PM no campus
Em 1969, quando entrei na Faculdade Federal do Paraná o maior medo dos estudantes era a repressão dos militares devido à ditadura. E era realmente perigoso, pois quando não espancavam ou prendiam, os militares sumiam com os estudantes. Daqueles difíceis tempos, sobrou uma resolução do conselho universitário que até hoje proíbe a entrada de Polícia Militar nos campus universitários. Hoje vejo que os militares são absolutamente necessários para a segurança dos nossos universitários. Vocês sabiam que nos campus da Universidade Estadual de Londrina impera livre a ação da bandidagem, como tráfico de drogas, roubos, agressões, furtos de veículos? Como a Polícia Militar (PM) não vai ao campus, tem ladrão de carros roubando na cidade e os escondendo no pátio da UEL. Reitor, mude a tal resolução, construa cercas e portarias, reclame com o governador, chame a polícia!
OSVALDO SANTOS JR (arquiteto) - Londrina

Lei de Improbidade
Necessitamos de leis mais severas para colocar na cadeia e proibir que outros desfrutem do dinheiro público sem serem responsabilizados. Devemos também saber se quem vota tais leis são exatamente os políticos que usam de improbidade e metem a mão no dinheiro público. Eles jamais irão votar uma nova lei para responsabilizá-los. Se não houvesse tais desvios de conduta política e de dinheiro público, poderíamos ter mais escolas em vez de mais presídios. Ocorre que não é interessante ter mais escolas para alfabetizar o povo, que ficaria mais esperto e não mais votaria em corruptos.
HÉLIO APARECIDO CORDON DELIBORIO (comerciante) - Londrina

Maioridade penal
Pesquisa afirma que a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos deve ser rejeitada. Este Congresso vive em outro Brasil, não faz nada para resolver o problema que é muito mais complexo que a simples redução da idade penal. Por questão de coerência, esta medida é acertada já que amenizaria os problemas de quem paga os salários dos políticos. Com base no noticiário policial, acredito que 70% dos atos criminosos são cometidos por menores. Então, se não eles têm responsabilidade para assumir os atos, como podem assumir algo tão importante como votar? É que aí eles ajudam a eleger incompetentes como estes que votam contra a redução para agradar parte de seus eleitores.
ADALBERTO BRANDALIZE (administrador e consultor) - Londrina

Mudar o foco
Durante muito tempo acreditamos que poderíamos mudar o futuro e que não seríamos mais atropelados pelas avalanches de novidades. Hoje o que vemos é uma corrida exagerada pelo ter e não mais pelo saber ou ser. Os valores se perderam no tempo e questões básicas para os indivíduos hoje sequer são mencionadas. Antes professores eram reverenciados por seus alunos e tinham seu respeito e admiração. Hoje os educadores têm que conviver com desacatos, xingamentos e até agressões físicas por parte daqueles a quem resolveram dedicar sua vidas. Cada dia os alunos chegam às escolas menos preparados, sem limites, com pouco ou nada de respeito e educação. Enquanto as famílias não se concientizarem da responsabilidade de educar seus filhos e ensinar preceitos como caráter, nada vai mudar.
CESAR EDUARDO PINHEIRO (professor de História) - Londrina

Impunidade
O MST, o MAB, a Vila Campesina e outros têm desafiado a justiça e nada tem acontecido. De pouco tempo para cá, invadiram um centro de pesquisas, invadiram e depredaram parte da Câmara Federal, tomaram posse e destruíram parcialmente várias vezes praças de pedágios e, por último, invadiram a hidrelétrica de Tucuruí. E, o pior: um dos ''chefes'' dessa invasão falou que se o governo não atender às reivindicações, eles passarão a derrubar torres de eletricidade e que ele será o primeiro a derrubar uma delas. Essas ameaças, sem reação das autoridades, motivam e incentivam outros tipos de ameaças. É inaceitável que nada tenha acontecido com esse irresponsável ''cidadão''.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Superpopulação de pombas
Londrina possui uma superpopulação de pombas. Durante o dia essas aves se deslocam para a região agrícola causando prejuízo à lavoura. À noite retornam para a cidade infestando os parques e árvores da região central. Os dejetos dessas aves tomaram conta das ruas e praças. Nos dias ensolarados esses dejetos secam e se transformam em uma fina poeira que pode acarretar doenças. Quando chove, o acúmulo de fezes cria uma ''pasta'' escorregadia nas calçadas e praças tornando o local intransitável. Essas aves não fazem parte da nossa fauna original e, por falta de controle e de predadores, se multiplicaram assustadoramente. Até que ponto preservar essas pombas é mais importante que o bem estar da comunidade?
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina

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