CARTAS
Polícia espetaculosa
Diariamente o povo assiste na TV cenas grotescas em que a polícia invade barracos na periferia, algema bandidinhos pé-de-chinelo, quase sempre negros e, como não têm advogado, são levados para o xadrez até que, no curso da ação penal um advogado dativo é indicado para defendê-los. Ninguém diz que as prisões foram espetaculosas e que os presos foram expostos à execração pública. Porém, quando a Polícia Federal prende bandidos travestidos de empresários, funcionários públicos, deputados, ex-governadores, juízes, etc, é taxada de espetaculosa e que as prisões teatrais denigrem a imagem de pessoas importrantes da República. Já quiseram calar a voz dos promotores com a ''lei da mordaça'', agora querem desacreditar a gloriosa PF.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (aposentado) - Londrina
Zona Azul
Atenção motoristas que usam a Zona Azul em Londrina. Exijam que o atendente da Epesmel preencha corretamente o cartão, com placa, dia, mês, hora e minuto. Depois do preenchimento, peça para o atendente colocar o nome e assinar o cartão. Guarde o cartão por, pelo menos, 90 dias. Só assim poderá comprovar que pagou o ''estacionamento rotativo''. Sem essas precauções, o motorista fica nas mãos dos atendentes, supervisores e agentes de trânsito. Muitas vezes alegam que o cartão não foi devidamente pago, afirmam que colocaram o Aviso de Irregularidade e lançam uma multa. Somente após vários dias, a multa chega na casa do motorista. Você sabe que pagou corretamente, mas não tem como provar, porque a maioria joga o cartão fora. Acho que Epesmel e CMTU deveriam colocar um aviso no Cartão Zona Azul, dizendo: ''Guarde este cartão por pelo menos 90 dias''.
DEVALDO GilINI JÚNIOR (jornalista) - Rolândia
Cozinhando o galo
É impressionante como fora da época de eleição as obras do governo não andam. Logo depois da Ceasa, no início da pista dupla que dá acesso a Ibiporã, começou há 60 dias a construção de uma pequena rotatória, que se fosse em véspera de eleição não demoraria mais que 15 dias. A obra é do governo estadual e a construtora responsável é a Jacarandá. Faço serviço em uma empresa bem em frente à tal obra, onde entram e saem caminhões pesados, e os motoristas têm sofrido para entrar e sair nesta empresa. Chega de cozinhar o galo, faz-de-conta que estamos em campanha e terminem a obra pelo amor de Deus.
WALDIR DE OLIVEIRA (caminhoneiro) - Barbosa Ferraz
Bolões das lotéricas
Na reportagem ''Confiança é a 'arma' contra golpes nos bolões'' (Cidades, pág. 1, 1/06), o presidente da Federação Nacional dos Lotéricos (FNL), Aldemar Mascarenhas, aconselha os apostadores a participarem dos bolões organizados pelas casas lotéricas por ser a única garantia de recebimento de uma eventual contemplação. Segundo ele, o dono da lotérica ''não vive para ganhar o jogo'', mas sim para vender o produto. Ele apenas ''esqueceu'' de frisar que as casas lotéricas têm um lucro de mais de 100% nos bolões ofertados aos seus ''clientes''. Num ''bolão entre amigos'' da mega-sena de 7 jogos com 7 dezenas em cada jogo que tem um custo total de R$ 73,50 (7x R$ 10,50), a lotérica arrecada dos 15 sócios/amigos R$ 150,00 (15 x R$ 10,00), um lucro garantido de R$ 76,50. Concluí-se que a lotérica realmente ''não vive para ganhar o jogo'', mas com certeza ''vive para ganhar 'no' bolão''. Gostaria de saber se a CEF ou a FNL dão garantia de pagamento em caso de uma lotérica não honrar com o rateio da premiação de um bolão que pode chegar a R$ 50 milhões.
WILMAR SILVEIRA (gestor de RH) - Londrina
Mídia sensacionalista
Você vive agitado porque a mídia é sensacionalista. Experimente ficar cinco dias sem ver televisão, sem escutar rádio, sem ler jornais, sem acessar a internet. O seu mundo será outro: você estará livre das malandragens comerciais, políticas e religiosas. Se a mídia mostrasse matérias positivas e as belezas da natureza as pessoas seriam mais seguras e felizes.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão
Teste de gasolina
Todo contribuinte tem direito de exigir o teste da gasolina antes de abastecer o carro. Tal direito me foi sonegado no posto Esso, na esquina da Av. Erasto Gaertner com a Av. Francisco M. Albizu, no Bacacheri. Há quase 30 anos abasteço meu carro lá. Quando solicitei o teste ao frentista, ele me informou que deveria falar com o gerente do posto. Como aguardei mais de 15 minutos e ele não vinha, dirigi-me à sala onde ele se encontrava. Deparei-o conferindo enormes pilhas de dinheiro. Só mais tarde me informaram que o funcionário habilitado para fazer o teste estava ausente. O gerente deveria ter a grandeza de me informar tal fato prontamente. Por isso, deliberei lavrar esta denúncia à Agência Nacional do Petróleo.
ANTONIO DÉNATZ RIBEIRO DA SILVA - (auditor fiscal aposentado) Curitiba
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