Trabalho infantil
No mundo de hoje o melhor é trabalhar. Em 1958, quando aqui cheguei vindo de Minas Gerais, tinha apenas 12 anos. Foi difícil conseguir o meu primeiro emprego. Somente Deus e eu sabemos quanta fome e frio passei, sem contar com um único lugar para me esconder da chuva e do frio. Fui ao Fórum e lá me encontrei com um sr. Fagundes Bernabé. Foi um serventuário da Justiça que me deu o meu primeiro emprego quando eu mais precisava. Daí por diante, as portas foram se abrindo. E hoje querem proibir a meninada de ter um trabalho que lhes dê dignidade e um nome respeitado. Será que não tem um outro Fagundes Bernabé por aí?
HORACIO FELIPE DA SILVA (professor) - Londrina

Basta de violência
Erra quem diz que os assaltantes não levaram nada quando mataram o jovem Rafael Ruiz no último dia 03/06. Levaram vidas e não só a de Rafael, mas parte da vida de toda uma família. Levaram a esperança, os sonhos de uma mãe, de um pai, os sonhos de Rafael. Até quando vamos ver a violência entrar em nossos lares? Até quando vamos aguentar essa falta de valores? Tira-se uma vida como se tivesse tirando um brinquedo de um amigo. Não podemos nos calar. Não pode haver tanta impunidade. Precisamos recuperar a vontade de viver.
CARLA MARIA MACHADO (operadora de sistemas) - Bela Vista do Paraíso

Banheiros do bosque
A demolição dos banheiros do bosque configura medida administrativa bastante apropriada e deveria ser estendida para o ''banheiro'' localizado em frente ao Teatro Ouro Verde. Com maior amplitude ainda se revelaria a revogação da permissão de quiosques que comercializam bebidas alcoólicas; a repressão ao comércio de produtos falsificados; redução do horário para bares (aprovação da ''Lei Seca''), etc. A conjugação dessas providências certamente resultará na redução dos índices de criminalidade e representará que o poder público abandonou efetivamente seu estado de entorpecimento atual.
CELSO ZAMONER (professor universitário) - Londrina

Estatuto do idoso
Gostaria de saber onde, no Estatuto do Idoso, está escrito que devemos estar ''incapacitados'' para termos os direitos respeitados. Segundo o estatuto, temos direito a atendimento preferencial ''imediato'' e ''individualizado'' junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços. Fui informada, por uma atendente da Caixa Econômica Federal, agência Igapó, quando lhe perguntei qual era o terminal de atendimento ao idoso, que deveria me dirigir ao ''quem necessita de ajuda''. Como sou capaz, perguntei novamente onde pelo terminal para idosos e fui convidada, sob os olhares de satisfação dos enfileirados, a me posicionar no final da fila destinada a todos os usuários. Para que serve esse estatuto se até mesmo num banco que pertence ao governo sou hostilizada por exigir que meus direitos sejam respeitados?
SANDRA MARIA PUSCH GARCIA (professora aposentada) - Londrina

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