de ser violentada por marginais. Nunca estudou no CCA e ficou com medo dos viciados que ficam lá todos os dias fumando entre os prédios escuros. Durante o dia na mata entre o CCE e o CESA também ficam viciados. O que um vigia desarmado e despreparado poderá fazer contra marginais sem limites? Devemos temer os marginais e não a polícia que é nossa aliada contra o crime.
JULIANO LOPES DA SILVA (funcionário público) - Cambé

Segurança na UEL 2
É assombrosa a visão generalista do reitor de uma universidade pública. Sobretudo, a falta de coragem em assumir o papel que lhe cabe: o de discutir e propor soluções para as causas da falta de segurança e do consumo de drogas. A segurança é consequência da desigualdade social, omissão de políticos e da própria sociedade. No caso das drogas, um problema de saúde e não de polícia. Não cabe à universidade reproduzir o desejo da camada conservadora e amorfa da sociedade que empurra os problemas sociais para debaixo do tapete. Cabe à universidade ouvir e utilizar sua produção intelectual acerca do assunto, inovar nas propostas de conscientização e de pressão política. A opinião pública deve questionar outros problemas da UEL: moradia estudantil, o valor das bolsas de estudo, o número de vagas no curso de línguas, prédios com melhores investimentos estruturais do que outros.
NADIA ROQUE SOARES (estudante de Ciências Sociais) - Londrina

Segurança na UEL 3
A reitoria da UEL faz lembrar a alegoria de Platão. De onde tiram suas excêntricas idéias para tentar minimizar a violência no campus da UEL? De costas para a realidade, procuram na ilusão a solução para alguns desatinos. Seria justificável o gasto de R$ 1,8 milhão para construir muro ao redor da UEL? Se a construção acontecer os assaltantes serão outros! Os estudantes são sim a favor da melhoria na segurança no campus, do aumento e capacitação de vigias, de uma melhor iluminação (sem corte de árvores) e de uma política de observação, auxílio e prestação de serviços às comunidades do seu entorno. A reitoria age como Mefistófoles, que com seu jeito ''simpático'' roubava as almas e os sonhos de quem nele acreditava. Ela parece querer roubar a liberdade e autonomia que as duras penas está sendo conquistada pelos estudantes.
JOSÉ OSVALDO HENRIQUE CORRÊA (estudante de História) - Londrina

Trabalho infantil
Trabalho infantil não é nenhum crime. Trabalho desde criança e agradeço por não ter sobrado tempo para eu aprender matar e roubar. Aprendi nas dificuldades da vida a conquistar o que quero com esforço e assim dar valor. Em Londrina, o que precisa é combater a violência. Isso sim atrapalha a sociedade.
MARIA APARECIDA DE ANDRADE (faxineira) - Frankfurt (Alemanha)

Trabalho infantil 2
Quando uma criança sai de casa para conseguir dinheiro já está apta ao trabalho remunerado. Quem já conhece a necessidade e o poder do dinheiro, não tem a educação e o lazer como prioridade (aliás, é assim que pensam os milionários). Cabe às entidades de proteção ao menor, criar empregos, dar dignidade e incentivar estas crianças que estão nas ruas batalhando por um tênis ou um celular da moda, antes que seja tarde demais.
MARTA SANTOS (cantora) - Londrina

PDI de Londrina
Parabéns à FOLHA pelo editorial de ontem ''Reimplantar o Plano de Desenvolvimento Industrial'', o chamado PDI. O editorial retoma o ótimo artigo do empresário Kentaro Takahara (Espaço Aberto, pág. 2, 11/06), que igualmente comentara essa iniciativa. Os dois textos enfatizam uma das maiores falhas da política brasileira: a falta de continuidade. Cada governo que assume o poder, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, simplesmente ignora as propostas e planos existentes, mesmo os que estão dando certo, e partem para novos diagnósticos e propostas, que igualmente vão ser deixadas de lado pelos próximos governantes. Nossos políticos gostam de planos de governo, mas são avessos a planos de Estado. Isso ocorre porque os políticos com ''p'' minúsculo confundem governo com estado, já que ao serem responsáveis por aquele se esquecem deste.
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina

Correção
- Ao contrário do que foi publicado na matéria Pedagogia do Elogio (Especial, pág.16, 10/06), a professora Margarida Misse se aposentou em 2005 e é apenas funcionária da empresa onde trabalha.

mockup